Cleitinho e Falcão abrem o jogo se eleitos: cargos, privatizações, isenções fiscais, mineradoras e diálogo com a ALMG

Publicado por: Geraldo Passos

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao Governo de Minas Gerais, e seu candidato a vice, Luís Eduardo Falcão Ferreira, o Falcão, abriram o jogo sobre como pretendem administrar o Estado de Minas Gerais caso vençam as eleições de outubro. Em entrevista conjunta concedida em primeira mão e com exclusividade ao Divinews, na noite desta quarta-feira (9), a dupla passou por temas que normalmente ficam restritos aos bastidores das campanhas: divisão de cargos, pressão de partidos, formação do secretariado, relação com a Assembleia Legislativa, privatizações, mineradoras, isenções fiscais, IPVA, STF e até a sucessão municipal de Divinópolis em 2028. E foi justamente no terreno local que Cleitinho deixou uma das declarações que mais devem movimentar os bastidores da política especificamente em Divinópolis: ao ser perguntado se apoiaria a prefeita Janete Aparecida em uma eventual disputa pela reeleição, respondeu: “Por que eu não posso apoiar ela?”.

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A entrevista integrou o Palanque Político Eleitoral Divinews, conduzido pelo jornalista Geraldo Passos,  foi transmitida pelo canal @divinewsoficial, no YouTube. Trechos da conversa também estão sendo disponibilizados pelo Instagram @divinews_.

No bate-papo, Cleitinho e Falcão procuraram apresentar uma espécie de esboço do que seria uma eventual administração estadual. O senador disse que pretende governar dialogando com diferentes forças políticas, mas sustentou que o primeiro escalão deverá obedecer a critérios técnicos. Falcão, por sua vez, foi além ao afirmar que apoios partidários serão bem-vindos, mas que a chapa não pretende entregar secretarias ou estatais de “porteira fechada” para partidos.

Liderança nas pesquisas coloca Cleitinho sob nova cobrança

A entrevista acontece no momento em que Cleitinho mantém a dianteira nos levantamentos mais recentes sobre a sucessão mineira. Três pesquisas divulgadas em 8 de setembro colocaram o senador na primeira posição. Na Quaest, ele apareceu com 32%, contra 11% de Patrus Ananias e 11% de Alexandre Kalil. A Real Time Big Data registrou Cleitinho com 31%, Patrus com 17%, Kalil com 12% e Mateus Simões com 11%. Já a AtlasIntel apontou 41% para Cleitinho e 30% para Patrus.

Nas simulações de segundo turno, Cleitinho também aparece numericamente à frente em todos os confrontos nos quais é testado nesses levantamentos. Na Quaest, marca 49% contra 27% de Kalil, 50% contra 20% de Mateus Simões e 51% contra 26% de Patrus. Na AtlasIntel, aparece com 53,4% contra Patrus, 53,3% contra Kalil e 55,3% contra Gabriel. Já na Real Time Big Data, lidera Kalil por 44% a 37%, Mateus por 43% a 35% e Patrus por 43% a 41%. Neste último confronto, porém, a diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e configura empate técnico, apesar da vantagem numérica de Cleitinho.

Com a liderança, Geraldo Passos levou a entrevista para uma pergunta que tende a acompanhar cada vez mais o candidato: o eleitor conhece o Cleitinho fiscalizador, mas como seria Cleitinho sentado na cadeira de governador?

Cleitinho promete secretariado técnico e já fala em mulher da carreira para Educação

Questionado se faria um governo técnico ou político, Cleitinho reconheceu que governar exige política e diálogo, inclusive com adversários e partidos de diferentes campos. Mas estabeleceu uma linha que, segundo ele, pretende adotar na escolha dos secretários. “Eu vou dialogar com todo mundo, eu preciso de todo mundo para governar”, afirmou. Ao tratar da composição das pastas, entretanto, acrescentou que nomes apresentados por partidos precisariam passar por análise curricular e técnica.

