Em Uberaba, a Comissão de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais (Comovec) se reunirá na próxima sexta-feira (1º) para tratar do assunto. A comissão é composta por representantes dos órgãos de segurança pública e empresários do setor.
Representante dos proprietários de bares, casas noturnas e similares de Uberaba, o empresário Marcelo Augusto, que também é um dos proprietários de uma empresa especializada na organização e realização de eventos de grande porte, afirma que a Comovec, da qual ele faz parte, sempre realizou reuniões periódicas para tratar da segurança nestes locais. Contudo, ele reconheceu que, apesar das muitas ideias, os projetos precisam ser homologados e transformados em lei para que a fiscalização possa ocorrer de uma forma mais rígida.
Ele revelou que uma operação será realizada para uma nova vistoria nos estabelecimentos. “Em uma segunda ação, após a reunião, iniciaremos uma operação conjunta e visitaremos todas as casas noturnas, boates e cinemas novamente refazendo toda a verificação documental e dos equipamentos de segurança para termos certeza de que tudo está dentro das normas”, reforçou.
Em Araxá, no Alto Paranaíba, o Corpo de Bombeiros afirmou que duas casas noturnas ainda estão em processo de regularização no que se refere ao projeto de segurança contra incêndio e pânico. Porém, ainda esta semana, todas serão fiscalizadas.
A analista jurídica Adria Borges também disse observar a estrutura das casas noturnas da cidade. De acordo com ela, é importante que esse tema não deixe de ser discutido com o passar do tempo. “Eu costumo reparar na segurança das casas sim, inclusive é uma das primeiras coisas que faço. Após o ocorrido, vou ficar ainda mais de olho. Mas acho que muitas pessoas não têm essa preocupação. Tomara que as pessoas não se esqueçam de tudo isso daqui um mês, pois é algo importante. E as autoridades precisam estar sempre atentas também”, afirmou.
Felipe explicou, também, que prefere os eventos em locais abertos, pois não se sente seguro nas casas noturnas da cidade. “São locais muito fechados, apertados. Se acontece alguma coisa não há para onde correr e, pelo que já vi, é difícil encontrar uma dessas boates com mais de uma saída. Para mim, não são seguras”, concluiu.
Matéria G1






