ELEIÇÕES 2026: domingo de manifestações em todo país; Lula na Paulista com o povo e Flávio Bolsonaro com prefeitos no Terraço Notiê, no Shopping Light

Os dois candidatos concentram esforços no maior colégio eleitoral do país, enquanto a disputa se intensifica nas ruas, nas articulações políticas e na Justiça Eleitoral. Frase-foco: Eleições 2026 em São Paulo

Publicado por: Redação

Segundo turno presidencial coloca PT e bolsonarismo em nova disputa por votos, alianças políticas e protagonismo nas ruas e nas redes sociais – A disputa pela Presidência da República ganha novo capítulo neste domingo (11), com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando suas agendas políticas em São Paulo. Depois de um primeiro turno apertado, os dois candidatos buscam ampliar suas bases de apoio no maior colégio eleitoral do país.

Lula tem participação prevista na Caminhada Vira-Voto, na Avenida Paulista, às 12h, acompanhado de aliados, entre eles o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A mobilização tem como objetivo conquistar eleitores que ainda não definiram seu voto e ampliar a votação do presidente no segundo turno. Do outro lado, Flávio Bolsonaro programou reuniões com prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo, no centro da capital. A estratégia é fortalecer alianças municipais, ampliar a presença do PL e buscar votos em cidades importantes para o resultado da eleição. O governador reeleito Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes estão entre os apoiadores políticos associados à articulação.

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Flávio aposta na força do bolsonarismo

No sábado (10), Flávio cumpriu uma agenda no Rio de Janeiro que incluiu uma motocarreata em São Gonçalo, um encontro com mulheres e a participação em uma convenção religiosa no Maracanãzinho. Os eventos combinaram mobilização popular, defesa de pautas conservadoras e aproximação com lideranças religiosas.

Durante a motocarreata, o senador exaltou o pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que gostaria de receber dele a faixa presidencial caso vença a eleição. Na agenda religiosa, também houve manifestações públicas de apoio ao candidato.

A movimentação demonstra a tentativa de transformar a identificação de parte do eleitorado com Jair Bolsonaro em capital político para a candidatura do filho. Em São Paulo, a articulação com prefeitos e vereadores amplia essa estratégia para além dos atos de rua e do discurso ideológico.

Campanha também enfrenta pressão na Justiça Eleitoral

Além da disputa por presença nas ruas, as campanhas enfrentam questionamentos sobre o conteúdo da propaganda eleitoral. Neste domingo, ganhou repercussão a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão de peças da campanha de Lula que associavam Flávio Bolsonaro ao caso do Banco Master e o candidato a vice na chapa do PL, Alfredo Gaspar, a uma investigação por estupro de vulnerável.

Segundo a decisão noticiada, as propagandas deveriam ser retiradas do horário eleitoral gratuito. Entre os fundamentos apontados estavam a apresentação de acusações sem suporte suficiente e a omissão de informações relevantes. A medida é uma decisão liminar, não um julgamento definitivo de todas as controvérsias relacionadas às acusações.

O episódio acrescenta uma frente jurídica à disputa eleitoral. As campanhas precisam conquistar votos, mas também administrar os limites legais da propaganda, sobretudo quando utilizam acusações contra adversários.

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São Paulo se transforma em palco estratégico

A concentração das agendas na capital paulista não é casual. São Paulo reúne o maior eleitorado do país e representa uma frente decisiva para as duas candidaturas.
Lula procura ampliar sua capacidade de mobilização popular e recuperar votos. Flávio Bolsonaro trabalha para consolidar o resultado do primeiro turno e ampliar sua sustentação política por meio de lideranças municipais e alianças regionais.

O resultado dessa disputa dependerá não apenas da capacidade de reunir apoiadores, mas também da conversão dessas mobilizações em votos efetivos. Neste segundo turno, ruas, articulações partidárias, redes sociais e decisões da Justiça Eleitoral compõem frentes de uma mesma batalha política.

 

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