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O senador chegou a antecipar um critério específico para a Secretaria de Estado de Educação. Segundo ele, a intenção é que a pasta seja comandada por uma mulher, servidora de carreira e ligada à própria área de Educação. A escolha, conforme explicou, seria construída ouvindo profissionais do setor e avaliando nomes apresentados pela categoria.

Cleitinho também deixou aberta a possibilidade de manutenção de integrantes da atual administração caso avalie que desempenham bom trabalho. “O que a gente achar que precisa melhorar, a gente vai melhorar. Agora, o que a gente acha que é bom para dar continuidade, a gente dá continuidade”, disse.

A declaração desmonta, ao menos no discurso apresentado ao Divinews, a ideia de que uma vitória significaria necessariamente uma substituição completa da máquina estadual.

Falcão avisa: apoio político não dará direito a secretaria de “porteira fechada”

A questão ganhou temperatura quando Geraldo Passos perguntou o que aconteceria em um eventual segundo turno, momento em que partidos derrotados poderiam se aproximar da candidatura e, posteriormente, cobrar participação no governo. Falcão disse que apoios serão desejados e necessários, mas rejeitou a possibilidade de “lotear” a administração.

Segundo o candidato a vice, a chapa não pretende entregar uma secretaria inteira ou a presidência de uma estatal para que determinado partido tenha controle absoluto do espaço. “Não pode lotear o governo”, afirmou, recorrendo à expressão bastante utilizada no interior para rejeitar a distribuição de órgãos de “porteira fechada”. Nomes sugeridos politicamente, segundo ele, poderiam ser analisados, mas caberia ao governador decidir com base em currículo, competência e interesse público.

Cleitinho seguiu pela mesma linha ao tratar de cargos de livre nomeação. Disse que uma eventual gestão poderá cortar funções que existam apenas para acomodação política. “Se a gente vê que tem cargos ali que é só uma questão de politicagem, só para encher linguiça mesmo, a gente tem que cortar”, afirmou. Ele também defendeu preferência por servidores de carreira e admitiu indicações de deputados e partidos, desde que os nomes tenham currículo e atendam ao interesse público.

O senador afirmou ainda que não utiliza influência política para preencher a Prefeitura de Divinópolis, administrada anteriormente pelo irmão Gleidson Azevedo e atualmente por Janete Aparecida, de que não tem nenhum nome indicado por ele, e para reforçar citou um episódio em que teria, no inicio do primeiro mandato de Gleidson, sugerido apenas um nome para uma lista triplice de possíveis integrantes da administração, mas tal nome não foi nomeado.

ALMG: Cleitinho quer sentar com base, independentes e oposição

A governabilidade foi outro dos temas centrais. Geraldo lembrou que qualquer governador depende da Assembleia Legislativa para aprovar orçamento, reformas e projetos estruturantes e perguntou como Cleitinho pretende lidar com as diferentes exigências políticas dos deputados estaduais. A resposta foi diálogo.

Cleitinho, que já exerceu mandato na própria ALMG, afirmou conhecer a dinâmica dos blocos parlamentares e disse que pretende reunir, logo no início de uma eventual administração, representantes da base, independentes e também da oposição. “Vem cá, vamos sentar, vamos conversar. O que está precisando melhorar aqui no Estado?”, exemplificou ao descrever como pretende conduzir os encontros.

O candidato afirmou que não pretende transformar críticas políticas em conflitos pessoais e disse que até a oposição será convidada para participar das conversas na Cidade Administrativa. “Eu virei governador, eu tenho que trabalhar para todos”, resumiu.

Falcão reforçou que entrar em confronto permanente com o Legislativo seria um erro. Para ele, a postura necessária no Executivo será diferente daquela exigida de Cleitinho durante os mandatos parlamentares. “Pra governar você tem que ser firme da mesma maneira, mas você tem que ouvir todos os lados e conversar com todo mundo”, declarou.

