Veja e JN não agüentam pressão dos “blogs sujos” e redes sociais e de olho na audiência começam a dar maior destaque ao escândalo do “TRENSALÃO TUCANO”

Publicado por: suporte


Matéria do JN

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Peritos da Policia Federal cruzaram as informações da renda líquida, ou seja, já descontados os impostos, com o patrimônio declarado no imposto de renda, de 20 pessoas e de cinco empresas, entre 2000 e 2008.

A policia tentava descobrir indícios de enriquecimento ilícito. Os documentos aos quais o Jornal Nacional teve acesso apontam que, para os peritos da Policial Federal, cinco pessoas tiveram evolução patrimonial incompatível com seus rendimentos.

São elas: Celso Sebastião Cerchiari, que entre 1999 e 2006, foi diretor da Cesp e que hoje permanece na parte que foi privatizada da empresa; Miguel Carlos Kozma, presidente do Metrô de outubro de 2001 a abril de 2003, morto em 2011; Romeu Pinto Júnior, que administrava a consultoria MCA, suspeita de fazer pagamento de propinas a funcionários do governo; e Sabino Indelicato, que, segundo a Polícia Federal, é dono da Aqualux, uma empresa suspeita de intermediar pagamentos de subornos.

Em reportagem publicada neste sábado, a revista Veja publicou a cópia da análise das contas de Jorge Fagali Neto, que foi secretario de Transportes Metropolitanos no governo Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB) e é irmão de José Jorge Fagali, ex-presidente do Metrô.

A Policia Federal aponta que, de 2004 a 2007, Jorge Fagali Neto teve aumento de patrimônio incompatível com seus ganhos. Em nota, o advogado de Jorge Fagali disse que a Receita submeteu a as declarações do ex-secretário a uma verificação rigorosa e que não houve incompatibilidade ou inconsistência.

Segundo ele, houve um erro em 2007, que resultou em multa de R$ 6 mil. Ainda segundo o advogado a retificação foi entregue ao Ministério Público Federal.

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O relatório da PF também mostra que a maioria das 20 pessoas investigadas teve movimentação financeira superior a seus rendimentos declarados.

Para os investigadores, isso sugere que elas tiveram outras fontes de renda.
Mas segundo os laudos, que são de 2010, uma análise mais detalhada dependeria de acesso aos extratos bancários das contas.

No mês passado, a justiça determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Jorge Fagali Neto, Romeu Pinto Júnior e Sabino Indelicato e outras oito pessoas para saber se elas mantêm contas bancárias no exterior.

Os investigados não quiseram gravar entrevista. Por telefone, o advogado de Sabino Indelicato disse que não vai se pronunciar. O advogado de Celso Cerchiari afirmou, através de nota, que a variação patrimonial do seu cliente é compatível com a remuneração e os ganhos declarados. A reportagem não conseguiu localizar Romeu Pinto Júnior.

A Alstom informou que está colaborando com as autoridades. O governo do estado de São Paulo disse que investiga as denúncias e que, se for comprovada alguma irregularidade, os servidores responderão pelos atos. O PSDB de São Paulo declarou que confia nas investigações conduzidas pelo governo de São Paulo sobre a possível formação de cartel das empresas privadas e também na punição exemplar de eventuais culpados.

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