O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) concluiu a apuração sobre a morte de Marcos Vinicius Tavares, de 37 anos, ocorrida no dia 31 de maio no Presídio Floramar, em Divinópolis. Após analisar laudos periciais, imagens, depoimentos e documentos relacionados ao caso, o órgão decidiu arquivar a notícia de fato e informou não ter encontrado elementos que sustentassem a suspeita de violência praticada por policiais penais.
O caso ganhou repercussão após surgirem denúncias de uma possível abordagem violenta dentro da unidade prisional. A situação motivou questionamentos e levou o episódio a ser apurado para esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte do detento.
Segundo as informações divulgadas após a conclusão da investigação, os exames periciais apontaram que a morte foi provocada por intoxicação decorrente do consumo de cocaína.
Caso ocorreu durante dia de visita no presídio
A morte aconteceu em um domingo, durante o período de visitas no Presídio Floramar. Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), o detento teria ingerido quatro porções de cocaína que teriam sido lançadas por um visitante.
Marcos Vinicius estava custodiado na unidade prisional desde julho de 2025 e, segundo informações divulgadas pela Sejusp na época do ocorrido, possuía registros anteriores de passagens pelo sistema prisional desde 2008.
Após a morte, denúncias sobre uma possível atuação violenta durante a abordagem levantaram dúvidas sobre as circunstâncias do caso. Uma ação apresentada pela 48ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também levou relatos de suposta violência para análise das autoridades.
Laudos não encontraram sinais compatíveis com espancamento
Durante a apuração, o Ministério Público analisou o conjunto de provas reunido no procedimento, incluindo registros de imagens, documentos, depoimentos e resultados dos exames realizados após a morte.
De acordo com a conclusão apresentada pelo órgão, o laudo necroscópico não identificou lesões que fossem consideradas compatíveis com um possível espancamento.
Também não foram constatadas fraturas ou lesões internas que indicassem uma agressão capaz de ter contribuído para a morte. Uma pequena lesão superficial identificada no tornozelo foi considerada sem relação com a causa do óbito.
Diante dos elementos periciais, o Ministério Público informou que não foram encontrados indícios de abuso, atuação arbitrária ou omissão intencional atribuíveis aos servidores envolvidos na ocorrência.
Exame toxicológico apontou alta concentração de cocaína
Um dos principais elementos considerados na investigação foi o resultado do exame toxicológico. Segundo as informações apresentadas no procedimento, foi detectada concentração sanguínea de cocaína superior a 2.000 ng/mL.
Na avaliação apresentada durante a apuração, a quantidade encontrada estava acima dos parâmetros normalmente associados ao consumo recreativo e era compatível com um quadro grave de intoxicação.
Com isso, a conclusão foi de que a intoxicação provocada pela substância foi responsável pela morte do detento.
Ministério Público decide pelo arquivamento
Com a conclusão dos exames e a análise das demais provas, o Ministério Público entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação criminal contra os policiais penais envolvidos na ocorrência.
A notícia de fato, procedimento preliminar utilizado pelo órgão para verificar informações e denúncias antes da eventual abertura de uma investigação, acabou sendo arquivada.
O arquivamento encerra essa etapa da apuração diante da ausência de elementos que sustentassem a suspeita de violência institucional no episódio.





