Cachoeira: Cláudio, procura o Alfredo aí, nós precisamos pegar o ministro, rapaz, tem que ser via Sandro Mabel, para o Sandro Mabel falar em off para nós, entendeu?
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Claudio: Tá, vou falar com ele então.
Cachoeira: Senta com o Alfredo agora, chama ele aí, e fala com ele que precisa tirar o ministro. Precisamos dar uma porrada aí. O Sandro pode falar em off que tem donativo, entendeu?
Claudio: Tá ok, tá ok.
Em outro trecho da gravação, os dois comentam como seria bom se Sandro Mabel fosse o novo ministro.
Cachoeira: Claudio, mas para o Sandro é bom, rapaz, é hora de o Sandro dar o troco nesse povo aí, entendeu? Fala para o Alfredo.
Claudio: Exatamente, cara, exatamente, eu falei isso para ele, cara. Que forma que seria positiva para ele, até para ele ser convidado para ser ministro, porque se ele fosse ministro era bom.
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Em 6 de julho, um dia depois das conversas, Alfredo Nascimento deixou o cargo por causa de denúncias de irregularidades no ministério.
Esta não foi a única investida da quadrilha de Carlinhos Cachoeira no Ministério dos Transportes.
Escutas telefônicas mostram que, dois meses antes da saída de Alfredo Nascimento, o bicheiro e Claudio Abreu tramaram a queda de Luiz Antonio Pagot, então diretor-geral do DNIT, que teria contrariado o esquema montado para favorecer a construtora Delta. Acusado de corrupção, Pagot acabou pedindo demissão do cargo.
O deputado Sandro Mabel declarou ao JN que não se relaciona com Carlinhos Cachoeira e que não pode responder por conversas das quais não participou.
O ex-ministro Alfredo Nascimento disse que sempre acreditou que a verdade sobre os acontecimentos que provocaram a demissão dele iria aparecer.
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