O livro do jornalista será lançado ainda nesta primeira quinzena de dezembro. O interrogatório foi realizado em 1970, ano de conquista do tricampeonato mundial do Brasil. A famosa Copa de 70.
Enquanto a maioria dos brasileiros vibravam com a Copa do Mundo, nos porões da ditadura, o pau de arara comia solto, comandado pelo general Emilio Garrastazu Médici, que governou de 1969 a 1974, um dos militares mais linha dura do regime.
Segundo relato, antes do interrogatório, em que aparecem os militares tampando os rostos para não serem identificados (características próprias dos ditadores, não querem ser identificados como tal), Dilma tinha sido torturada por 22 dias seguidos. O seu semblante mostra ao mesmo tempo um abatimento profundo e uma altivez.
Daí, talvez, a importância histórica que a Presidenta Dilma Roussef deu para que fosse instalada a Comissão da Verdade. Que todos os brasileiros conheçam os dois lados da moeda. Os guerrilheiros, anistiados são todos conhecidos, não cobriram os rostos (se tentassem cobrir, apanhavam) já os torturadores perdoados, cobriram os rostos. Os seus nomes não são conhecidos.
Os jovens não conhecem essa parte da história. Pensam que o Brasil sempre foi essa maravilha de liberdade e de democracia. Eles precisam conhecer. Por isso a importância da “Comissão da Verdade”.
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