A PGR (Procuradoria Geral da República) enviou nesta quinta-feira (19) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) parecer pela desaprovação das contas do Comitê Financeiro Nacional do PSDB, por causa das contas rejeitadas de Geraldo Alckmin em 2006, quando concorreu à Presidência da República.
O tucano, que saiu derrotado no segundo turno em 2006, é pré-candidato à sucessão municipal em São Paulo nas eleições de outubro. A convenção do PSDB está marcada para o próximo domingo (21/6), mas o partido está rachado entre lançá-lo ou apoiar a reeleição do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com o TSE, o vice-procurador eleitoral afirma no parecer que a Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias já se manifestou duas vezes pela desaprovação das contas. A coordenadoria é o órgão do TSE que analisa as finanças dos candidatos e partidos.
Na primeira recomendação, a coordenadoria indicou que havia despesas sem identificação da documentação fiscal hábil, registro de doação sem a correspondente identificação no extrato bancário e despesas do Comitê Financeiro da campanha não pagas e que totalizavam R$ 189.901.254,30.
Na segunda recomendação, o órgão encontrou gastos feitos antes de a conta bancária eleitoral ter sido aberta, o que infringe o artigo 1º, da Resolução 22.250/06 do TSE. Além disso, as despesas sem identificação não tinham sido regularizadas e a dívida de campanha de mais de R$ 180 mil ainda estava pendente.
O parecer está nas mãos do ministro Felix Fischer, a quem caberá decidir sobre a regularidade ou não das contas do PSDB e de Geraldo Alckmin.
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