![]() |
A Constituição determina que a União repasse ao FPM um total de 23,5% do produto líquido da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a PEC, o total passa a 24,5%.
Na última previsão da Secretaria do Tesouro Nacional, serão distribuídos neste ano R$ 65,9 bilhões ao FPM. Até outubro, o Tesouro repassou R$ 49,7 bilhões.
O fundo funciona desde 1967 e sofreu várias mudanças ao longo das décadas. Atualmente, é feito um repasse de 22,5% a cada dez dias; e 1% é acumulado durante um ano para repasse integral em dezembro de cada exercício.
Sistemática semelhante será usada para o repasse adicional proposto pela PEC para julho de cada ano. O dinheiro será acumulado para entrega total nesse mês.
A PEC 426 foi relatada na comissão especial pelo deputado Danilo Forte (PMDB-CE) e obteve, em Plenário, o voto favorável de 349 deputados.
Recursos em queda
Os municípios querem o aumento de recursos do FPM para compensar a queda do total repassado ao fundo nos últimos anos, provocada pela desaceleração da economia e por estímulos à indústria com desoneração da carga tributária por meio da diminuição do IPI.
Segundo a versão da lei orçamentária de 2015 enviada pelo governo, estão previstos R$ 72,8 bilhões de repasses ao FPM. Se mantida essa arrecadação, a PEC garantirá cerca de R$ 1,5 bilhão a mais em 2015.
Além dos recursos do FPM, os municípios têm direito ainda a 25% dos recursos repassados pela União aos estados por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos recursos repassados aos estados conseguidos com a Cide-combustíveis, cuja partilha está prevista na Constituição. Entretanto, a alíquota dessa contribuição é zero desde 2012.
Os repasses às prefeituras são feitos com base em parâmetros divulgados anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em razão da população de cada município e da renda per capita do estado.
Construção coletiva
Segundo o relator, o aumento do repasse pelo fundo interrompe um cenário de dificuldades para municípios localizados nas regiões mais pobres do Norte e do Nordeste, mas ainda é pouco.
Danilo Forte ressaltou que a proposta foi a possível de ser construída. “Tivemos uma construção coletiva em busca de um consenso entre o governo e as demandas das prefeituras, representadas por suas associações. Esperamos que isso seja o começo de um novo pacto federativo”, afirmou.
Ele lembrou que cerca de 86% dos municípios, que têm população inferior a 56 mil habitantes, dependem dos recursos do FPM.
Marcha dos prefeitos
O aumento do repasse ao FPM tem sido reivindicado há vários anos em movimentos como a Marcha dos Prefeitos. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) defendia um aumento de dois pontos percentuais.
DEPUTADOS MINEIROS PRESENTES NA VOTAÇÃO
|
Minas Gerais
|
||
|
Ademir Camilo
|
PROS
|
PpPros
|
|
Aelton Freitas
|
PR
|
PrPtdobPrp
|
|
Bernardo Santana de Vasconcellos
|
PR
|
PrPtdobPrp
|
|
Bilac Pinto
|
PR
|
PrPtdobPrp
|
|
Bonifácio de Andrada
|
PSDB
|
|
|
Carlos Melles
|
DEM
|
|
|
Diego Andrade
|
PSD
|
|
|
Domingos Sávio
|
PSDB
|
|
|
Dr. Grilo
|
Solidaried
|
|
|
Eduardo Barbosa
|
PSDB
|
|
|
Eros Biondini
|
PTB
|
|
|
Fábio Ramalho
|
PV
|
|
|
Gabriel Guimarães
|
PT
|
|
|
George Hilton
|
PRB
|
|
|
Geraldo Thadeu
|
PSD
|
|
|
Jaime Martins
|
PSD
|
|
|
Jairo Ataíde
|
DEM
|
|
|
João Bittar
|
DEM
|
|
|
João Magalhães
|
PMDB
|
|
|
José Humberto
|
PSD
|
|
|
Júlio Delgado
|
PSB
|
|
|
Lincoln Portela
|
PR
|
PrPtdobPrp
|
|
Luis Tibé
|
PTdoB
|
PrPtdobPrp
|
|
Luiz Fernando Faria
|
PP
|
PpPros
|
|
Marcos Montes
|
PSD
|
|
|
Odair Cunha
|
PT
|
|
|
Padre João
|
PT
|
|
|
Paulo Abi-Ackel
|
PSDB
|
|
|
Reginaldo Lopes
|
PT
|
|
|
Renzo Braz
|
PP
|
PpPros
|
|
Rodrigo de Castro
|
PSDB
|
|
|
Saraiva Felipe
|
PMDB
|
|
|
Stefano Aguiar
|
PSB
|
|
|
Subtenente Gonzaga
|
PDT
|
|
|
Toninho Pinheiro
|
PP
|
PpPros
|
|
Vitor Penido
|
DEM
|
|
|
Weliton Prado
|
PT
|
|
|
Zé Silva
|
Solidaried
|
|
|
Total de Presentes Minas Gerais: 38
|
||