Cemig: dupla rejeita privatização e critica interferência política

Ao ser questionado sobre privatizações e o futuro das empresas públicas mineiras, Cleitinho foi direto ao falar da Cemig: disse ser contrário à privatização da companhia. Na visão apresentada durante a entrevista, uma empresa que gera lucro pode servir também como instrumento de política pública e de investimentos, especialmente diante das reclamações envolvendo tarifa e qualidade do fornecimento de energia.

Cleitinho afirmou que pretende discutir com acionistas formas de direcionar a participação do Estado para investimentos e melhoria dos serviços.

Falcão classificou a Cemig como “patrimônio dos mineiros e mineiras” e afirmou que o problema estaria menos na natureza estatal da companhia e mais na burocracia, em dificuldades de expansão da rede e em interferências políticas na estrutura administrativa.

O candidato a vice defendeu acelerar processos internos, construir mais capacidade de atendimento e aproveitar os próprios quadros técnicos da empresa. “Eu concordo com o Cleitinho que a gente não pode privatizar a Cemig. A gente tem que melhorar os processos da Cemig”, afirmou.

Cleitinho completou dizendo que a política não pode transformar cargos técnicos de estatais em moeda de negociação para governabilidade.

Mineradoras: “Não só explorar Minas. Tem que trazer retorno”

Um dos momentos de maior cobrança ocorreu quando Geraldo colocou na mesa a relação de Minas Gerais com a mineração. Cleitinho rejeitou a ideia de perseguir o setor mineral, reconheceu sua importância econômica e defendeu geração de emprego e riqueza. Ao mesmo tempo, afirmou que um eventual governo cobrará regras claras, fiscalização e contrapartidas para o Estado.

“Tem que proteger o meio ambiente, mas a gente poder fazer o desenvolvimento também, gerar riqueza, gerar emprego, gerar economia para o Estado”, declarou. O candidato também falou em intensificação da fiscalização sobre estruturas irregulares e barragens clandestinas.

A frase de maior impacto veio quando sintetizou o tipo de relação que pretende estabelecer com as empresas: “Não só explora Minas Gerais, traga retorno para Minas Gerais também.”

A proposta apresentada pela chapa, portanto, tenta se colocar entre dois extremos: não demonizar a atividade mineral, mas também rejeitar exploração econômica sem retorno social, ambiental e econômico proporcional ao Estado.

Isenções fiscais entram na mira de eventual governo

Outro ponto que pode provocar forte reação de setores empresariais foi levantado por Falcão. O candidato a vice afirmou que Minas Gerais abre mão, segundo os números citados por ele durante a entrevista, de aproximadamente R$ 25 bilhões por ano em benefícios e isenções fiscais.

Falcão deixou claro que não defende acabar com todos os incentivos. O que propôs foi uma revisão detalhada para identificar quais benefícios continuam atendendo ao interesse público: “Estou dizendo que nós temos que cortar tudo? Está tudo errado? Não”, ponderou. Mas acrescentou que “uma parte considerável” pode precisar ser revista.

Ele comparou o montante das renúncias com os recursos disponíveis para manutenção das rodovias mineiras e citou, como exemplo que considera difícil de justificar, benefício fiscal destinado ao setor de cigarros. Segundo Falcão, haveria empresa do segmento recebendo cerca de R$ 600 milhões anuais em incentivo. O número foi citado pelo candidato durante a entrevista e não foi objeto de verificação documental naquele momento pelo Divinews.

Cleitinho concordou que os benefícios precisam ser analisados individualmente e criticou o fato de informações terem permanecido sob sigilo: “Primeiro tirar do sigilo, que pra mim já é errado”, afirmou.

IPVA está entre os primeiros temas que Cleitinho promete enfrentar

Quando Geraldo pediu que Cleitinho dissesse qual poderia ser um de seus primeiros atos como governador, o candidato colocou o IPVA entre as prioridades. O senador afirmou que pretende criar alternativas para que o contribuinte consiga regularizar o tributo sem chegar a uma blitz com o débito pendente.

