Deputado estadual reeleito por Minas Gerais declarou R$ 707,7 mil em despesas de campanha. Investimentos em publicidade digital, materiais impressos e serviços postais concentraram a maior parte dos gastos. Campanha recebeu recursos do Fundo Eleitoral, doações de pessoas físicas e dinheiro do próprio candidato.
O deputado estadual Eduardo Henrique de Azevedo (PL), reeleito para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, declarou receitas de R$ 735.641,40 e despesas contratadas de R$ 707.735,15 nas eleições de 2026. Sua trajetória eleitoral começou na Câmara Municipal de Divinópolis, para a qual foi eleito vereador em 2020, antes de conquistar mandato na Assembleia em 2022. O exame da prestação de contas aponta que a maior parte das despesas foi destinada à divulgação da candidatura, especialmente impulsionamento em plataformas digitais, materiais impressos e correspondências eleitorais.
Anúncios digitais consumiram R$ 267 mil
O impulsionamento de conteúdos somou R$ 267.060,35, equivalente a aproximadamente 37,7% do total contratado. As despesas com materiais impressos chegaram a R$ 139.685,50 e os serviços postais a R$ 137.825,14. A soma dessas três categorias supera R$ 544 mil e demonstra a prioridade atribuída à comunicação com eleitores por meios digitais e tradicionais. Os números integram as informações públicas sobre gastos eleitorais declarados e permitem identificar onde a campanha concentrou seus investimentos.
A prestação também registra R$ 36 mil em serviços advocatícios, R$ 33 mil em contabilidade, R$ 23.883,32 em locação de veículos e R$ 17.698,03 em combustíveis e lubrificantes. Não foi identificado valor expressivo de transporte aéreo nas categorias destacadas da versão consultada. A distribuição das despesas permite analisar o peso dos serviços especializados e dos deslocamentos na estrutura da campanha, além dos investimentos em publicidade política digital e materiais de propaganda.
Facebook e Correios aparecem entre os principais fornecedores
O Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., CNPJ 13.347.016/0001-17, aparece com R$ 238.500 contratados. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, CNPJ 34.028.316/0001-03, registra R$ 131.761,92 em uma das inscrições relacionadas à campanha. A Matiz Gráfica e Editora Ltda., CNPJ 64.476.872/0001-03, consta com R$ 78.387,50. Os valores identificam despesas contratadas e não significam, necessariamente, que todos os pagamentos tenham sido integralmente realizados na data da consulta.
A relação de fornecedores inclui ainda Divinews Portal de Notícias Ltda., CNPJ 13.971.804/0001-80, com contratação declarada de R$ 3 mil. O registro integra as informações públicas encaminhadas à Justiça Eleitoral e deve ser considerado na transparência sobre relações comerciais envolvendo veículos de comunicação. A identificação dos contratados permite acompanhar a destinação dos recursos e os procedimentos de fiscalização das campanhas.
Financiamento incluiu Fundo Eleitoral, doações e recursos próprios
A candidatura recebeu R$ 336.405 em doações de pessoas físicas, R$ 300 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 82 mil em recursos próprios, além de outras receitas. O financiamento público representou aproximadamente 40,8% da arrecadação total declarada. As contribuições privadas também tiveram participação expressiva, demonstrando que a estrutura financeira foi sustentada por diferentes fontes de receita.
O Fundo Eleitoral é formado por recursos públicos distribuídos aos partidos políticos para financiar campanhas, conforme os critérios previstos na legislação. Sua utilização exige prestação de contas à Justiça Eleitoral, identificação de fornecedores e comprovação das despesas realizadas. Os dados apresentados pela candidatura fazem parte da prestação de contas e do acompanhamento da transparência eleitoral brasileira.
Patrimônio declarado por Eduardo Azevedo chegou a R$ 863 mil
Embora o principal foco da análise sejam os gastos eleitorais, a declaração patrimonial também permite registrar a situação informada pelo candidato à Justiça Eleitoral. Eduardo declarou R$ 863 mil em bens nas eleições de 2026, incluindo apartamento, imóvel rural, veículos, dinheiro em espécie e depósito bancário. Na eleição de 2022, o patrimônio informado havia sido de R$ 507 mil, diferença nominal de R$ 356 mil em quatro anos, sem correção monetária.
Os sete bens registrados em 2026 foram:
- Apartamento em Divinópolis: R$ 400.000,00.
- Jeep Compass: R$ 136.000,00.
- Imóvel rural em Carmo do Cajuru: R$ 120.000,00.
- Dinheiro em espécie: R$ 80.000,00.
- Fiat Strada Endurance: R$ 69.000,00.
- Depósito bancário no Sicoob: R$ 50.000,00.
- Fiat Uno: R$ 8.000,00.
A comparação entre os valores declarados em eleições diferentes exige considerar aquisições, vendas, financiamentos, atualizações de saldos e os critérios utilizados para informar os bens. Os R$ 863 mil registrados em 2026 constituem uma referência documental para futuras avaliações do patrimônio do parlamentar, sem representar necessariamente o valor de mercado dos bens.
Despesas declaradas serão analisadas pela Justiça Eleitoral
A prestação de contas permite identificar a origem dos recursos utilizados e a distribuição dos gastos, mas a declaração das despesas não equivale automaticamente à sua aprovação pela Justiça Eleitoral. A análise oficial considera documentos fiscais, comprovantes de pagamento, regularidade dos fornecedores e cumprimento das normas que disciplinam o financiamento das campanhas.
No caso de Eduardo Azevedo, os registros examinados mostram a concentração de despesas em impulsionamento digital, materiais impressos e serviços postais, que juntos representaram aproximadamente 77% do total contratado. Os números também permitem estabelecer comparações com os gastos de outros candidatos eleitos com base eleitoral em Divinópolis, dentro do levantamento sobre eleições em Minas, financiamento de candidatos e despesas públicas eleitorais.
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Nota de transparência: Matéria contou com o auxílio de IA na pesquisa, sob orientação e revisão editorial do Divinews.






