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A Audiência Pública foi marcado pelo vereador Edimilson Andrade (PT) à pedido do delegado Regional do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Jorge Abdala, que abriu Audiência afirmando que estava estarrecido com a saúde pública do município que seria bem anterior a crise do Hospital São João de Deus e riticou veementemente a falsa inauguração da UPA Ponte Funda.
Posteriormente o diretor clínico do Pronto Socorro, Marco Aurélio Lobão fez uma apresentação sobre os problemas do Pronto Socorro e os benefícios da transferência para a UPA Ponte Funda. Nesta mesma linha de total apoio, não poderia ser diferente, falou o secretário de Saúde do município, David Maia, depois a superintendente regional de saúde, Kenia Carvalho. Ariston de Oliveira Silva, da Dictum, empresa interventora do Hospital São João de Deus afirmou que analisou o projeto tecnicamente e disse que ele tem condições de dar certo e em nome do hospital apóia o projeto (SIM). O presidente do Conselho Municipal de Saúde, o militar Elson Ortiz disse que o CMS vai exercer o controle de forma independente, mas vai auxiliar a cumprir as metas da saúde.
Já o representante do SINTRAM – Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis, Alberto Gigante, afirmou que diante do caos que está instalado na saúde não resta outra opção a não ser acreditar no projeto. Contudo fez algumas indagações: “Como fica a porta de entrada? O HSJD vai ou não assumir a porte de entrada, agora que ele vai para o Pronto Socorro? Se não for assim estrangula o sistema em apenas um dia”. Gigante continuou: “Estou querendo acreditar que desta vez é sério”. Contudo, na seqüência direcionou uma indagação para o promotor: “Então Dr. Ubiratan não é muito tendencioso deixar a mesma OS (Organização Social) gerenciar os dois. Referindo-se a DICTUM que já está gerindo o Hospital São João de Deus e será a gestora da UPA Ponte Funda.
Gigante finalizou pedindo que os gestores do municipio não façam uma nova enrolação. Referindo-se a várias outras questões como exemplo a própria UPA que foi prometida ser entregue em um tempo, antes das eleições e não foi.
Depois do discurso do prefeito, Vladimir Azevedo (veja vídeo em breve de sua fala), o vereador Hilton de Aguiar (PMDB) foi o primeiro a tentar falar. Mas como buscou um assunto de ordem particular em uma Audiência Pública, foi solenemente vaiado e perdeu o prumo. (veja matéria em breve).
Marquinhos Clementino (PROS) concluiu que as questões já estavam decididas e que o importante então seria que todos dessem as mãos para dar certo.
Adair foi o mais veemente dos vereadores com suas ácidas criticas à gestão tucana. Falou das Organizações Sociais que tem causado prejuízos aos cofres públicos em todo país e citou alguns casos e nomes de Os envolvidas em fraudes. O tucano Adilson Quadros contrapôs o peemedebista afirmando que não é bem assim, que existem OS sérias e que dão certo.
Os únicos vereadores ausentes foi o presidente Rodrigo Kaboja (PSL) e Nilmar Eustáquio (PP), os demais compareceram. O edil Delano Santiago por seu posicionamento explicito na última sessão ordinária, favorável a mudança do Pronto Socorro, ganhou um movimento especial de plenário que o acuou e ele não se pronunciou (veja matéria).
Outro “parlamentar”, se é que é possível adjetivá-lo honorificamente, pois durante a sessão comia irreverentemente umas bolachas e às vezes dava uns risinhos sarcásticos, dependendo do cidadão que questionava seriamente a saúde do município, foi o jovem e nem tão promissor Eduardo Print Junior (SDD), o amiguinho dos Perrelas, que acabou por ganhar um esculacho de uma cidadã e um vaia light.
Na segunda parte da Audiência Pública as pessoas presentes se inscreveram para fazerem suas perguntas às autoridades da mesa composta para a Audiência. O interessante é que embora o plenário estivesse cheio de secretários, assessores e outros servidores de cargos de confiança da Prefeitura e até mesmo militantes do PSDB, não se sabe por que razão eles não participaram ativamente defendendo o projeto de mudança (SIM), apenas cidadãos os comuns e outros já identificados claramente como oposição monopolizam a participação.
