Moradores denunciam ocupação irregular de calçada, acúmulo de lixo, restos de comida e presença constante de roedores na esquina da Avenida Primeiro de Junho com Rua Itapecerica; caso deixou de ser apenas social e passou a exigir ação urgente da Vigilância Sanitária e da Prefeitura
A principal porta de acesso ao centro comercial e bancário de Divinópolis virou cenário de preocupação, indignação e alerta sanitário. Logo no início da Avenida Primeiro de Junho, antes da primeira rua transversal, a Rua Itapecerica, moradores denunciam uma situação que já ultrapassou o limite do incômodo urbano e passou a representar risco direto à saúde pública.
No local, próximo a um terreno baldio que precisou ser gradeado pelo proprietário após sucessivas invasões, pessoas em situação de rua ocuparam a calçada e montaram uma barraca de camping como moradia fixa. A estrutura improvisada está instalada na esquina de duas vias públicas importantes, em uma região de grande circulação de pedestres, veículos, comerciantes, trabalhadores e clientes que acessam diariamente o centro da cidade.
O problema, segundo moradores das imediações, não está apenas na ocupação do passeio público. A situação se agravou com o acúmulo de entulhos, restos de comida, sujeira espalhada e até a montagem de um fogão de lenha improvisado com tijolos. O resultado, ainda conforme os relatos, é a proliferação de ratos que passaram a circular pela região a qualquer hora do dia.
Barraca, fogão de lenha e sujeira em plena calçada
A denúncia encaminhada ao Divinews mostra que a calçada deixou de cumprir sua função básica de passagem segura para pedestres e foi transformada em ponto de permanência. A barraca de camping, instalada em espaço público, passou a funcionar como uma espécie de residência improvisada.
Moradores relatam que, além da barraca, há utensílios, restos de materiais, resíduos acumulados e um fogão de lenha feito com tijolos. Também afirmam que alimentos são preparados no local e que restos de comida ficam expostos na calçada.
A situação preocupa porque resíduos orgânicos, entulhos e sujeira formam o ambiente ideal para atrair roedores. Onde há alimento disponível e abrigo, os ratos encontram condições para se instalar, circular e se reproduzir.
Em uma área central, movimentada e próxima a estabelecimentos comerciais, o problema ganha proporções ainda mais graves.
Moradores relatam presença de ratos durante o dia
O ponto mais alarmante da denúncia é a presença constante de ratos. Segundo moradores, os roedores já aparecem em grande quantidade e circulam pela vizinhança inclusive durante o dia, o que aumenta o medo de contaminação e de avanço da infestação para imóveis, lojas, garagens, calçadas e áreas próximas.
A presença de ratos em plena luz do dia costuma indicar que há oferta de alimento e abrigo no ambiente. No caso denunciado, moradores apontam justamente o acúmulo de restos de comida, sujeira e materiais espalhados como fatores que estariam favorecendo a proliferação.
O cenário é considerado insustentável por quem vive ou trabalha nas proximidades. A preocupação não é apenas estética, nem apenas relacionada ao mau cheiro ou à desorganização urbana. O que está em jogo é saúde pública.
Problema social exige acolhimento, mas risco sanitário exige ação imediata
A situação precisa ser tratada com responsabilidade. Pessoas em situação de rua devem ser abordadas pelo poder público com assistência social, escuta, encaminhamento e políticas de acolhimento. Vulnerabilidade social não pode ser ignorada nem tratada apenas como caso de polícia.
No entanto, quando a ocupação irregular de uma calçada passa a gerar acúmulo de lixo, restos de comida, obstrução de passagem e proliferação de ratos, o caso deixa de ser somente social e passa a exigir atuação integrada da administração municipal.
