Segundo fonte, a reunião em Belo Horizonte com o representante do governo federal foi decisivo para que todos os atores políticos, independentemente de partidos e ideologia político/partidário entrassem em cena no sentido de não permitir que o ícone no atendimento médico da região Centro-Oeste que já estava em fase terminal fosse sepultado deixando milhares de pessoas não apenas na cidade, mas na região órfão de atendimento médico através do SUS, fechando as portas ou sofrendo uma intervenção.
Segundo a mesma fonte, o deputado federal Domingos Sávio em contato com o governo do Estado, conseguiu um aporte de recursos imediato na ordem de R$ 5 milhões de reais para fazer frente aos compromissos financeiros mais urgentes.
O prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB) se comprometeu em liberar ainda nesta sexta-feira, R$ 1 milhão de real e mais R$ 3 milhões do Prohosp nos próximos dias.
O Secretário de Atenção Básica de Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda de Magalhães afastou definitivamente a possibilidade de intervenção federal no hospital e informou que estava ciente de tudo que vem acontecendo com o hospital e estaria conversando com o presidente da Caixa Econômica para dar uma solução financeira para o HSJD.
Uma das soluções que teria sido levantada na reunião é que o hospital se transformaria em um hospital escola, mas sem a gestão própria de hospital escola, a gestão continuaria da forma como é atualmente. E uma das vantagens em transformar o HSJD em uma autarquia seria o reajuste da tabela SUS em mais 10%.
Ainda segundo a fonte, o responsável pela fiscalização do Ministério Público deixaria de ser o promotor Ubiratan Domingues da Promotoria de Divinópolis e passaria a ser estadual sob a responsabilidade do Promotor de Justiça Gilmar de Assis, coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde).
A crise do HSJD é antiga e vem se arrastando ao longo dos anos. A situação piorou quando o antigo gestor fez um grande empréstimo para a construção do Novo HSJD e esqueceu que carência vence e não se programou para isto. Somados ao grande problema de relacionamento político que ele criou com os gestores da saúde no município.
O alongamento do perfil da divida antiga, dinheiro que foi usado na construção, bem como um outro empréstimo de R$ 45 milhões, feito na Caixa Econômica recentemente não foram suficientes para resolver o fluxo de caixa da instituição. Que chegou ao ápice ao não ter dinheiro em caixa sequer para comprar remédios para os pacientes e outros materiais básicos de utilização no dia a dia. E sem crédito, já que alguns fornecedores passaram a vender para o hospital somente à vista.
Segundo Renato Gorgozinho, o hospital tem uma receita mensal de aproximadamente R$ 7 milhões e uma despesa de cerca de R$ 8, gerando mensalmente um déficit de entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.
Na reunião quando perguntado pelo Divinews, se havia ou não atraso no repasse de verba por parte do município, disseram que o valor era pouco, mas que existia sim o atraso.
No Facebook do deputado federal Jaime Martins existe a informação de que o parlamentar teria uma reunião com o Secretário Nacional de Atenção à Saude, Helvécio Miranda para discutir problemas de saúde não apenas do HSJD mas de outros hospitais. Não temos a confirmação de que o deputado tenha participado de tal reunião.
Acontece no fim da tarde desta quita-feira (08), uma série de reuniões em Belo Horizonte, entre o Deputado Federal Jaime Martins e o Secretário Nacional de Atenção à Saúde – SAS/MS, Dr. Helvécio Miranda Magalhães Júnior para discutir sobre emendas relativas à saúde. Participam das reuniões, os representantes de entidades e fundações de cidades da região – Dentre os assuntos a serem debatidos, estão os referentes à situação do Hospital São João de Deus – “É uma reunião extremamente importante primeiro porque trataremos sobre a saúde da nossa região. Em segundo, sobre o Hospital São João de Deus. É de conhecimento de todos, a situação difícil em que o hospital se encontra e precisamos achar meios de salvá-lo. Há pouco, financiamos um dívida que possibilitou que os administradores dessem uma “respirada”. E por se tratar de referência quando falamos em saúde na nossa região, temos sempre que estar atentos às questões do hospital. Por isso, vamos nos reunir com o Dr. Helvécio para tratar desse e muitos outros assuntos pertinentes.”
O HSJD até ordem contrária, já a partir desta quinta-feira (08) na parte da manhã, segundo explicações do corpo clinico, para não comprometer o atendimento dos pacientes que já estão internados no hospital não receberão mas nenhuma internação, exceto os casos gravíssimos. Eles admitiram que esta situação vai fazer com que o Pronto Socorro Central fique ainda mais sobrecarregado. Contudo, diante da nova informação de liberação de recursos, que surgiu na noite deste última quinta-feira (08) não se sabe se esta decisão será mantida.
Na entrevista coletiva houve também criticas ao movimento grevista, por estar sendo realizada uma greve em um momento totalmente inoportuno, disse um dos médicos presente. Outro médico afirmou que o pagamento dos funcionários está em dia e que sempre a direção priorizou pagar salários do que pagar fornecedores. “Tem funcionários grevistas que estão torcendo para acontecer uma intervenção, pois pensam que assim se tornarão funcionários públicos – Claro que não tem que fazer concurso” concluiu mais um dos médicos presente.
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continua…..
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