Os questionamentos e dúvidas foram os mais diversificados possíveis. Uns pertinentes ao tema outros totalmente fora. Alguns procedentes e outros nem tanto.
– “Desde quando para o funcionamento da UPA Ponte Funda é necessário o fechamento da UPA Central” – “E o dinheiro público colocado dentro do Hospital São João de Deus, evaporou?”, perguntou Maria Regina.
– “O governo fez o MoVGoverno trazendo os cargos de confiança” – “Para onde vão os trabalhadores da UPA Central? A UPA Sudeste vai ser administrada por quem?”, Leo Santos
– “Dr. Ubiratan parece que o Ministério Público não tem o interesse em apurar o desvio do Hospital São João de Deus” – “Você me enganou Edmilson, você no Conselho da Saúde era outra coisa”, Fio Corgozinho.
– “Estamos discutindo um coisa aqui, que já está decidido – Divinópolis é a cidade dos 3 “R”. O Rio, a Rede e o Rolo – De quem é o CNPJ que vai gerir a UPA?”, Arthur Dentista.
– Darly Salvado, falou dos problemas dos postos de saúde do São José e Belvedere, um com problema de distribuição de fichas e outro fechado se transformou em abrigo de bandidos. Continuou reclamando que o CMS está fechado há algum tempo por falta de secretária. A eleição do conselho também foi questionada.
– José Onissimo perguntou para os vereadores por que razão eles votam contra o povo de Divinópolis.
– SilvÂnio Alves, ex-presidente do SINTRAM afirmou “ser fria a terceirização do serviços público”.
– Beto (cego) lembrou os problemas de infraestrutura da Ponte Funda com a transferência. Os problemas do trânsito e toda questão logística de descolamento dos bairros mais distantes.
– A ex-vereador Heloisa Cerri, lembrou para as autoridades presentes que o “patrão” de todos os que estavam na mesa era o povo que estava naquela casa. E fez uma serie de questionamentos da época em que era vereadora. Que já em 2009 existia a promessa da instalação do SAMU e até em 2014 não aconteceu. Perguntou sobre o custeio do Hospital Publico. Além de explicitar sua preocupação que o sistema publico de saúde municipal delegue responsabilidade para os estudantes no último ano do curso para que eles atuem como médicos já formados.
Contudo, em conversa com o editor do Divinews, Heloisa Cerri afirmou que torce para que o SIM dê certo, que tomara que desta vez o prefeito Vladimir acerte, pois ela quer o melhor para os munícipes. E apóia o SIM. Contudo informalmente vai fiscalizar e vai cobrar os erros.
– Iris Moreira, presidente do Partido Verde, falou sobre a atuação do vereador Hilton de Aguiar no plenário. “Será que ele não pode pagar um plano de saúde para a sua mãe, utiliza o sistema público dando carteirada e vem aqui ofender um médico distinto”. Já quando ao SIM, afirmou que gostaria de acreditar na promessa, mas não acredita.
– Outro cidadão questionou o fato de o município não estar conseguindo gerir, no momento, o que tem, como conseguirá administrar uma nova situação? Ficou boquiaberto com a atitude parlamentar do vereador Hilton de Aguiar, em não pagar um plano de saúde para a mãe, usar o serviço público de saúde e ainda querer dar carteirada: “O senhor teve coragem de levar sua mãe no Pronto Socorro?” perguntou um.
– Já outro falou: “Um vereador que não tem dinheiro para pagar um plano de saúde para a mãe?” e sobrou para o vereador Eduardo Print Junior, líder do governo, que não tem maturidade política para tal e nem compostura para tal e a qualquer momento pode protagonizar um escândalo para o governo, a exemplo do anterior, também foi alvo de cidadãos, que nem foram os considerados “xiitas”. “Estou achando que alguns vereadores estão com cara de deboche, principalmente o vereador Eduardo Print Junior”. Neste momento Print Junior comia descompromissadamente comia uma bolacha/biscoito tranquilamente durante a Audiência.
