A região Nordeste, que é composta por bairros como o Niterói, Afonso Pena e Espírito Santo teve índice de 6,16%. Na região Norte, onde estão os bairros Santa Clara, São Vicente e Serra Verde o índice foi de 4,89%. Já a região Central da cidade o índice foi de 4,69%. Encontram-se, também, em situação de alto risco de epidemia as regiões Sudeste (3,35%) e Oeste (2,31%). Na Sudoeste, com índice de 1,13%, a situação é de médio risco de acordo com as autoridades de saúde.
O LIRAa revelou, ainda, que 95,08% dos focos foram encontrados dentro das residências e 4,92% em lotes vagos o que demonstra que a população precisa participar de maneira mais efetiva do controle do mosquito. Entre os tipos de recipientes predominantes onde foram encontradas larvas do mosquito destacam-se:
– 27,9%: depósitos fixos: sanitários em desuso, lajes, calhas, piscinas, ralos, caixas de passagem e fontes ornamentais que podem ser mantidos limpos, clorados ou desentupidos.
– 26,4%: depósitos móveis: vasos/pratos de planta e bebedouros de animais que podem ser lavados, pelo menos uma vez por semana passando uma bucha nas paredes para retirada dos ovinhos.
– 22,7%: lixo (plásticos, garrafas, latas e entulhos) que podem ser colocados na coleta normal de lixo ao invés de serem jogados no quintal ou lotes vagos.
– 18,2%: depósitos de água para consumo doméstico (caixas d’água, tambores e tanques) que podem ser mantidos tampados.
– 4,8%: pneus.
De acordo com a Semusa, várias ações serão mantidas e outras implementadas. Com ênfase a visitas aos imóveis para orientações, arrastões com eliminação ou tratamento dos depósitos, tampação de caixas d’água, retirada de pneus, trabalho nos pontos estratégicos, bloqueio com inseticida, intensificação das notificações aos proprietários de imóveis e outras atividades necessárias dependendo da situação.
“Mais uma vez alertamos sobre a situação de epidemia pela qual o município passou em 2013 e 2014, o índice de infestação atual (3,8%) é maior que o realizado no mesmo período de 2.014 que encontrou um índice de infestação de (3,2%), lembramos a importância de uma tomada de atitude urgente, principalmente considerando os locais onde foram encontrados os focos do mosquito e a participação das pessoas no acúmulo de água nesses. A mobilização de cada cidadão tem que começar neste momento, ser imediata e, depois, mantida. Só trabalhando em conjunto, setor público e população, cada um fazendo sua parte, a dengue poderá ser controlada”, pontua Juliano Cunha no relatório produzido pela Semusa com os dados do 1º LIRAa de 2015.
Fonte: PMD
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