A Prefeitura de Divinópolis apresentou nesta quinta-feira (13) o Serviço de Família Acolhedora, uma política pública voltada ao acolhimento temporário de crianças e adolescentes que precisam ser afastados de suas famílias de origem por medida de proteção. A iniciativa busca ampliar e diversificar o número de famílias habilitadas para fortalecer a rede de proteção no município.
A apresentação foi realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds), nos períodos da manhã e da tarde, no prédio da Prefeitura, o encontro teve como principal objetivo divulgar o serviço e sensibilizar novas famílias interessadas em integrar a rede de proteção de crianças e adolescentes. Participaram da programação a prefeita Janete Aparecida, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Juliana Coelho, a diretora de Proteção Social e Benefícios, Michele Lopes, os vereadores Ana Paula do Quintino e Matheus Dias, a representante da Defensoria Pública, Karina Zanetti, além de servidores e integrantes da comunidade. A programação também contou com a apresentação do Coral Emoções, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Adefom.
Implantado em dezembro de 2018, o Serviço de Família Acolhedora oferece uma alternativa de acolhimento para crianças e adolescentes que, por determinação de proteção, precisam permanecer temporariamente afastados da família de origem. Atualmente, Divinópolis conta com 58 famílias habilitadas para participar do serviço. Conforme os dados apresentados pela Prefeitura, cerca de 90% dos acolhidos retornam ao convívio familiar, a proposta é garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à convivência familiar e comunitária durante o período de afastamento. Nesse modelo, o acolhido permanece em um ambiente familiar e recebe acompanhamento individualizado, considerando sua história e suas necessidades. Ao mesmo tempo, são trabalhadas as possibilidades de retorno à família de origem ou à família extensa, conforme a situação de cada caso.
Um dos pontos reforçados durante a apresentação foi a diferença entre acolhimento familiar e adoção, a família acolhedora recebe a criança ou o adolescente por um período determinado e oferece um ambiente seguro e afetivo durante o acompanhamento da situação. Nesse período, a família não assume o papel de família adotiva. O caso continua sendo acompanhado pela equipe técnica, pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário. antes de receber um acolhido, as famílias passam por etapas de cadastro, avaliação, seleção, capacitação e habilitação. Depois da habilitação, elas também recebem acompanhamento e suporte técnico durante toda a experiência, o município oferece ainda subsídio financeiro para auxiliar a família nos cuidados necessários durante o período de acolhimento.
A Prefeitura pretende aumentar não apenas a quantidade, mas também a diversidade das famílias habilitadas, entre os públicos para os quais existe interesse específico em ampliar o acolhimento estão grupos de irmãos, adolescentes, crianças e adolescentes com deficiência, adolescentes grávidas e pessoas com necessidades específicas de saúde. A ampliação desses perfis pode aumentar as possibilidades de acolhimento conforme as diferentes necessidades apresentadas pelos casos acompanhados pela rede de proteção. o objetivo é evitar que características específicas de uma criança ou adolescente se tornem um obstáculo para encontrar uma família habilitada capaz de oferecer o cuidado necessário. Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Juliana Coelho, o serviço permite que a criança permaneça em um ambiente familiar enquanto sua situação é acompanhada pelos profissionais responsáveis. “A Família Acolhedora é uma modalidade em que a criança permanece em um ambiente familiar em vez de ser encaminhada para um abrigo.” A secretária também destacou a atuação da equipe técnica durante todo o processo e a existência de suporte para as famílias participantes. “É importante dizer da equipe técnica que faz esse acompanhamento e dá todo o suporte para essa família e também o subsídio financeiro para que cuide dessa criança”, afirmou.
De acordo com Juliana Coelho, o trabalho envolve não apenas os cuidados cotidianos, mas também afeto e preparação da família para compreender que se trata de uma experiência temporária. A proposta, segundo a secretária, é humanizar o atendimento e preservar a individualidade da criança durante um momento de vulnerabilidade. A apresentação realizada pela Prefeitura reforçou que o crescimento do Serviço de Família Acolhedora depende da participação de novas famílias interessadas em passar pelo processo de habilitação. quanto maior a diversidade de famílias disponíveis, maiores são as possibilidades de atender diferentes perfis de crianças e adolescentes que precisam de acolhimento temporário. Nesse processo, a família acolhedora não atua de forma isolada. O acompanhamento envolve equipe técnica, rede de proteção e Poder Judiciário, enquanto são avaliadas as possibilidades relacionadas à família de origem ou extensa.
A iniciativa busca, portanto, fortalecer uma rede capaz de oferecer proteção sem romper, sempre que possível, os vínculos familiares e comunitários, com a divulgação do serviço, a Prefeitura de Divinópolis pretende sensibilizar novas famílias para conhecerem a proposta e avaliarem a possibilidade de integrar o programa. A expectativa é ampliar a capacidade de acolhimento do município e oferecer novas possibilidades de cuidado para crianças e adolescentes que atravessam períodos de vulnerabilidade.




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