| Em greve desde o dia oito de junho, as ruas de Belo Horizonte foram tomadas por um gigante movimento que chamaram à atenção da sociedade sobre a IRRESPONSABILIDADE E INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNADOR ANTÔNIO ANASTASIA com a educação de Minas Gerais no que se refere à qualidade da educação oferecida aos filhos dos trabalhadores, bem como, ao miserável salário pago aos profissionais da educação. A greve que já dura quase três meses tem seu legítimo movimento de reivindicação pela imediata implementação do PISO SALARIAL NACIONAL instituído pelo governo federal desde 2008 e a exigência de um plano educacional que se estruture em qualidade. Continua depois da publicidade A tentativa do governo Anastasia em criminalizar o levante dos educadores não tem dado certo. A perseguição ao movimento, a partir do corte de salário; contratação de “professores” sem licenciatura para o 3º ano do ensino médio para vaga dos professores grevistas; a divagação para negociação; a imprensa fascista a serviço do governo Anastasia que quando emite alguma nota, na maioria das vezes é pra divulgar contra o movimento, não surtiu efeito no movimento em luta. Muito pelo contrário, quanto mais o governador (PSDB), incide sobre nosso movimento, mais fortalecido ficamos. Há um sentimento coletivo em nossa categoria da necessidade de lutar, pois não agüentamos mais os arrochos salariais e extensa jornada de trabalho que tem levado a categoria a um alto índice de adoecimento. A lição disso tudo, é à necessidade de entendermos a luta, a mobilização como único caminho eficaz de mudanças, sejam nas questões salarias, mas, sobretudo, nas transformações políticas tão necessária para libertação da nossa classe. A GREVE PELO PISO SALARIAL NACIONAL ESTÁ NOS QUATRO CANTOS DO BRASIL Outra intransigência que vale ser denunciada é a do governo federal. O governo petista de Dilma Rousseff nos deixou à nossa própria sorte no embate com os governos estaduais. Ou seja, implementou a LEI, mas não exigiu dos governos a sua imediata implementação. Ao que tudo indica a estratégia do governo federal era ficar bem na foto com os educadores em todo Brasil e, ao mesmo tempo, ser conivente com os governos estaduais na não aplicação do PISO. Os levantes dos profissionais da educação desmascararam tanto os governos estaduais, como o governo federal na sua falta de compromisso com educação dos filhos dos trabalhadores que são, em última instância, os que dependem da educação pública. Os movimentos tomaram as ruas e deram uma lição do que são capazes de fazer para que a lei seja cumprida. Podemos considerar então que o ano de 2011 ficará marcado como o ano em que educadores de todo Brasil foram às ruas denunciar a tática dos governos em jogar para cima dos trabalhadores a crise do capital. Eles produzem suas crises e querem nos fazer pagar por ela. O cenário da luta de classe que eclodiu nestes últimos anos, no caso da educação, vem sinalizando a experiência dos trabalhadores, que percebem que com sua força podem derrotar as políticas neoliberais aplicados por todos os Governos. Temos que seguir construindo alternativas para libertação da classe trabalhadora. Continua depois da publicidade O ato que aconteceu em Brasília no dia 24/08, onde a CSP CONLUTAS (Central Sindical e Popular), ANEL (Associação Nacional dos Estudantes Livres), INTERSINDICAL e outros segmentos dos movimentos que sacudiram Brasília com cerca de vinte mil trabalhadores e estudantes fizeram ecoar nos quatro cantos do mundo a crise do capital que a burguesia produziu e quer, a qualquer custo, nos fazer pagar por ela. A política de baixos salários, congelamento dos salários dos aposentados, a não implementação do PISO SALARIAL NACIONAL e aplicação dos 10% do PIB já para educação pública fazem parte destes cenários caótica contra os trabalhadores do Brasil e do mundo. Não é a toa que eclodiram lutas em âmbito nacional. Os chilenos, ingleses, brasileiros têm nos orientados que não nos resta outra alternativa que não seja protagonizarmos nossos levantes. A próxima assembléia ocorrerá no dia 31 de agosto, às 14 horas no pátio da assembléia legislativa. Mais informações no blog www.educacaoemlutamg.blogspot.com Trabalhadores também exigiram o fim da corrupção no governo, e prisão e confisco dos bens dos corruptos e dos corruptores • A Marcha em Brasília, atividade convocada pela Jornada Nacional de Lutas, reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, com início por volta das 10h e encerramento às 13h30. Trabalhadores de diversas categorias do país participaram da iniciativa, entre eles, metalúrgicos, petroleiros, professores, universitários, trabalhadores dos Correios, servidores públicos federais, mineradores, bancários, rodoviários, estudantes, além de integrantes de movimentos populares. Os manifestantes saíram do estádio Mané Garrincha e percorreram as ruas do centro de Brasília finalizando o protesto em frente ao Congresso Nacional. Audiências – Às 11h houve audiência com o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho; às 11h30, a audiência foi com o presidente da Câmara Federal, Marco Maia. Às 19h será com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Aires Brito. Nesses encontros os representantes da Jornada Nacional de Lutas levam suas reivindicações a cada um dos órgãos. Após o encerramento do ato pelo dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luis Carlos Prates, o Mancha, os estudantes se dirigiram para o Ministério da Educação, onde fizeram um ato; os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) foram para o Ministério das Cidades realizar um protesto contra os despejos que vêm ocorrendo no país devido à construção de obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. A Via Campesina foi para o Ministério da Comunicação. Cada setor em luta, categorias em campanha salarial, está promovendo uma atividade específica por suas pautas de reivindicações. Às 15h acontece uma plenária pelos 10% do PIB para a Educação já! De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva nacional da CSP-Conlutas, Paulo Barela, a presença diversificada de categorias em luta mostrou que é possível organizar mobilizações unitárias que denunciem e apresentem alternativas à política do governo Dilma Rousseff. “É preciso que o governo deixe de governar para empresários, banqueiros e empreiteiros e atenda aos interesses dos trabalhadores do país, direcionando verbas para saúde, educação e transporte públicos, verbas para a reforma agrária”. O protesto também exigiu o fim da corrupção no governo, e prisão e confisco dos bens dos corruptos e dos corruptores. Segundo Barela, haverá continuidade dessa iniciativa. Nas próximas semanas acontece nova reunião das entidades que participaram a organização da Jornada Nacional de Lutas, que acontece de 17 a 26 de agosto em todos os estados do país. “O ponto alto da jornada foi a marcha em Brasília, mas antes foram realizadas passeatas, paralisações, assembléias, ocupações de terrenos e de terras e outras atividades em diversas categorias”. O protesto nacional foi organizado pela CSP-Conlutas e diversas entidades. Entre elas, MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, COBAP – Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Via Campesina, MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, Resistência Urbana, Intersindical, CNESF – Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais, CONDSEF – Confederação Nacional dos Servidores Federais, ANDES – Sindicato Nacional, FENASPS – Federação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social, SINASEFE – Nacional, ASSIBGE – Sindicato Nacional, CPERS – Sindicato, ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre e várias outras entidades de base de vários estados do país. As bandeiras da Jornada Nacional de Lutas:
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