FHC elogia a presidente, mas não poupa o ex-presidente Lula, que em sua opinião é mais permissivo diante das inúmeras denúncias de corrupção.
“Quando a presidente Dilma reitera não aceitar a corrupção impune (mesmo que as circunstâncias políticas a forcem a fazer novas nomeações duvidosas), isso é melhor do que as permanentes tentativas de minimizar os alegados casos de corrupção como o fazia e ainda agora o fez novamente o ex-presidente Lula, lamentando que os ministros recém demitidos não tivessem ‘casca dura’ suficiente para resistir às pressões da sociedade”, escreveu FHC.
Para Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente tucano, o Brasil assistiu, nos últimos anos, à montagem de “um sistema político que tem a corrupção como pressuposto e condição para a governabilidade”. Segundo ele, o que existe hoje é uma “corrupção institucionalizada”.
FHC disse que o elevado custo das campanhas eleitorais. É a principal causa, porque gera um grande necessidade de arrecadação por parte dos políticos. O ex-presidente não acrescentou, que depois tais doações precisam ser pagas, e claro, com o dinheiro público.
FHC: “Portanto, o combate à corrupção implica também na tentativa de reduzir tais custos”, afirmou. “Mas isso não basta: é preciso ter maior controle e transparência nos contratos públicos e uma atitude firme de repúdio às práticas desonestas.”
Para Fernando Henrique, “quando os dirigentes não têm força suficiente para acabar com o sistema distorcido em que vivemos, que ao menos por suas palavras e, mais, pelo exemplo, demonstrem que não são lenientes com o crime da malversação. É o mínimo que se pode esperar de quem tem responsabilidades públicas, esteja ou não no exercício de mandatos”.
O PSDB paulista tem se aproximado bastante da presidente Dilma Rousseff, enquanto o mineiro tem se distanciado. Esta é a prova que existem dois PSDB´s, mas não se pode esquecer que o partido em sua essência, é paulista. E, o momento interno da legenda, é de minar Aécio Neves devagarzinho até 2014.





