Servidores acuados no Centro de Saúde São José – Pressão do executivo e da população faz com que servidores trabalhem no limite

Publicado por: suporte


O Centro de Saúde atende sete grandes bairros no entorno do São José e realiza mais de 17 mil atendimentos/mês. Acontece que somente 40 servidores realizam esse trabalho e medidas tomadas pela administração têm prejudicado o funcionamento do Centro. De acordo com a diretora do Sindicato, Ivanete Ferreira, os servidores têm trabalhado até chorando. “Tem servidores que estão sendo obrigados a fazer horas extras e não estão recebendo por elas. Outra situação é o corte de férias imposto pela administração, o que acarretou muita frustração e revolta. A população fica nervosa pela grande fila de agendamento de consultas, demora para marcação, falta de remédio na farmácia e a fila que se forma para retirada do medicamento, muitos em falta, e reflete nos servidores, que nada podem fazer para reverter essa situação”, informou.

Outro relato de medida da administração que afetou o Centro de Saúde foi a necessidade de aprovação de todo e qualquer comunicado à população passar pelo crivo do executivo. De acordo com os servidores, a medida prejudica a população, que revoltada, desconta no funcionalismo. “Antes, os postos avisavam a falta de médicos, falta de medicamentos ou qualquer situação atípica de atendimento para que a população não ficasse na fila sem ser atendida. Agora, não está autorizado esses anúncios sem a ciência e aprovação do executivo”, informou Ivanete.

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Devido à enorme fila que se forma em todos os dias de retirada de ficha, os servidores optaram por distribuí-las semanalmente, às quintas-feiras, a partir das sete e meia da manhã. O relato é de que as pessoas vão para a fila às quatro horas da manhã para garantir o atendimento.

Os servidores foram questionados, por chefias do nível central, sobre a concessão de entrevistas, a presença do sindicato e a situação da população. Mais de 170 pessoas esperavam pela marcação de consultas e seriam distribuídas 100 senhas, 30 para cada dois médicos e 40 para outro. Com a presença do SINTRAM, foram distribuídas mais de 150 fichas a fim de se evitar o registro da revolta da população.

Os servidores não quiseram se manifestar publicamente devido a presença da direção municipal e pelo medo da perseguição.

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