Os ambientalistas não são politicamente corretos, mas tem a visão diferente dos demais mortais em relação à natureza. A ecologia simplesmente está ligada à sobrevivência de todas as espécies, à consciência e a capacidade de se perceber que algo a que ser feito para garantir o futuro do planeta, pensando na presente e nas futuras gerações.
Ser ambientalista é estar certo da derrota, sem desistir da luta, é não entregar os pontos sabendo que o nocaute é certo. É persistir num caminho onde o interesse individual, econômico-financeiro prevalece sobre o direito difuso e ambiental. É aceitar que a própria vida pode ser ceifada por que um interesse foi prejudicado. Ser ambientalista é conviver com a certeza de que a causa é inglória, frustrante e utopicamente romântica. É ter a consciência de que a ambição humana pelo vil metal e para o se dar bem, não tem limites. É estar diante de vários tipos de ignorantes que não importam com os rios, com as nascentes, com os pingüins do pólo norte e com as baleias que atravessam os oceanos. É bater de frente com pessoas que estão se lixando com o destino dos botos cor de rosa, dos peixes bois, da ararinha azul e tampouco das árvores. Ser ambientalista é ir contra a incompetência e a irresponsabilidade ambiental de um prefeito que não investe na prevenção, que por conta disso, milhares de peixes agonizam e capivaras morrem afogada no leito do Rio Itapecerica que foi entregue ao descaso e aos aguapés.
Os ambientalistas querem dos que pensam apenas no próprio umbigo, o que os mesmos tem a dizer em relação às crianças negras etíopes que mamam nos seios flácidos de mães que devido à fome, são peles revestindo ossos. Os ecos chatos cobram dos que pesam apenas no lucro, o que dizem quanto ao destino da Amazônia, das guerras que ceifam vidas de inocentes em nome de banalidades étnicas e do poder.
Poderia ser, mas nenhum cidadão é obrigado a ser ambientalistas, mas todos deveriam cumprir com o dever de zelar pelo o futuro do planeta que está em risco, devido à ação ás vezes irresponsável do homem. Além disso, a causa ambiental deveria ser da essência humana, da espécie racional e inteligente, única capaz de proteger as demais espécies que também tem o direito à vida e um lugar neste planeta, por que aqui estão bem antes de o surgimento do homem.
Respondendo por mim, sem desejar ganhei a honrosa nomenclatura de ambientalista, sem nunca ganhar e tampouco cobrar uma bala do que faço despretensiosamente. Além dos meus problemas pessoais, absorvo responsabilidade que poderia deixar passar em branco, mas sempre encontro tempo para dedicar à causa ambiental. Ás vezes em sacrifício do meu lazer, até comprometendo meu trabalho e investindo parte do que ganho na causa. Tenho total consciência: poluo o meio ambiente, seja pelos gases que libero com todos os mortais, pelo detergente, pelo lixo que produzo ou pela descarga que leva para o Rio Itapecerica, os rejeitos produzidos pelo meu corpo, enquanto o esgoto não é tratado.
Para compensar a poluição que gero, plantei sem nenhum custo para o município, mais de 750 mudas de árvores ao longo das margens do Rio Itapecerica e juntamente com o senhor Antônio Moreira Gonçalves (idoso) morador do Bairro Porto Velho, cuidamos de todas as mudas até que chegassem à condição de se desenvolverem por conta própria. Doei mais 2.000 árvores produzidas no quintal da casa onde moro. Quando caminho com meus cachorros, diga se de passagem tirados das ruas e dos maus tratos, carrego uma sacola onde recolho garrafas pets, vasilhames peads e latinhas de alumínio que as pessoas inadvertidamente jogam nas ruas de Divinópolis.
Seguindo o conceito dos tres erres, reciclar, reduzir e reutilizar, em 3 anos, numa média de uma hora por dia, coletei nas ruas, apenas num raio de 600 metros de onde moro, mais de 13 mil garrafas de refrigerantes, mais de 2 mil garrafas de água mineral, cerca de 1.500 vasilhames peads e 3.400 latinhas de alumínio. Atendendo uma ação social, parto para a terceira doação de recicláveis para o Lar das Meninas. Todo material por mim recolhido, significa matéria prima que retornou às indústrias, representa poupar recursos naturais, geração de renda, menos lixo para sujar a cidade ou seguir para o leito do Rio Itapecerica e atender um apelo social.
