Diante de um estádio lotado pelos torcedores adversários, a LDU foi derrotada por 3 a 1 pelo Fluminense no tempo normal e empatou sem gols na prorrogação, mas superou o oponente nos pênaltis por 3 a 1 já na madrugada desta quinta-feira, no Rio de Janeiro (RJ), e se sagrou a nova campeã da Libertadores.
O Fluminense precisava de, ao menos, dois gols – o que levaria a disputa para a prorrogação e partiu para o ataque. A LDU, em seu primeiro contra-ataque, aos cinco minutos, aproveitou falha da defesa rival, Guerrón passou por Ygor pela direita e cruzou rasteiro para Bolanõs, livre, abrir o placar.
Contudo, logo aos 11 min, Thiago Neves, o iluminado, fez jogada individual, livrou-se de seu marcador e chutou de longe, no canto esquerdo baixo do goleiro Cevallos.
A partida, que estava aberta, passou para o controle do time carioca. Nervosa, porém, a equipe não conseguia acertar no ataque diante de uma LDU preocupada em se defender. Aos 28 minutos, a defesa equatoriana falou. Em cobrança de lateral rápida pela esquerda, enquanto os adversários peidam impedimento, Cícero avançou e cruzou rasteiro para Thiago Neves, na pequena área, apenas completar. E Washington ainda sofreu, três minutos depois, um pênalti não marcado pelo péssimo juiz, que prejudicou muito o time brasileiro.
Já no segundo tempo, Thiago Neves, aos 12 minutos, de falta, tornou-se o primeiro jogador a marcar três gols em uma final de Libertadores. O jogo terminou com o placar de 3X1 para o Fluminense e, com o empate em 0X0, a decisão foi para a cobrança de penalidades.
PÊNALTIS
Os jogadores em que o Fluminense mais depositou confiança não corresponderam no momento decisivo – Conca, Washington e Thiago Neves, o artilheiro da equipe das Laranjeiras na competição, com sete gols, e estrela do duelo, com três no tempo normal, perderam suas cobranças.
A LDU, mais competente, errou apenas uma vez, em quatro tentativas, e levanta a taça no Rio de Janeiro, na casa do oponente. O Equador está em festa.
O Maracanã recebeu pela primeira vez em sua história a final da Libertadores. Em seu marco fundador, a Copa do Mundo de 1950, o estádio lotado sofreu com a derrota brasileira, na final, para o Uruguai. E, 58 anos depois, novamente cheio, foi palco de uma nova tristeza brasileira, desta vez, de lágrimas tricolores.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 3X1 LDU
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Héctor Baldassi (Fifa-ARG)
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG)
Renda-público: R$ 3.910.044,00 – 78.918 pagantes / 86.027 presentes
Cartões amarelos: Luiz Alberto, Cícero e Thiago Silva (FLU); Bieler, Vera e Cevallos (LDU).
Cartão vermelho: Luiz Alberto, 15’/2ºT – prorrogação (FLU)
GOLS: Guerrón, 5’/1ºT (0-1); Thiago Neves, 11’/1ºT (1-1); Thiago Neves, 28’/1ºT (2-1); Thiago Neves, 12’/2ºT (3-1)
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel (Maurício, intervalo – prorrogação), Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô, intervalo), Arouca (Roger, 5’/2ºT – prorrogação), Cícero, Conca e Thiago Neves; Washington. Técnico: Renato Gaúcho.
LDU: Cevallos, Calle, Jairo Campos e Norberto Araujo; Guerrón, Urrutia, Daniel Vera, Bolaños (Salas, intervalo – prorrogação), Manso (Willian Araujo, 42’/2ºT) e Ambrossi; Bieler. Técnico: Edgardo Bauza.
Pênaltis convertidos : Urrutia (LDU), Salas (LDU), Cícero (FLU) e Guerrón (LDU).
Pênaltis perdidos : Conca (FLU), Campos (LDU), Thiago Neves (FLU) e Washington (FLU).
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