Antônio Júlio diz não saber onde o governo mineiro arrumou tanta competência para amordaçar a imprensa da forma que faz em Minas Gerais. “A população de Minas não sabe o que passa no governo do estado, porque ela é impedida de ter essas informações, e nós estamos combatendo isso, não é aqui em Divinópolis, estamos falando isto publicamente na Assembléia, nas reuniões, na propaganda que nós fizemos do PMDB, nós denunciamos esse controle excessivo do governo do estado que começou com o ex-governador Aécio Neves, hoje Senador, com a imprensa de Minas Gerais”
O deputado contou que não consegue fazer qualquer CPI, e que desde que o PSDB assumiu o governo de Minas, apenas uma CPI conseguiu ser implantada, que foi a da Mineração. Continuou: “que detectamos um monte de equívocos que não deu em nada porque o governo abafou, nós ganhamos várias ações na justiça, mas foi abafada pelo poder econômico e do próprio governador Aécio Neves”.
“Agora tentamos fazer uma CPI vinculando este esquema do Cachoeira, do jogo, aqui em Minas Gerais, em Juiz de Fora, pegou-se todas as assinaturas, o governo, não sabemos por qual motivo, exigiu que os deputados da base dele retirasse as assinaturas. Então, os deputados retiraram. De acordo com o nosso regimento não tivemos assinatura suficientes para abrir a CPI. Agora não consigo entender porque deste medo do governo do Estado em abrir CPI aqui em Minas Gerais, não vejo em hipótese nenhuma qualquer CPI que foi proposta na Assembléia ela tenha prosperado”, afirmou Antônio Júlio.
Quanto a divida do Estado o deputado reafirmou que: “ela veio em 1998, mal negociada, com uma imposição do Fernando Henrique em cima do Eduardo Azeredo (ex-governador de Minas) que foi fraco, foi um governador que não defendeu os interesses de Minas, ele defendeu os interesses de seu partido, naquele momento tinha até lógica a forma que foi propostas, mas é um forma que permanece por 30 anos, sem poder mexer, e o governador Eduardo Azeredo aceitou esta imposição. O Itamar Franco (também ex-governador de Minas) tentou renegociar, depois veio o Aécio Neves, e vende para todos nós “brasileiros e brasileiras” como ele gosta de dizer. Ele encobriu durante esses oito anos a divida de Minas, só que ela cresceu, passou de R$ 28 bilhões para R$ 69 bilhões de reais, estamos pagando R$ 400 milhões de juros por mês, e só agora o governo teve que assumir”.
Continuando sua entrevista para o Divinews, o deputado Antônio Júlio concluiu, “Porque o estado está passando por dificuldades, Minas Gerais não tem capacidade de investimento, Minas Gerais está quebrada, porque foi feita uma propaganda excessiva na imagem do governador, na época, Aécio Neves, que Minas tinha feito um choque de gestão de déficit zero, só que tudo era mentira”.
Divida com a CEMIG
O Divinews então perguntou: Então não existiu choque de Gestão? O choque de Gestão está aí R$ 70 bilhões. Você que é jornalista nós vamos fazer outra ponderação. O Estado de Minas Gerais deve a CEMIG R$ 5 bilhões e quinhentos milhões de reais, uma divida que ficou encoberta este período todo , e olha que eu acompanho, eu sou atento a essas dividas e eu não sabia desta divida, ela veio a tona agora, uns quatro, cinco meses. R$ 5 bilhões e quinhentos millhoes que o estado deve para a Cemig, isto é mais que o patrimônio da empresa, então você vê tem um monte de coisa errada que aconteceu no governo passado do Aécio Neves e ele calou a todos nós, calou a imprensa, calou o povo mineiro”
O editor do Divinews indagou: então a Cemig ajudou a financiar esse choque de gestão?, O deputado respondeu: “não sabemos a origem desta divida, o governo não quer deixar que esta divida seja auditada, ele não aceita, nós propusemos a Comissão que fizesse uma auditagem, qual é a origem desta divida, mas não deixam, não deixam . O governo não permite que a Assembleia entre nessas contas. É uma coisa muito triste. Por isso nós fazemos uma denuncia, toda oportunidade que temos precisamos levar ao conhecimento da população, para que vocês jornalista possam levantar essa bola, mostrar para outras pessoas, acompanhar para ver o que está acontecendo. O teor da dívida, os R$ 70 bilhões e mais R$ 5,5 bilhões de reais com a CEMIG
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