Sem contar que se cobra (ainda?), além da taxa de cemitério, presente do atual governo municipal, uma contribuição de vinte reais, sem recibo, fuma-se, ininterruptamente, jogando-se as guimbas no passeio ou na rua, toma-se banho de sol na rua, acolhe-se noiado. Tudo sinal de que há pouco serviço para muitos funcionários. Sem a menor sintonia com os hábitos do entorno. Se desrespeitam os vizinhos com essas atitudes, haverá respeito para com os mortos? Quem ouvir a gravação das vozes em serviço 24 horas, não acredita na audição!
Vizinho, a pouca distância, de tal inferno, muitas vezes, torna-se impossível a concentração no meu trabalho. Reclamei da Gerente, Andréia Lúcia Inácio Soares, em muitas visitas. Certa feita, disse-me que não posso imaginar o que ela passa, tendo vindo do Gabinete, para disciplinar a turma, que muitos bebem, à noite, ela tenta remanejar os biriteiros para o dia, de modo a tê-los sob suas vistas zelosas e seu pulso de ferro. Afirmou que foi criada para não negar um copo d’água a um noiado ou a quem seja; comete-se pecado e seus funcionários também agem assim, pois têm medo de chegar de madrugada e serem agredidos. Ignoram que a caridade é a mais difícil virtude de praticar.
O Comandante Marcelo Carlos, do 29º Batalhão da PM, não se cansa de pedir à população para não facilitar a vida dos usuários de crack. A turma ignora essa campanha, em conjunto com a própria Prefeitura. Reclamações bateram em ouvidos moucos; então, eu e Cláudia Lage Lavarine, coordenadores da Rede de Vizinhos Protegidos Oeste Minas, Comércio e Ribeiro Pena, assinamos uma carta para o Prefeito, com esse conteúdo, e a entregamos ao Chefe de Gabinete, Walon Delano, que nos recebeu com extrema lhaneza. Nada feito; promessas vazias.
Assim, fiz a última visita à Gerente; recebeu-me sem atenção, centrada nas suas ocupações urgentíssimas e manifestou que já não aguenta mais a implicância, procura outra casa para mudar.
Com a testemunha Chefe de Setor, Cláudio, disse-me que funcionário da Prefeitura é assim mesmo, é questão de cultura, por todas as repartições municipais, por onde transita, é desse jeito, não pode mudá-los. Numa empresa privada, sim, na Prefeitura, não. Retruquei que então não precisam de comando.
Não dá para tentar uma coexistência pacífica com tal repartição nada convencional. Agradeci a fina educação com que me recebeu e me despedi. Exemplar jogadora do time do Prefeito! Veste mesmo a camisa da administração!
E, assim, moradores da Rua Oeste de Minas ficam a deus-dará, como, de resto, toda a população de Divinópolis. Se é verdade, que o micro desvela o macro… Seja o que Deus quiser!