Outros questionamentos foram quanto a distância e o trânsito pesado para chegar na UPA Ponte Funda, pensam que muitas vidas poderão ser perdidas. Citaram a distância do Distrito de Ermida para a Ponte Funda, assim como as zonas rurais de Djalma Dutra, Amadeo Lacerda. A falta de remédios nos postos de saúde.
– O cidadão Mario Argentino, assessor do deputado estadual Elismar Prado (PROS),que sempre se pronuncia em Audiências Públicas levantou uma suspeita contra o Ministério Público: “Quero me dirigir diretamente ao Dr. Ubiratan: o povo está desconfiado do Ministério Público”. Esta foi a colocação mais bombástica que ele falou, as demais já tinham sido abordadas por outros.
– Flavio Lima entre outras perguntas indagou ao delegado do CRM o que o Conselho poderia fazer para que os médicos compareçam ao local de trabalho, não faltando e não chegando tarde e nem saindo cedo. Questionou diretamente para o prefeito a questão dos ônibus circulares que serão colocados, se haverá uma linha circular no São Simão.
Na última parte da Audiência Pública com a inédita presença do Prefeito Vladimir Azevedo, participando do inicio ao fim e se expondo as “intempéries” próprias deste tipo de reunião, onde além dos anseios legítimos de uma população que sofre que a saúde pública, existem também o jogo partidário próprio do sistema. A mesa se pronunciou respondendo aos questionamentos feitos pelos cidadãos. Alguns elucidativas e outras nem tanto.
O médico Jorge Tarabal, o solicitante da Audiência Pública, antes de responder aos questionamentos que lhe foram dirigido por alguns cidadãos, se exaltou, não sem razão, com a inconseqüente colocação do vereador Hilton de Aguiar que tentou lhe dar uma carteirada no Pronto Socorro, e se exasperou dizendo que é um médico de respeito com vários anos de serviço prestado à comunidade. E em um segundo momento, mais calmo. Respondeu ao cidadão Flávio Lima que, quanto às faltas dos médicos em seus locais de trabalho bastava que o usuário do sistema de saúde pública se dirigisse ao CRM e formalizasse uma queixa contra o médico.
O promotor Ubiratan Domingues em resposta ao Mario Argentino à desconfiança da atuação do Ministério Público afirmou das instâncias superiores que os cidadãos podem recorrer para denunciar o órgão. Acrescentou que como promotor da Saúde estará atento e fiscalizador.
As demais considerações finais da Audiência Pública, de uma forma ou de outra, perpassaram pelo mesmo sentimento de acreditar piamente que o projeto apresentado SIM vai dar certo, ou melhor, diante do caos que está instalado na saúde em quase todos os níveis tem que dar certo de qualquer jeito. Este foi o sentimento captado nas falas do secretário de Saúde David Maia, de Kênia Carvalho, superintendente Regional de Saúde, de Ariston de Oliveira, da Dictum, empresa interventora do São João de Deus e do próprio prefeito Vladimir Azevedo.
Quanto à atuação do presidente da Mesa, o petista Edmilson Andrade, apenas tocou campainha quando excedia o tempo das falas, auxiliado fortemente pelo cerimonial do evento, Silvio França que ao microfone liberava ou cortava a palavra quando necessário. Edimilson não se manifestou sobre o assunto da Audiência e sequer quando houve acusação ao governo federal da presidenta Dilma Rousseff o mesmo partido que ele é filiado. Foi verdadeiramente um “magistrado”.
Chegou a hora, do tudo ou nada na saúde. Ou o SIM da certo, ou os parceiros políticos do prefeito Vladimir Azevedo, do “Unidos Somos Mais Fortes” no dia 5 de outubro deste ano verão potencializado o NÃO dos eleitores divinopolitanos nas urnas.
Em tempo: atendendo cobraças de informação. O vereador Rodyson do Zé Milton (PSDB) não compareceu em nenhuma das duas reuniões, a com o prefeito no plenarinho e nem à Audiência Pública.
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