Como sempre dando pouca importância às questões sociais do município, o Prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) não compareceu à tão importante Audiência Pública, enviou como seu representante o Secretário de Desenvolvimento Social, Paulo dos Prazeres. Surgiu o comentário de um dos presentes que se fosse uma festa, com oportunidade do Prefeito tocar seu saxofone, ele teria ido com certeza.
Estiveram presentes os vereadores Adair Otaviano (PMDB) Beto Machado (PSDB), Edson Sousa (PSB), Heloisa Cerri (PV) Hilton de Aguiar (PMDB), Paduano (DEM) e Paulo César (PRB), além dos deputados Domingos Sávio (PSDB), Fabiano Tolentino (PSD), Reginaldo Lopes (PT) e Jaime Martins (PR).
“Crack, é possível vencer” é um programa instituído pelo governo da Presidenta Dilma, em que o vereador Geraldinho da Saúde de um forma apartidária sem se preocupar com a paternidade do programa colocou em discussão mobilizando a sociedade, dizendo que buscava o debate maduro sobre o assunto, para que o município receba o apoio do governo federal em ações antidrogas.
Segundo informações do programa do Governo Federal, não se sabe ainda exatamente quantos são os usuários da droga no país, mas estima-se que tenha centenas de milhares de usuários, principalmente os adolescentes e adultos jovens, mas entre os mais velhos já existem sinais da entrada da droga de pessoas com mais idade, após 50 anos.
A maioria está concentrada na classe C e D, com o inicio do vicio por volta dos 14 anos e entre os estudantes do ensino médio, cerca de 0,5% já usou crack pelo menos uma vez.
A Audiência Pública começou por volta de 19h30min com a composição da mesa presidida pelo vereador Geraldinho da Saúde. Compondo a mesa, além dos vereadores e dos deputados já citados, estava o Comandante do 23º BPM, tenente-coronel Júlio Teodoro, o subsecretário de Politicas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas, Cloves, Benevides, o Presidente do Conselho Municipal Antidrogas, Ruy Campos Faria, o Promotor de Justiça e Curador da Infância e Juventude, Carlos José Fortes (Casé), o Juiz da Vara de Execuções e Infancia e Juventude, Dr. Francisco de Assis Correa.
Foram realizadas quatro palestras, a primeira foi do subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, com o tema “Políticas Públicas Estaduais Antidrogas”, a seguir, o deputado federal Reginaldo Lopes do PT, que é membro da CEDROGAS, falou sobre as “Políticas Públicas Nacionais Antidrogas”. A terceira palestra foi do Promotor da Infância e Juventude, Casé. E, finalizando a psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis, Irene Amaral, falou sobre “Políticas Antidrogas em Divinópolis”
“ O problema do álcool já é uma epidemia, hoje o problema do crack não está mais restrito à cracolândia, existem os apartamentolandia, as esquinolandia. As cracolandias se espalharam – Se tem um campo em que não podemos fazer experiências é neste campo da droga – Divinópolis paga caro por ser uma rota de drogas – Os grandes traficantes estão em seus luxuosos apartamentos monitorando seus investimentos na Bolsa de falores”, afirmou Cloves Benevides.
“Não existe políticas públicas de prevenção de uso de drogas no Brasil o que existe são experiências e equipamentos isolados – E às vezes as disputa entre as entidades terapêuticas chega a atrapalhar – O governo da Presidenta Dilma quer fazer parceriais sociais com os países produtores, Bolívia, Peru e Colômbia” disse o deputado Reginaldo Lopes em sua palestra.
O deputado federal continuou dizendo o que todos sabem e ignoram pelos mais diversos motivos, de que é a droga lícita, bebidas e cigarros, que é a porta de entra para as drogas ilícitas.
Reginaldo Lopes informou que existe um Projeto de Lei na Câmara Federal que aumenta a tributação dos fabricantes de bebidas e cigarros como forma de financiar o combate as drogas, além da proibição de publicidades de bebidas em qualquer meio de comunicação.
Divinópolis, já a partir do dia 20 entra na temporada de festas 2012, com a realização da Festa da Cerveja, depois vem a Divinaexpo, Divina Folia, Divina Light, Festa da Fantasia, etc.Não que os jovens fiquem sem festa, mas a fiscalização do consumo de bebida para menores precisa ser mais rigorosa, dentro e fora do local do evento. Mas, é comum ver menores totalmente alcoolizados em tais períodos.O que vale é vender muita cerveja, rum, etc.
O Promotor Casé, da Infância e Juventude, criticou a Lei, em que o usuário de droga não é penalizado. “A Lei é complacente com o usuário, que também deveria ser penalizado”
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