A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDS), apresenta nesta quinta-feira (13) o Serviço de Família Acolhedora e busca sensibilizar novas famílias para integrar a rede de proteção de crianças e adolescentes do município.
A apresentação será realizada em dois horários, às 9h e às 15h, no hall do 5º andar do prédio da Prefeitura. O objetivo é ampliar o alcance da iniciativa, explicar como funciona o serviço, esclarecer dúvidas e apresentar à população a possibilidade de participar do acolhimento. Implantado em dezembro de 2018, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que precisam ser afastados judicialmente de suas famílias de origem por meio de medida protetiva. A proposta é proporcionar um ambiente familiar seguro, afetivo e protetivo enquanto são avaliadas e trabalhadas as possibilidades de retorno à família de origem ou extensa, além dos demais encaminhamentos necessários.
Atualmente, Divinópolis conta com 58 famílias habilitadas para realizar o acolhimento. O serviço também possui duas equipes técnicas multiprofissionais e uma rede de parceiros voltada à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Ao longo dos anos de atuação, dezenas de famílias já abriram as portas de suas casas para acolher temporariamente crianças e adolescentes que precisaram desse tipo de proteção, o trabalho busca garantir que o afastamento temporário do núcleo familiar não signifique a perda dos vínculos e da convivência familiar e comunitária.
Um dos principais resultados apresentados pelo serviço é o retorno de aproximadamente 90% das crianças e adolescentes acolhidos ao convívio de suas famílias, o dado reforça a proposta de utilizar o acolhimento familiar como uma alternativa de proteção durante o período de afastamento, preservando, sempre que possível, vínculos, relações e histórias de vida. Nesse modelo, a criança ou o adolescente permanece temporariamente em uma família acolhedora enquanto a situação é acompanhada pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário, a intenção é oferecer cuidado e estabilidade durante um período de vulnerabilidade, sem transformar o acolhimento em uma substituição definitiva da família de origem.
As famílias interessadas em participar passam por diferentes etapas antes de serem habilitadas. O processo envolve cadastro, avaliação, seleção, capacitação e habilitação realizados pela equipe técnica do Serviço de Família Acolhedora. Depois da habilitação, a indicação da família considera as características e necessidades da criança ou do adolescente que precisa do acolhimento, além do perfil da própria família. Durante todo o período de acolhimento, a família recebe acompanhamento e orientação da equipe técnica. A criança ou o adolescente também é acompanhado, enquanto o serviço articula as providências necessárias junto à rede de proteção. Dessa forma, a família acolhedora não fica responsável sozinha pela situação. O atendimento envolve acompanhamento técnico e articulação com os demais serviços responsáveis pela proteção da infância e da adolescência.
Além de aumentar o número de famílias habilitadas, Divinópolis busca ampliar a diversidade dos perfis disponíveis para atender situações diferentes, entre as demandas estão grupos de irmãos, adolescentes, crianças e adolescentes com deficiência ou necessidades específicas de saúde e adolescentes mães. Essa diversidade é importante porque cada situação apresenta necessidades próprias. Quanto maior e mais variado for o grupo de famílias habilitadas, maiores serão as possibilidades de encontrar um ambiente familiar compatível com o perfil de cada criança ou adolescente. O objetivo, portanto, não é apenas ampliar quantitativamente o serviço, mas também preparar uma rede capaz de responder a diferentes situações de acolhimento.
Um dos pontos que a apresentação pretende esclarecer é a diferença entre acolhimento familiar e adoção, ser família acolhedora não significa adotar uma criança ou adolescente. O acolhimento possui caráter temporário e tem como finalidade oferecer cuidado, proteção, segurança e afeto durante o período em que a situação familiar é acompanhada. Enquanto a criança ou o adolescente permanece com a família acolhedora, a rede de proteção e o Poder Judiciário acompanham o caso e trabalham os encaminhamentos necessários, incluindo as possibilidades de retorno à família de origem ou extensa. A iniciativa busca, assim, evitar que o acolhimento institucional seja a única alternativa quando uma criança ou adolescente precisa ser afastado temporariamente de sua família.
A atividade desta quinta-feira representa uma oportunidade para que moradores de Divinópolis conheçam de perto o funcionamento do Serviço de Família Acolhedora e compreendam o papel desempenhado pelas famílias que participam da iniciativa, os encontros ocorrerão às 9h e às 15h, no hall do 5º andar do prédio da Prefeitura. A busca por novas famílias ocorre em um contexto no qual o município também precisa ampliar os diferentes perfis disponíveis para acolher crianças e adolescentes com necessidades específicas. Mais do que aumentar o número de habilitados, o serviço pretende fortalecer uma rede preparada para oferecer acolhimento familiar em diferentes situações.
O Serviço de Família Acolhedora representa uma das estratégias de proteção para crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de suas famílias.Ao oferecer um ambiente familiar durante esse período, a iniciativa busca preservar vínculos e garantir cuidado individualizado enquanto a situação é acompanhada pelos profissionais responsáveis.Para a Prefeitura, ampliar a participação da sociedade significa aumentar as possibilidades de atendimento às diferentes necessidades que surgem no acolhimento.
Cada nova família habilitada amplia a capacidade da rede de oferecer um espaço seguro, afetivo e protetivo para uma criança ou adolescente durante um momento de vulnerabilidade.A apresentação promovida pela SEMDS também cumpre o papel de aproximar a população dessa política de proteção, esclarecer dúvidas e mostrar que o acolhimento familiar é uma responsabilidade compartilhada entre poder público, famílias e rede de proteção.






