No próximo ano – 2012 – vence o contrato da concessão do transporte coletivo do Município de Divinópolis e a concorrência promete ser acirrada pois a Trancid terá uma empresa de Divinópolis na disputa. É a empresa de transportes do empresário Demetrius Arantes Pereira, ex-prefeito de Divinópolis.
O transporte coletivo em Divinópolis é explorado por empresários de fora que só querem o dinheiro e não investem na cidade. Desde 1983, quando o ex-prefeito Aristides Salgado forçou uma concorrência para tirar a Viação São Cristóvão por perseguição política. Foi quando surgiu a empresa de Belo Horizonte – Transporte Urbano Bela Vista Ltda. –TRUBEL, hoje, TRANCID – Transporte Coletivo Cidade de Divinópolis Ltda.
A perseguição de Aristides Salgado contra a Viação São Cristóvão foi porque ele queria construir, como dono da Marco XX Construções, a nova garagem da empresa e a São Cristóvão escolheu uma construtora de nome Embramar, que estava construindo o conjunto habitacional Danilo Passos, certamente porque ofereceu melhor preço. Aristides forçou a barra não dando aumento na passagem. Congelou a tarifa e inviabilizou o negócio.
Com a vinda da TRUBEL de BH para Divinópolis veio também a prática da corrupção. A empresa azeita as máquinas da prefeitura e da Câmara Municipal, mensalmente e a cada aumento da passagem, o valor aumenta consideravelmente – hoje em torno de R$ 500 mil. Esses valores foram aumentados na administração Galileu Machado.
Na época da Viação São Cristóvão não havia este tipo de agrado. A empresa pleiteava o aumento e em troca adquiria veículos novos que circulavam na sua principal e mais movimentada linha, a Sidil – Hospital São João de Deus. Na época, o volume de passageiros era de 3 milhões/mês, a população era 109.597 habitantes. A população aumentou e o número de passageiros não acompanhou. A explicação para a sonegação de impostos, perdoada pela propina, é que o divinopolitano anda só de carro.
Esta propina é paga pelo povo de Divinópolis que usa o transporte coletivo. É por isto que passagem em nossa cidade é uma das mais caras do país, em razão de trajetos curtos e muitos passageiros. O parâmetro do valor da tarifa em Divinópolis deveria ser o das linhas circulares de BH – R$ 1,50 e a propina aumenta para R$ 2,15.
A participação da Demetrius Pereira na licitação pode ser a esperança de empresários da cidade voltarem a explorar o transporte coletivo e aplicar na cidade os seus lucros e, principalmente, moralizar as relações com o poder concedente.
Publicado pelo Diário do Poste






