O presidente da FIEMG empossado para o segundo mandato (2014-2017), Olavo Machado Junior, cobrou das lideranças políticas compromisso com Minas Gerais. “Promessas sempre nos foram feitas, mas nada mudou e estamos relegados a segundo plano nos investimentos federais. Construímos uma Agenda de Convergência, documento com os pleitos de todos os empresários mineiros, que hoje jaz em gavetas de políticos descomprometidos com o estado e comprometidos com o corporativismo partidário que une aqueles que buscam o poder pelo poder”, lamentou.
Machado Junior destacou a importância de que todos os mineiros estejam atentos à importância do voto consciente nas eleições de outubro próximo. Para ele, é preciso saber quem são os políticos comprometidos com o estado, com o fortalecimento e o desenvolvimento industrial e com a agregação de valor aos produtos fabricados em Minas Gerais. “É isso que nos trará liberdade, soberania e qualidade de vida”, disse o presidente da FIEMG.
Presente na noite de celebração da indústria mineira, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também empossado para um novo mandato nesta semana, Robson Braga de Andrade, destacou a reeleição de Olavo Machado Junior, com unanimidade dos votos, como sinal de sua liderança e comprometimento com o setor industrial. Ele mostrou que o Sistema FIEMG e a CNI atuam para que Minas Gerais e o Brasil avancem e possam crescer de forma sustentável. “Investimos em educação, qualificação profissional e em tecnologia”, pontuou. Citou, nesse sentido, a construção dos Institutos SENAI de Tecnologia e Inovação, viabilizada com a aplicação de mais de R$ 2 bilhões, e a Olímpiada do Conhecimento, cuja próxima edição nacional acontece em setembro deste ano, em Belo Horizonte.
O governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, aproveitou a solenidade para anunciar a publicação do Decreto 46.508, que permite às empresas mineiras a participação em licitações públicas do Estado ofertando preços sem incidência de ICMS. “Buscamos com isso a maior competitividade para elas”, comentou. Ele enfatizou em seu discurso a perda de participação da indústria no PIB nacional, processo classificado como precoce e indesejável. “Hoje, os custos no Brasil crescem mais do que a lucratividade. Temos muitos problemas e nosso baixo crescimento não pode ser atribuído somente à economia externa. É tempo de mudar”, opinou.
Em contraponto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, representando a presidenta Dilma Rousseff, apontou o fraco desempenho da economia mundial desde 2008 como fator de dificuldade para a indústria no Brasil. “No entanto, o país navegou bem nesta tormenta, que fez países como Espanha e Portugal afundarem”, disse. Ele ressaltou a necessidade de que as empresas brasileiras ganhem produtividade. “Para isso, investimos em qualificação profissional, com o Pronatec, e na manutenção da estabilidade econômica”, destacou.
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Fonte: FIEMG







