Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), sequestro e cárcere privado e absolvido pela ocultação de cadáver.
Já Fernanda, foi condenada a cinco anos de prisão por cárcere privado de Eliza e de Bruninho, filho dela e do goleiro Bruno. Como a condenação foi menor do que seis anos, ela cumprirá pena em regime semiaberto.
A sentença foi lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. A decisão dos sete jurados –seis mulheres e um homem– saiu após cinco dias de julgamento, que foi marcado por tumultos, troca de advogados e desmembramento de processos.
A expectativa agora é para saber como a decisão de hoje vai influenciar o julgamento de Bruno, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Dayanne de Souza, ex-mulher do jogador, que foi adiado para 4 de março.
O JULGAMENTO
O julgamento começou com um racha entre os advogados de defesa de Bola, acusado de ser o autor da morte de Eliza. Eles desistiram de defender seu cliente por discordar da meia hora dada pela juíza Marixa Rodrigues para as considerações preliminares –quando advogados indicam pontos que acham irregulares no processo.
Após a desistência de seus defensores, Bola, que não aceitou ser defendido por um defensor público, foi excluído do júri.
No segundo dia, a ex-mulher de Bruno, Dayanne, teve seu julgamento desmembrado, assim como Bola.
No início da sessão, o goleiro Bruno destituiu seu principal advogado. “Por estar me sentindo inseguro, estou desistindo do doutor Rui Pimenta”, afirmou.
No começo do terceiro dia, os novos advogados de defesa de Bruno conseguiram adiar para março de 2013 o julgamento do atleta.
Os advogados do ex-goleiro usaram um dispositivo legal –chamado “substabelecimento sem reservas”– em que os defensores transferem os poderes de defender o réu.
A Promotoria manifestou-se contra, mas a magistrada disse não ter visto o pedido como manobra. Um dos advogados de Bruno admitiu mais tarde que a intenção foi ganhar tempo.
O quarto dia de julgamento foi o mais longo e terminou na madrugada de quinta-feira. Em seu depoimento, Macarrão disse que era inocente e que Bruno foi quem ordenou a morte de Eliza.
Fonte: Folha






