Brasil registra mais um recorde na geração de empregos

Publicado por: suporte

Conforme o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, antecipou na última semana, durante reunião da Organização Internacional de Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), a geração de empregos no Brasil ultrapassou a marca do um milhão de vagas formais nos cinco primeiros meses de 2008. Foram 1.051.946 postos formais registrados no período. Os dados oficiais foram divulgados na manhã desta quinta-feira pelo ministro Carlos Lupi, que apresentou o Cadastro Geral de Empregtados e Desempregados (Caged) relativo ao mês de maio.

O desempenho nos primeiros cinco meses do ano representa a expansão de 3,63% do emprego formal no ano. Nos últimos 12 meses, foram criados 1.755.502 postos, o que corresponde a um crescimento de 6,21%, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1.374.179 vagas, + 5,05%.
 
Em maio, houve a inserção de 202.984 trabalhadores no mercado formal. Em função do desempenho mais modesto do setor de agronegócio, o número é ligeiramente menor que registrado em maio de 2007, quando foram abertas 212.217 vagas.
 
Setores – Todos os setores apresentaram aumento do número de pessoas com carteira assinada em maio de 2008. Em termos absolutos, o setor de Serviços se destacou, com o incremento de 55.361 vagas (+0,47%). Os segmentos que mais contribuíram para o resultado foram os Serviços de Comércio e de Administração de Imóveis (+20.587 postos ou +0,68%), os Serviços de Alojamento Alimentação Reparação e Manutenção (+9.846 postos ou +0,23%) e os Serviços de Transportes e de Comunicação (+8.948 postos ou +0,57%).
 
O setor Agrícola também apresentou um comportamento favorável no mês passado. Ele respondeu pelo acréscimo de 41.107 vagas com carteira assinada (+ 2,97%). Influenciaram decisivamente para o desempenho o cultivo do café e da cana-de-açúcar no sul do Brasil e a Indústria de Transformação, com a geração de 36.701 empregos (+ 0,51%).
 
Pouco mais de 30% do resultado da Indústria de Transformação está concentrado na Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas (11.103 ou 0,64%). Em seguida, aparecem a Indústria Têxtil e do Vestuário ( +5.094 postos ou + 0,55%), a Indústria de Material de Transportes (+ 4.469 postos ou + 0,89%), a Indústria Química (+3.760 postos ou +0,52%), e a Indústria Metalúrgica ( +3.696 postos ou +0,51%).
 
Comércio e Construção Civil acompanharam o ritmo de crescimento no quinto mês do ano. O Comércio foi responsável pelo aumento de 29.921 empregos (+0,46%), o terceiro melhor resultado do mês da série do Caged.
 
A Construção Civil continua apresentando desempenho recorde, com a criação de 28.670 empregos (+1,73%), saldo 108,8% superior ao ocorrido em maio de 2007 (+13.732 postos ou + 0,97%). De janeiro a maio de 2008, o setor acumulou uma alta de 10,48% ou geração de 160.395 empregos, a maior taxa do período, dentre os setores e o melhor desempenho relativo e absoluto da série do Caged.
 
A área Extrativa Mineral também surpreendeu no mês, com a criação de 1.864 postos de trabalho (1,11%).
 
Regiões – Houve expansão do número de contratações formais em todas as regiões brasileiras no período: Sudeste (+140.901 postos ou +0,96%), Sul (+23.218 postos ou +0,42%); Centro-Oeste (+13.462 postos ou +0,63%),; Nordeste (+19.117 postos ou +0,46%),  e Norte (+6.286 postos ou +0,51%).
 
Estados – São Paulo continua a liderar a geração de empregos no país (+ 75.734 ou + 0,76%), seguido por Minas Gerais (+37.968 postos ou +1,18%), Paraná (+16.739 postos ou 0,83%) e Rio de Janeiro (+16.195 postos ou +0,56%). Por conta de fatores sazonais negativos vinculados às atividades da cana-de-açúcar, o estado de Alagoas apresentou redução de 7.645 postos de trabalho (-3.44%).
  
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