Jotha Lee – De volta ao Divinews: “REBIMBOCA DA PARAFUSETA”

Publicado por: suporte

O cidadão tem o hábito de estereotipar alguns agentes públicos por suas ações, ou por falta delas, especialmente aqueles que ocupam o cargo Executivo. Dos candidatos que disputarão a Prefeitura em outubro, dois deles, certamente, serão muito mais lembrados durante a campanha por suas ações negativas. Galileu Machado (PMDB), prefeito por três mandatos (um deles pela metade, pois herdou o cargo com a morte de Fábio Notini de quem era vice, na gestão 1977/1982) e Vladimir Azevedo (PSDB), que disputa a reeleição. Dra. Heloisa Cerri (PV) e Beto Cury (PT) estreiam na disputa do cargo Executivo. Já Jorge Torquato disputa o cargo pela segunda vez, porém jamais ocupou cargo eletivo.
 
Positivamente, embora alguns menos inteligentes considerem ser fato desabonador, Galileu ficou conhecido como construtor de pontes e viadutos. E hoje, é bom que se diga, vê-se que as pontes e viadutos realmente eram necessários, pois não fossem eles, o trânsito na cidade seria muito pior. Negativamente, Galileu ficou conhecido como um dos maiores nepotistas do país. Em seu segundo mandato (1989/1992) empregou toda a família em cargos de confiança e foi manchete na imprensa nacional. Naqueles anos, não havia lei sobre contratação de parentes, portanto, Galileu não cometeu nenhuma ilegalidade, porém, o ato sempre foi de uma imoralidade insana, legal ou não.
 
VLADIMIR – Se Galileu ganhou o esterótipo de nepotista, Vladimir Azevedo (PSDB) certamente passará para a história como o prefeito que entregou o tratamento do esgoto para a Copasa. Os ferozes discursos de Vladimir na condição de vereador oposicionista contra a medida não serão esquecidos, quando o ex-prefeito Demetrius Pereira (PT) iniciou o processo para a terceirização do serviço. Quatro anos depois, Vladimir engoliu o próprio discurso e o que era pecado mortal para Demetrius, se tornou sua prioridade e solução definitiva para o Rio Itapecerica, o que não é verdade. Entregou o esgoto para a Copasa em condições altamente duvidosas, pois o contrato dá à empresa total autonomia, inclusive no valor da tarifa, que deve chegar fácil, fácil, aos 100% do valor da conta de água.
 
É bom que se diga que Vladimir não tomou nenhuma decisão ilegal. Ele tem a legislação nas mãos, conseguida pelas catiras políticas feitas com vereadores de olhos grandes em cargos e outras benesses. Também não é ilegal outra marca registrada do governo Vladimir: o inchaço da máquina administrativa com cargos de confiança, nos quais foram plantados cabos eleitorais sem nenhuma competência técnica. Ao todo, são 212 cargos de confiança, o maior volume da história de Divinópolis. Sem nenhuma cerimônia, o prefeito instalou nesses cargos vereadores derrotados, cabos eleitorais, aliados de plantão, apadrinhados, tornando a máquina pública um palanque eleitoral que vem funcionando desde 2009.
 
O abuso na criação de cargos comissionados tornou a prefeitura burocratizada, dificultando a administração, impedindo agilidade no atendimento ao cidadão, fazendo prevalecer interesses políticos e comprometendo a imagem do governo. Isso não representou nenhum incômodo para o prefeito, que não economizou para melhorar sua imagem às custas de se tornar, também, o maior gastador da história de Divinópolis com verbas publicitárias.
 
Um marqueteiro político definiu muito bem o que representa hoje a “burrocracia” administrativa do governo Vladimir Azevedo: um operário, para apertar um parafuso, pede ordem ao seu chefe, que fala com o gerente, que consulta o diretor, que delibera com o secretário-adjunto, que procura o Secretário titular, que, finalmente, aconselha-se com o prefeito. Feito isso, a decisão de apertar ou não o parafuso da rebimboca da parafuseta segue o caminho inverso, até chegar ao operário. Os custos desse entulho de gente apadrinhada no governo são inimagináveis e apertar o parafuso da rebimboca, é o menos trabalhoso. Difícil mesmo é o usuário conseguir atendimento decente e a Prefeitura ter funcionamento coerente com a função pública.
 
APOSTILAMENTO – Embora a Câmara tenha aprovado uma legislação que impede apostilamentos, o prefeito Vladimir Azevedo continua concedendo o benefício. Após a aprovação da Lei, ocorrida no ano passado, já foram apostilados cerca de 30 servidores. Somente na semana passada e na edição de hoje (31/07) do Diário Oficial dos Municípios, foram publicados mais cinco decretos de apostilamentos na Prefeitura. Foram beneficiados Mary Elizabeth Alves (Chefe de Setor), Carlos Bruno Guimarães Carvalho (Gerente), Rosa Maria Silva Freitas (Diretora Escolar) e Marcos Antônio Vilela Crispim (Chefe de Setor.
 
LEITE AZEDO – A Prefeitura pagou à Comercial Whitney R$ 23.931,60 por 12.936 litros de leite para o refeitório municipal. Isso significa que o município desembolsou R$ 1,85 por litro. Só um exemplo de que esse preço está azedo demais: no Supermercado ABC, o litro do produto está sendo vendido desde o início do ano a R$ 1,49. Se os mesmos 12.936 litros de leite tivessem sido adquiridos no ABC, a prefeitura teria desembolsado R$ 19.274,64, economia de R$ 4.656,96. Não é pouco, considerando o valor da transação. Isso é superfaturamento.
 
 

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados