A matéria, em consequência da crise, mostrou situação vexaminosas, como a questão da rouparia, em que faltam lençóis e as roupas usadas pelos médicos, funcionários e pacientes estão rasgadas, em estado deplorável. Além da falta de equipamentos e remédios. O médico Antônio Claret Rodrigues da Costa disse para a reportagem que às vezes faltam materiais nas cirurgias e que é preciso esperar um pouco por que estão sendo lavados e esterilizados, já que não existe um volume suficiente para fazer rodizio entre uma cirurgia e outra.
Os médicos da UTI Neo Natal estão trabalhando a cerca de três meses sem receber salários.
A coordenadora da UTI, Giselle Lima Barbosa lamentou as agruras do setor para o G1: “A gente ainda não recebeu novembro, nem dezembro e janeiro já está no fim. Todos os médicos da UTI são especialistas e não fazem consultório. Só trabalham em plantão, normalmente em terapia intensiva. Dependem desse pagamento. Todos são de fora e dependem do dinheiro para vir a Formiga trabalhar. Acaba se tornando insustentável”.
Continuando as reclamações da desastrada gestão de um médico que conseguiu e quiça ainda consegue, com sua fala mansa, enganar a todos com sua suposta competência de gestão hospitalar, até a Promotoria de Divinópolis, o profissional Fabiano Leandro Noronha de Castro afirmou: “”No nosso caso, da UTI Neo, o único lugar de trabalho nosso é aqui. A gente não tem consultório ou clínica onde possamos tirar uma renda secundária. Aí, fica difícil”.
Para agravar ainda mais a situação, os interventores alegam que não sabem ainda a real situação do fluxo de caixa da Santa Casa. O certo é que os repasses da Prefeitura e do Estado não estão em dia.
“A prefeitura tem um débito com a Santa Casa de aproximadamente R$ 700 mil reais a repassar. O Estado tem repasse em torno de R$ 2,5 milhões, que já deveriam ter sido depositados. Até o momento, não temos uma previsão desses pagamentos”, acrescentou Sidney Ferreira.
“Se nós não conseguirmos liquidar essas dívidas, ou aproximar da liquidação, nós comprometeremos quase 54 cidades”, disse outro interventor José Geraldo Cunha.
Ainda segundo o G1, o prefeito do município, Moacir Ribeiro, ciente dos problemas afirmou que estaria repassando todos os convênios para que a “Santa Casa saia um pouco do sufoco em que está”.
Já sobre o repasse de verba, a Secretária de Estado de Saúde, informou que não há nenhum atraso. Explicou que apenas a parcela de janeiro referente ao programa Rede Resposta está dependendo da abertura do sistema para pagamento.

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