Respondendo a pergunta da repórter do jornal de que ele teria perdido votos com relação a 2010, o deputado respondeu que é um deputado que tem por princípio de vida posicionamentos baseados em valores éticos e que não se posiciona de acordo com a conveniência do momento e que se posiciona de acordo com princípios que para ele é essencial.
O deputado Domingos Sávio em nenhum momento citou o nome de Jaime, mas nem precisava, pois para quem sabe ler, um pingo é letra. E estava tão explicito de quem ele estava falando.
“Você pode às vezes até passar uma ideia de ser um sujeito muito simpático, que agrada todo mundo. Aquele sujeito que apoia o PSDB e apoia o PT. Existem político assim. E eu não sou um deles”. Domingos referia-se ao fato de Jaime Martins no primeiro turno ter apoiado Pimenta da Veiga ao governo de Minas e agora estar apoiando a reeleição de Dilma (PT).
Na sequência Domingos falou do desgaste da administração do prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, mas mesmo assim ele continuou com o apoio. “Sou um político que tem uma posição. Eu acho que o eleitor cada dia mais está ficando atendo para procurar essa político que seja confiável.
Estou dizendo isto porque quando eu comecei minha campanha para reeleição observei que havia um desgaste muito grande da administração municipal, que eu ajudei a eleger. Mas que outros deputados também ajudaram. Só que eu não me afastei, não me tornei desleal a essa administração”.
E Domingos continuou sua desancada em direção ao deputado Jaime Martins, mas bateu também de leve usando o plural, em Fabiano Tolentino (PPS): “Até porque eu entendo que se eu ajudei a eleger uma administração, eu tenho responsabilidade com ela nos acertos e nos erros. E eu me mantive leal, ao contrário de outros candidatos que chegaram a espalhar pela cidade que não apoiavam mais ou que não eram da base, embora tenham membros de sua equipe dentro da administração. Me mantive leal sabendo que pagariam um preço por isso”.
Sávio disse ainda que, Jaime, não vamos tapar o sol com a peneira, está relatado no jornal, só não está citado o nome, quis se aproveitar da máquina administrativa do estado ao apoiar Pimenta da Veiga, mas como ele (Pimenta) não decolou “mudaram o seu apoio na reta final – Tudo isto para buscar votos, tanto de simpáticos ao Aécio e ao PSDB mas também com aqueles que são simpáticos ao PT”.
O tucano não deixou passar também o número de candidatos a deputado estadual que Jaime Martins conseguiu arregimentar em suas dobradas políticas como candidato a reeleição como deputado federal e que se ele (Domingos) tivesse adotado tal prática mesmo sabendo previamente que os seus candidatos a deputado estadual não tinham chance, talvez nem o deputado eleito Fabiano Tolentino tivesse conseguido se eleger e Divinópolis teria ficado sem representante, pois seguramente ele (Domingos) conseguiria com isto mais cinco mil votos.
O deputado reeleito, finalizou sua ácida critica elencando como quarto item o poderio financeiro de Jaime Martins. “Eu diria mais um quarto fator. O jogo pesado do dinheiro, não só para promover determinada candidatura mas também para dificultar a minha”, disse.
E aí vem a parte mais pesada, se é que todas não o são, ao continuar: “…destruindo placas, comprando literalmente, cabos eleitorais espontâneos que eu tinha. Então esse tipo de coisa foi usada de forma muito dura nessa campanha”.
“Mas esses comentários não o faço com nenhum sentimento negativo. Pelo contrário, é uma avaliação fria, serena, de coisas que precisam ser mudadas. Acho que precisamos ter uma reforma política mais profunda no Brasil. Precisamos ter regras mais duras com relação a financiament6o de campanha e cada dia mais o eleitor se torna mais consciente para avaliar quem de fato está trabalhando para a cidade”, terminou.
Estava na cara que, lá em 2012, quando quase todas as forças políticas com maior representatividade da cidade, por casuismo como já tinha ocorrido em 2004 com Demétrius, se uniram para apoiar Vladimir, só não viu que não quis ver que essa união e esse slogan de “Unidos Faremos Mais” não ia acabar bem, como não acabou. já que os dois paralamentares sempre viveram às turras. Mas, outros capítulos virão. “O revide”.
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