A Casa do Porco Verde reinaugurou, na tarde desta sexta-feira, suas novas instalações no alto da Avenida Paraná, em Divinópolis. O momento foi celebrado com um coquetel de reinauguração que reuniu clientes, amigos, parceiros e convidados, marcando uma nova etapa da empresa, que agora prepara também o caminho para a instalação de sua futura fábrica.
Durante o evento, o empresário José Márcio Zanardi, um dos sócios da Casa do Porco Verde, falou ao Divinews em nome da empresa e destacou que a nova estrutura representa a continuidade de um sonho familiar que atravessa gerações.
Segundo Zanardi, a relação da família com a criação de suínos vem de longe, desde seus bisavós, na Itália. A tradição passou pelos pais, que também criavam porcos, e agora ganha uma nova fase em Divinópolis, com a proposta de unir legado familiar, produção sustentável, qualidade alimentar e expansão empresarial.
“Isso daqui faz parte de um sonho que a gente teve desde o início da Casa do Porco Verde. É uma tradição familiar criar suínos, desde meus bisavós, na Itália. Então, meus pais, quando iniciaram a sua vida e casaram, também criaram porco, e agora a gente está dando continuidade a esse legado da família aqui em Divinópolis”, afirmou José Márcio Zanardi.
A empresa trabalha com uma proposta de criação saudável, em ambiente aberto e com respeito ao meio ambiente. De acordo com Zanardi, os animais são criados ao ar livre, em sistema extensivo, recebendo pastagem natural e alimentação de boa qualidade.
Ele também destacou que a carne produzida pela Casa do Porco Verde é livre de antibióticos e hormônios, ponto que, segundo o empresário, diferencia o produto em um mercado cada vez mais atento à procedência dos alimentos.
“Nossa criação é uma criação muito saudável, que respeita o meio ambiente. A gente tem essa vontade de fazer com que esse produto chegue à mesa das pessoas. Então, a carne saudável, como é a carne da Casa do Porco Verde, livre de antibióticos e livre de hormônios”, explicou.
A reinauguração da loja representa também a mudança de endereço da empresa, que antes funcionava em outro espaço no Centro de Divinópolis. Agora, no alto da Avenida Paraná, a Casa do Porco Verde passa a ocupar um ponto estratégico, com estrutura voltada para atendimento ao público e para o desenvolvimento do projeto da futura fábrica.
Ao lado da nova loja, a empresa já prepara o projeto que será apresentado ao Ministério da Agricultura para obtenção da licença necessária à construção da nova unidade de processamento.
Na prática, segundo Zanardi, o abate dos animais continuará sendo realizado em frigorífico licenciado. Depois, os produtos serão levados para a futura fábrica da Casa do Porco Verde, onde ocorrerá todo o processamento.
A proposta inclui carnes in natura, cortes embalados a vácuo, defumados e maturados. Entre os produtos citados pelo empresário estão o bacon, já conhecido por muitos consumidores, e o copalombo maturado, apresentado como uma espécie de presunto especial, de sabor marcante.
A expectativa é que, com a nova estrutura, a Casa do Porco Verde amplie sua capacidade de produção e passe a levar seus produtos para além de Divinópolis. Atualmente, a empresa possui licença para produzir dentro do município, na região do Quilombo. Com a futura fábrica, a intenção é abrir caminho para atender também o mercado nacional.
“Em breve, se Deus quiser, com a ajuda dos amigos, com apoio das pessoas que acreditam nesse projeto, dos nossos sócios, dos nossos clientes e da família, a gente vai estar podendo oferecer não só mais para Divinópolis, porque a gente tem a licença para produzir dentro de Divinópolis, lá no Quilombo, mas também para o Brasil inteiro, levando a Casa do Porco Verde”, afirmou.
A empresa também carrega forte característica familiar. José Márcio Zanardi destacou que o negócio já soma 10 anos de criação e vem sendo pensado com foco em continuidade, sustentabilidade e longevidade. O filho, Tiago, também aparece nesse contexto como parte da linha de sucessão e da preparação para o futuro da marca.
“É um negócio familiar, então a gente precisa pensar sempre no futuro, na sustentabilidade, na continuidade, na longevidade. A Casa do Porco Verde já tem 10 anos de criação, que a gente está trabalhando e cada vez mais ampliando o nosso mercado com os nossos clientes”, disse.
A expansão também deve gerar impacto econômico e abertura de novos postos de trabalho. Segundo Zanardi, a fazenda onde ocorre a criação gera atualmente oito empregos diretos. Com a mudança e estruturação da fábrica, a pretensão inicial é chegar a 16 colaboradores e, posteriormente, expandir para até 24 trabalhadores.
O empresário ressaltou ainda que a proposta é manter empregos formais, com carteira assinada, direitos garantidos e média salarial adequada.
“Hoje na fazenda, onde a gente tem a criação, a gente gera oito empregos diretos. A gente mudando a fábrica para cá, a nossa pretensão é chegar inicialmente com 16 e depois expandir até 24 colaboradores trabalhando aqui, com a média salarial legal, todos com carteira assinada, com seus direitos garantidos”, afirmou.
Além da loja física, a Casa do Porco Verde também aposta no e-commerce. Segundo Zanardi, as vendas pelas redes sociais e pela internet ganharam força, especialmente com a carne na lata, produto que hoje é considerado um dos carros-chefes da empresa.
A carne na lata, preparada na banha, resgata uma tradição antiga de conservação dos alimentos. José Márcio explicou que, antes da popularização das geladeiras, muitas famílias conservavam a carne na banha como forma natural de preservação.
A receita utilizada pela Casa do Porco Verde também tem origem familiar. Segundo ele, vem de um caderno de receitas de sua mãe, que recebeu a preparação da avó Maria, ligada às raízes polonesa e italiana da família.
“A receita que a gente usa aqui é de um caderno de receita da minha mãe, que ela recebeu a receita, minha avó ditou para ela. A vovó Maria, mãe do meu pai, que era filha de polaco e de italiano, ditou para ela. Ela tem isso escrito no caderninho dela de receita, da década de 50”, contou.
De acordo com Zanardi, a carne pode ficar conservada por até seis meses dentro da banha, de forma natural, sem prejuízo à qualidade do produto. Para ele, além de saborosa, trata-se de uma tradição alimentar que resgata memórias familiares e culturais.
A Casa do Porco Verde, portanto, não se apresenta apenas como uma empresa de alimentos. A marca também carrega história, cultura, tradição familiar e uma visão de futuro voltada para sustentabilidade, geração de empregos e valorização da produção local.
Ao Divinews, José Márcio Zanardi reforçou que família, fé, amizade e compromisso com os colaboradores estão entre os valores centrais do projeto.
“A tradição familiar é fundamental. A gente deve zelar por uma sociedade que tenha, acima de tudo, Deus no coração, a família como um bem a ser preservado e a amizade com nossos amigos e colaboradores, que é fundamental para a gente construir um mundo melhor”, concluiu.
Com a reinauguração da loja e o projeto da futura fábrica, a Casa do Porco Verde inicia uma nova fase em Divinópolis. Uma fase que une passado e futuro, tradição e inovação, sabor e empreendedorismo, mantendo viva uma história familiar que agora busca ganhar escala e levar o nome da cidade para outros mercados.











