O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, terá R$ 4.961.519.777,00 para as eleições gerais de 2026. O valor foi disponibilizado pela União ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE, dentro do prazo legal de 1º de junho, e a distribuição entre os 30 partidos registrados foi divulgada pela Justiça Eleitoral no dia 3 de junho.
Quando os partidos começam a receber
A União cumpriu o prazo previsto na legislação eleitoral e disponibilizou ao TSE os R$ 4,9 bilhões destinados ao Fundo Eleitoral no dia 1º de junho. A partir daí, o Tribunal fez o cálculo da divisão entre as legendas, conforme os critérios legais de representatividade no Congresso Nacional.
O TSE divulgou a distribuição dos valores em 3 de junho. A publicação cumpre a regra que determina a divulgação do montante disponível em até 15 dias após o recebimento da dotação orçamentária pela Justiça Eleitoral.
Na prática, o dinheiro já entrou no calendário eleitoral, mas o uso dos recursos está vinculado às regras de campanha, prestação de contas e distribuição interna definida pelas direções nacionais dos partidos. As campanhas eleitorais começam oficialmente em 16 de agosto, dentro do calendário das eleições de 2026.
PL lidera a lista
O Partido Liberal, PL, ficou com a maior fatia do Fundo Eleitoral. A sigla receberá R$ 881.657.477,34, o equivalente a 17,76% de todo o montante. Em seguida aparecem o PT, com R$ 615.367.980,20, e o União Brasil, com R$ 526.242.858,11. Juntas, as três legendas concentram cerca de 40% de todo o Fundo Eleitoral de 2026.
A concentração reflete os critérios previstos em lei. Do total disponível, 2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE, 35% seguem a votação obtida pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, 48% são repartidos conforme a bancada eleita para a Câmara e 15% levam em conta a representação no Senado Federal.
O peso do PL no Fundo Eleitoral também tem reflexo direto em Minas Gerais, onde a sigla tenta organizar o tabuleiro para 2026. O Divinews já mostrou que Valdemar cravou prioridade do PL em Minas ao defender a eleição de Domingos Sávio ao Senado.
Calendário eleitoral e uso do dinheiro
As eleições de 2026 serão realizadas em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, no caso do Distrito Federal. O segundo turno, quando houver, está marcado para 25 de outubro.
O calendário também estabeleceu prazos anteriores importantes. A janela partidária ocorreu de 5 de março a 3 de abril. O dia 4 de abril marcou o prazo para registro de estatutos no TSE, domicílio eleitoral e filiação partidária de quem pretende disputar as eleições. Já 6 de maio foi o último dia para emissão, transferência e revisão do título de eleitor.
A partir de 16 de agosto, começa oficialmente a propaganda eleitoral. É nesse período que os recursos do Fundo Eleitoral passam a ter impacto direto nas campanhas, com gastos em material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, eventos, transporte, comunicação e outras despesas permitidas pela legislação.
Em Minas, o tema tem peso especial porque partidos com grandes fatias do fundo estarão no centro da disputa estadual. O Divinews também acompanha o cenário de eleições 2026 em Minas e os movimentos de nomes como Cleitinho Azevedo, Domingos Sávio, Rodrigo Pacheco, Mateus Simões e outras lideranças.
Quanto cada partido vai receber
Veja a distribuição oficial divulgada pelo TSE para as eleições de 2026:
| Partido | Valor do Fundo Eleitoral 2026 |
|---|---|
| PL | R$ 881.657.477,34 |
| PT | R$ 615.367.980,20 |
| UNIÃO | R$ 526.242.858,11 |
| PSD | R$ 421.008.404,89 |
| PP | R$ 417.067.738,40 |
| MDB | R$ 400.000.239,99 |
| REPUBLICANOS | R$ 348.587.815,77 |
| PODE | R$ 245.969.763,68 |
| PDT | R$ 169.285.643,92 |
| PSB | R$ 152.252.956,07 |
| PSDB | R$ 147.895.172,40 |
| PSOL | R$ 131.506.284,42 |
| SOLIDARIEDADE | R$ 88.526.669,83 |
| AVANTE | R$ 72.516.777,19 |
| PRD | R$ 71.819.227,37 |
| PC do B | R$ 60.531.914,25 |
| CIDADANIA | R$ 60.174.157,11 |
| PV | R$ 45.183.873,26 |
| NOVO | R$ 37.044.203,26 |
| REDE | R$ 35.803.821,03 |
| AGIR | R$ 3.307.679,85 |
| DC | R$ 3.307.679,85 |
| DEMOCRATA | R$ 3.307.679,85 |
| MISSÃO | R$ 3.307.679,85 |
| MOBILIZA | R$ 3.307.679,85 |
| PCB | R$ 3.307.679,85 |
| PCO | R$ 3.307.679,85 |
| PRTB | R$ 3.307.679,85 |
| PSTU | R$ 3.307.679,85 |
| UP | R$ 3.307.679,85 |
| Total | R$ 4.961.519.777,00 |
Fundo Eleitoral será decisivo nas campanhas
O Fundo Eleitoral é uma das principais fontes de financiamento das campanhas desde a proibição de doações empresariais. O recurso é público e deve seguir regras de transparência, aplicação e prestação de contas. O TSE informa que os gastos podem ser usados para despesas relacionadas diretamente à campanha, mas a aplicação será fiscalizada pela Justiça Eleitoral.
A distribuição também mostra a força das maiores bancadas no Congresso. Partidos com mais deputados federais, maior votação para a Câmara e maior presença no Senado ficam com parcelas mais elevadas. Por isso, a disputa pelo Fundo Eleitoral não é apenas financeira. Ela também revela o peso político de cada legenda antes da campanha começar.
Em Divinópolis e no Centro-Oeste de Minas, esse dinheiro deve influenciar diretamente a estrutura das candidaturas a deputado estadual, deputado federal, Senado, Governo de Minas e Presidência. Partidos com mais recursos terão maior capacidade de comunicação, mobilização, viagens, produção de conteúdo e presença digital.
O tamanho do Fundo Eleitoral reforça a importância de acompanhar não apenas os nomes dos pré-candidatos, mas também a força partidária por trás de cada projeto. Em 2026, antes mesmo da campanha começar nas ruas, a largada financeira já mostra quem entra na disputa com vantagem de estrutura.





.jpg)

