Carmo do Cajuru reduz infestação pelo Aedes aegypti e entra na faixa de baixo risco mas alerta continua

Levantamento realizado em setembro identificou índice de infestação de 0,8%, abaixo dos 1,5% registrados em maio. Apesar da melhora, agentes encontraram larvas em cinco localidades, e a chegada das chuvas mantém o alerta para a proliferação do mosquito

Publicado por: Redação Divinews
Carmo do Cajuru apresentou  entre  terça-feira (8) e sexta -feira (11) a redução no índice de infestação pelo Aedes aegypti e passou a integrar a faixa de baixo risco para dengue, zika e chikungunya. O resultado do mais recente Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,8%, abaixo dos 1,5% registrados em maio. Apesar do avanço, a presença de larvas em diferentes localidades e a aproximação do período chuvoso reforçam a necessidade de manter os cuidados para evitar a reprodução do mosquito.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de setembro, quando os agentes de combate às endemias vistoriaram 536 imóveis no município. A equipe seguiu o calendário estabelecido pela Superintendência Regional de Saúde,  o levantamento permite acompanhar a presença do mosquito e identificar locais que favorecem sua reprodução. Em Carmo do Cajuru, a redução do índice representa uma melhora em relação à medição anterior, realizada em maio. Entretanto, o resultado não significa que o município esteja livre do risco de transmissão das doenças. Durante as inspeções, as equipes da Vigilância em Saúde encontraram focos com larvas ativas nos bairros Centro, Sport, Alvorada e Cidade Jardim, além do distrito de São José dos Salgados,  a presença de larvas nessas localidades demonstra que o mosquito continua encontrando condições favoráveis para se reproduzir, mesmo com a queda do índice geral de infestação.

Recipientes comuns estão entre os principais criadouros

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Os agentes identificaram a maioria dos focos em recipientes e objetos utilizados no cotidiano. Entre os materiais encontrados estavam garrafas, latas, copos, embalagens plásticas, tampinhas, vasos de plantas, bebedouros de animais e calhas entupidas,  esses objetos podem acumular água e oferecer condições para o desenvolvimento do mosquito. Por isso, a orientação é manter os quintais limpos, eliminar recipientes que possam reter água e verificar regularmente os locais que favorecem a formação de criadouros, a chegada das chuvas e as oscilações de temperatura também exigem atenção. Segundo o alerta da Secretaria Municipal de Saúde, essas condições favorecem o acúmulo de água e a eclosão dos ovos do Aedes aegypti.

Terrenos sem edificação preocupam durante o período chuvoso

Outro ponto de atenção da Vigilância em Saúde são os terrenos sem edificação. Durante o período chuvoso, o mato alto e o descarte irregular de lixo nesses locais podem contribuir para o acúmulo de água e a proliferação do mosquito,  o problema ultrapassa os limites de cada propriedade, já que a presença de criadouros pode colocar toda a vizinhança em risco. Diante desse cenário, a Prefeitura tem intensificado a fiscalização de lotes sujos e estuda realizar, em parceria com o setor de Obras, uma operação “Bota-Fora” no fim de setembro,  a iniciativa ainda está em estudo. A proposta busca reforçar as ações de limpeza e enfrentamento aos possíveis criadouros do mosquito. A manutenção dos terrenos, incluindo capina, limpeza e cercamento, permanece sob responsabilidade dos proprietários, conforme a legislação municipal.

Secretaria de Saúde reforça cuidados dentro das residências

O diretor de Vigilância em Saúde, Wildmarques Marcelo de Oliveira, destaca a importância da participação dos moradores no controle do mosquito. A adoção de medidas simples no cotidiano contribui para evitar a formação de novos criadouros e manter os resultados alcançados pelo município.  “A Secretaria de Saúde destaca que medidas simples fazem diferença no combate à dengue, como manter quintais limpos, evitar água parada, descartar corretamente o lixo, permitir o acesso das equipes de saúde às residências e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas da doença”, destaca. A orientação inclui a colaboração dos moradores durante as visitas dos agentes de combate às endemias, que realizam as vistorias e identificam possíveis focos nas residências.

Sintomas exigem atenção e avaliação médica

Além das medidas preventivas, a Secretaria de Saúde reforça a importância de reconhecer os sinais que podem indicar dengue,  entre os principais sintomas de alerta estão febre súbita, dores nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas avermelhadas pelo corpo. Quem apresentar esses sinais deve procurar atendimento médico para avaliação,  a redução do índice de infestação em Carmo do Cajuru representa um avanço no controle do Aedes aegypti, mas a manutenção dos cuidados continua necessária. Com a chegada das chuvas, a eliminação de recipientes com água parada, a limpeza dos terrenos e a colaboração da população permanecem fundamentais para evitar a formação de novos criadouros.

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