A Vigilância Sanitária precisa avaliar imediatamente o risco sanitário. A Secretaria Municipal de Saúde precisa agir por meio dos setores competentes. A assistência social deve realizar abordagem adequada. A fiscalização de posturas precisa verificar a ocupação do passeio público. E, se houver resistência, ameaça ou risco à ordem pública, as forças de segurança também devem ser acionadas dentro da legalidade.
O que não pode acontecer é a cidade normalizar uma situação dessa natureza em uma das avenidas mais importantes de Divinópolis.
Ratos transmitem doenças e acendem alerta de saúde pública
A proliferação de ratos em área urbana é uma ameaça conhecida à saúde coletiva. Esses animais podem estar associados à transmissão de doenças graves, especialmente em locais com sujeira, lixo acumulado, esgoto, restos de alimento e água contaminada.
Entre os principais riscos está a leptospirose, doença que pode ser transmitida pelo contato com urina de roedores infectados, principalmente em ambientes contaminados. A exposição pode ocorrer por meio de água, lama, superfícies sujas, ferimentos na pele ou contato com áreas onde os ratos circulam.
Além da leptospirose, a presença de roedores também representa risco de contaminação de alimentos, ambientes comerciais, residências, depósitos, calçadas e áreas de circulação pública.
Por isso, a denúncia não pode ser tratada como simples reclamação de vizinhança. Trata-se de um alerta sanitário no coração da cidade.
Avenida Primeiro de Junho é cartão de entrada do centro
A Avenida Primeiro de Junho não é uma via qualquer. Ela é uma das principais avenidas de Divinópolis e dá acesso direto ao centro comercial e bancário do município. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela região para trabalhar, comprar, resolver pendências bancárias, acessar serviços e circular pelo centro.
Por esse motivo, a situação denunciada causa ainda mais impacto. O problema está logo no início da avenida, em ponto visível, movimentado e estratégico. Não se trata de uma área escondida, isolada ou distante do olhar público.
A imagem de uma barraca fixa, sujeira espalhada, restos de comida e ratos circulando na principal entrada do centro compromete a sensação de segurança, higiene e organização urbana.
Moradores questionam como uma situação dessa proporção conseguiu se consolidar sem uma resposta rápida e efetiva do poder público.
Prefeitura precisa dar resposta antes que infestação avance
A cobrança dos moradores é direta: a Prefeitura de Divinópolis precisa agir. A administração municipal deve mobilizar a Vigilância Sanitária, a Secretaria de Saúde, a assistência social, a fiscalização urbana e os serviços de limpeza para uma ação conjunta no local.
A primeira medida urgente é vistoriar a área. Em seguida, é necessário remover resíduos, avaliar a presença de roedores, realizar limpeza adequada, orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua e impedir que o passeio público continue sendo ocupado de forma irregular e insalubre.
Também é preciso verificar se há focos de abrigo para ratos no terreno baldio próximo, em bocas de lobo, entulhos, imóveis vizinhos e demais pontos que possam estar contribuindo para a infestação.
A omissão pode ampliar o problema. Quanto mais alimento e abrigo disponíveis, maior o risco de aumento da população de roedores e de contaminação da região.
Moradores cobram providências urgentes
As imagens enviadas ao Divinews por moradores das imediações reforçam a gravidade da denúncia. A indignação não é apenas pelo aspecto visual da calçada ocupada, mas pelo medo de que a situação se transforme em um problema sanitário ainda maior.
A população cobra resposta imediata da administração municipal. O caso exige ação concreta, não apenas promessa. A Avenida Primeiro de Junho é uma das principais referências urbanas de Divinópolis e não pode ser transformada em símbolo de abandono, sujeira e risco à saúde.
O alerta está dado. Quando há restos de comida, entulho, moradia improvisada em calçada e ratos aparecendo em plena área central, o poder público precisa agir antes que o problema saia completamente do controle.
A pergunta que fica é inevitável: até quando moradores, comerciantes e pedestres terão que conviver com uma situação de risco sanitário logo na entrada do centro comercial e bancário de Divinópolis?