Significa que faço por onde merecer o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado, ainda que também seja um poluidor consciente do meu ato. Pela Constituição Federal o referido direito não está apenas ao alcance de quem faz algo em prol do meio ambiente, mas de todos os cidadãos que assim como eu, deveriam cumprir com o dever de zelar pela mãe natureza, independente se é ou não é um ambientalista.
Minha parcela de poluição é paga com ações voluntárias, atuando localmente em prol do global. O que faço em prol do meio ambiente, não é apenas para mim, mas para o bem de todas as espécies que conquistaram ainda que por um breve momento, o privilégio de vir à luz neste planeta.
Papa-Aguapé
A falta de transparência e as mentiras criadas pelo prefeito Vladimir de Faria Azevedo no processo da contratação do papa-aguapé chegaram num nível, que enviei ao Legislativo Municipal, exclusivamente aos vereadores Marcos Vinicius, Adair Otaviano e Edimilson Andrade, solicitação de instauração de uma CPI. Mesmo que os tres vereadores atendam à minha solicitação, tenho certeza que a CPI não será instaurada, porque o prefeito tem a seu favor o apoio da maioria dos 17 vereadores. Salvo a generalização, a CPI não seria aprovada devido à notória fidelidade canina que o Legislativo presta ao Executivo.
O Legislativo por sua vez não cumpre com a função primordial de fiscalizar os atos do Executivo e com isso, as coisas acontecem conforme o prefeito faz acontecer Informações aponta que o vereador Adilson Quadros ao referir sua posição sobre os aguapés, alegou: “como acontece todos os anos, a chuva leva.” Este tipo de declaração é de total despreparo se observarmos que o problema seria apenas transferido de lugar, o que jamais poderia deixar acontecer. Seria como se alguém varresse o lixo da sua porta para a porta do vizinho.
O que os vereadores deveriam ter feito, é ter cobrado do prefeito Vladimir explicações quanto o porquê de tantas mentiras no entorno da contratação do papa-aguapé; que o mesmo apresentasse o contrato com os termos firmados entre a prefeitura e a empresa. Os valores a serem pagos, as garantias das clausulas contratuais e a capacidade de o papa-aguapé em tempo hábil cumprir com a tarefa para a qual foi contratado. Os vereadores deveriam cobrar da prefeitura como se dará a operação, a qualidade, a eficiência dos serviços a serem prestados e as licenças necessárias para a liberação da balsa.
Outras questões para as quais os vereadores deveriam exigir respostas: o que a prefeitura fará se o papa-aguapé não mostrar eficácia no tirar do leito do Rio Itapecerica, toda a massa de aguapés ora presente, não só na área central onde o impacto causa estarrecimento? Qual ação de combate às plantas aquáticas que proliferam a montante da ponte Dona Elvira que liga o bairro Esplanada ao bairro Porto Velho? Como serão retirados os aguapés que estão no encontro do Rio Itapecerica com o Rio Pará e na ponte do Gafanhoto? Quais os motivos de não se ter adotado medidas preventivas contra uma situação previsível e evitável? Será que o empresário investiu recursos próprios numa máquina cuja função é esporádica, eventual, se não mais será utilizada serviços nos anos vindouros?
É inadmissível que a administração pública não adote medidas preventivas, para que no próximo ano haja o efetivo combate à proliferação dos aguapés, logo quando o fenômeno iniciar. Este problema lastimável e vergonhoso para o qual não se sabe quanto do dinheiro público será desperdiçado, jamais pode voltar a acontecer.
O pedalão (papa-aguapé) está no leito do Rio Itapecerica, a mais de 20 dias, esperamos muito que realmente funcione sem os problemas que marcaram sua contratação; que realmente retire os aguapés, sem que a operação se transforme numa ação desastrosa, como foi à trama criada dizendo que a balsa viria do sul de Minas, enquanto era fabricada em Divinópolis.
Os vereadores deveriam cobrar do prefeito os motivos de o mesmo ter decretado Estado de Emergência, para evitar o processo de licitação e ganhar tempo numa ação de retirada dos aguapés, mas passados 70 dias, sequer um folha foi retirada do leito do rio.






