A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para investigar uma tentativa de obtenção ilegal de informações sigilosas dos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas Gerais. Batizada de Operação Aliciamento Espúrio, a ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem, onde foram recolhidos documentos e celulares. Segundo as investigações, um homem teria oferecido dinheiro a um estagiário do instituto para obter acesso a dados protegidos.
A operação foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social. O objetivo é apurar suspeitas relacionadas ao aliciamento de um integrante da instituição para o fornecimento de informações sigilosas, as diligências nas duas cidades mineiras buscaram reunir elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e o aprofundamento das investigações.
Investigação apura oferta de dinheiro a estagiário
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontaram que um homem residente em Belo Horizonte teria tentado cooptar um estagiário do INSS, oferecendo dinheiro em troca do fornecimento de informações sigilosas armazenadas nos sistemas do instituto, a suspeita é de que a oferta financeira tivesse como objetivo obter acesso a dados protegidos, cuja divulgação não autorizada pode comprometer a segurança das informações sob responsabilidade da Previdência Social. Conforme informado pela Polícia Federal, o estagiário é equiparado a servidor público para fins penais, nos termos da legislação aplicável. Essa condição é relevante para a apuração da possível prática de corrupção envolvendo a oferta de vantagem financeira em troca de informações funcionais, a investigação busca esclarecer as circunstâncias da abordagem e reunir elementos relacionados à suspeita de tentativa de obtenção indevida dos dados.
Mandados foram cumpridos em duas cidades mineiras
Durante a Operação Aliciamento Espúrio, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Belo Horizonte e outro em Contagem, as equipes apreenderam documentos e aparelhos celulares que poderão auxiliar na análise dos fatos investigados. A Polícia Federal não informou, no comunicado divulgado, se houve prisões ou detalhou o conteúdo dos materiais recolhidos. A investigação tem como foco o possível vazamento de informações sigilosas dos sistemas do INSS.
Investigado pode responder por corrupção ativa
Segundo a Polícia Federal, o investigado poderá responder pelo crime de corrupção ativa, cuja pena de reclusão varia de dois a 12 anos, a responsabilização criminal dependerá do desenvolvimento das investigações e da análise dos elementos reunidos. A suspeita investigada ainda deverá ser apurada pelas autoridades competentes. A operação integra os esforços de combate a práticas que possam comprometer a segurança dos sistemas e a proteção das informações mantidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social.