Cleitinho fez questão de dizer que não pretende acabar com as blitzes, reconhecendo que elas são necessárias para localizar veículos roubados, combater crimes e fiscalizar irregularidades. A proposta, explicou, seria oferecer melhores possibilidades de pagamento: “Eu já quero dar uma alternativa para o cidadão poder pagar da forma que ele consiga pagar o IPVA, sem sufoco”, declarou.

O senador vinculou a medida a uma bandeira que disse querer carregar para o Executivo: reduzir o custo de vida dos mineiros. Durante outro trecho da entrevista, Cleitinho lembrou sua atuação parlamentar na redução da taxa de licenciamento e citou a mudança na tributação de veículos antigos como exemplos daquilo que pretende levar para uma eventual administração.

Dívida de Minas: primeiro movimento será procurar quem vencer a Presidência

Cleitinho também indicou qual considera ser o gesto mais importante antes mesmo de assumir, caso seja eleito.

Independentemente de quem vencer a eleição presidencial, disse que pretende procurar o futuro presidente para discutir a dívida de Minas Gerais e buscar contrapartidas de investimento federal.

Durante o pingue-pongue, Cleitinho afirmou que eleitoralmente votará em Flávio Bolsonaro, mas ressaltou que, se Lula vencer a disputa presidencial, irá procurar o petista da mesma maneira. “Se o Lula ganhar, eu não sou aliado dele. Mas eu já falei: eu vou sentar com qualquer um”, disse.

Falcão resumiu a estratégia dizendo que é preciso separar campanha e mandato. “Campanha acabou, é trabalho”, afirmou.

Na avaliação da chapa, o pagamento da dívida compromete a capacidade de Minas investir em estradas, saúde e outras políticas públicas. Cleitinho afirmou ainda que um eventual governo também terá de buscar investimentos privados e novos negócios para ampliar a receita estadual, em vez de depender exclusivamente de uma negociação com Brasília.

STF: Cleitinho diz que Supremo está “totalmente desmoralizado”

A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal também entrou na entrevista. Falcão começou defendendo a preservação da instituição, mas sustentou que é preciso separar o STF das condutas individuais de seus ministros. Para ele, integrantes da Corte eventualmente envolvidos em questionamentos graves deveriam se afastar enquanto os fatos fossem esclarecidos.

“Um STF que realmente funciona é vital para o país”, disse o candidato a vice, ressaltando inclusive decisões da Corte que tiveram impacto direto sobre a dívida de Minas.

Cleitinho foi bem mais duro: “O STF hoje está desmoralizado. Totalmente desmoralizado”, afirmou.

Ao comentar a disputa institucional recente envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes, o senador avaliou que a polarização passou a contaminar a percepção pública sobre as decisões dos ministros. Na visão de Cleitinho, a atuação de Mendonça no episódio questionado foi correta, enquanto Moraes deveria prestar esclarecimentos sobre fatos que vêm sendo discutidos publicamente.

Falcão acrescentou que eventuais questionamentos sobre o rito adotado por Mendonça também precisam ser apurados com independência, mas sustentou que situações distintas não deveriam ser automaticamente equiparadas. As declarações refletem a posição política dos candidatos e foram dadas no contexto da entrevista. As diferentes controvérsias envolvendo integrantes do Supremo seguem submetidas aos procedimentos e decisões das instituições competentes.

Falcão descarta papel decorativo como vice

A descontração da entrevista não impediu uma cobrança direta sobre o papel do vice. Geraldo perguntou se Falcão seria uma espécie de “Rainha da Inglaterra”, expressão usada popularmente para definir alguém com função apenas protocolar. Cleitinho respondeu que espera que o vice “pegue no pesado”.

Falcão disse que não pretende ocupar um espaço meramente figurativo: “Eu sou inquieto, eu sou incomodado, eu quero fazer, quero realizar”, afirmou. Segundo ele, sua principal missão será ajudar Cleitinho a entregar resultados e percorrer Minas acompanhando ações do governo.

Questionados sobre uma eventual função específica de Falcão, como Secretaria de Governo ou Casa Civil, os dois disseram que ainda não há definição. Cleitinho afirmou apenas que considera o companheiro de chapa capaz de exercer diferentes funções.

Falcão defendeu que dirigentes públicos tenham capacidade técnica, mas também habilidade para lidar com pessoas, imprensa e Legislativo. Para ele, não basta ser o profissional “mais técnico do mundo” se não souber trabalhar em equipe.

Divinópolis terá “atenção carinhosa”, mas Cleitinho diz que governará para todo o Estado

Nascido politicamente em Divinópolis, Cleitinho foi provocado sobre a possibilidade de favorecer sua cidade de origem. Disse que não pretende deixar Divinópolis de lado, mas ressaltou que um governador precisa olhar para as regiões mais necessitadas do Estado.

“Com certeza vou olhar muito para Divinópolis. Vou olhar para Minas Gerais inteira”, afirmou. Na sequência, mencionou as desigualdades regionais de Minas e disse que um eventual governo terá atenção especial aos municípios e regiões com maior vulnerabilidade social. Falcão também apresentou uma visão municipalista, defendendo descentralização das ações estaduais e maior presença do governo no interior.

E 2028? Cleitinho abre porta para apoiar Janete

A última “pimenta” de Geraldo Passos acabou produzindo uma das declarações politicamente mais relevantes para Divinópolis. Já no encerramento, o jornalista colocou na mesa os bastidores da sucessão municipal de 2028 e perguntou diretamente se Cleitinho poderia apoiar a atual prefeita Janete Aparecida.

A resposta não foi uma declaração formal de apoio para uma eleição que ainda ocorrerá daqui a dois anos, mas deixou a porta bastante aberta: “Por que eu não posso apoiar ela? Não tem porquê. A Janete é minha amiga já”, respondeu Cleitinho.

Na sequência, lembrou que mantém relação política com Janete desde 2016 e destacou a trajetória construída ao lado dela e de seu irmão, o ex-prefeito Gleidson Azevedo: “Não tem porquê eu ficar aqui e falar que eu não vou apoiar ela”, acrescentou.

Pouco antes, Cleitinho já havia feito elogios à atual prefeita ao falar sobre experiências administrativas que pretende aproveitar caso chegue ao Governo de Minas. Ele afirmou que uma das virtudes da gestão do irmão foi ter valorizado Janete enquanto vice-prefeita e disse que ela foi “uma baita vice-prefeita”, lembrando que posteriormente assumiu o comando do município.

Politicamente, a fala é significativa porque coloca Cleitinho publicamente no tabuleiro de 2028, ainda que sem formalizar compromisso eleitoral antecipado.

Cleitinho responde à crítica de que sabe fiscalizar, mas nunca administrou

No encerramento, Geraldo colocou talvez a pergunta mais incômoda para o candidato: o homem conhecido por fiscalizar está preparado para administrar um Estado do tamanho de Minas?

Cleitinho respondeu lembrando que já foi vereador, deputado estadual e atualmente é senador, e argumentou que experiência executiva anterior não é requisito absoluto para administrar bem. Ele citou Lula e Jair Bolsonaro como exemplos de presidentes que chegaram ao Executivo federal sem terem administrado anteriormente um estado ou município. Segundo Cleitinho, sua experiência está na atividade política, fiscalização, legislação e contato direto com problemas da população. “Eu fui vereador, deputado e sou senador da República”, ressaltou.

O candidato disse que, se eleito, a diferença será sair do papel de quem cobra para ocupar o lugar de quem executa. Para isso, afirmou que pretende se cercar de pessoas “capacitadas, honestas e competentes”, citando a própria experiência administrativa de Falcão como um dos motivos para tê-lo escolhido para compor a chapa.

A entrevista completa permanece disponível no canal @divinewsoficial, no YouTube. Os principais momentos e cortes também podem ser acompanhados pelo Instagram @divinews_.

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