A abertura do Projeto “Divina História” ocorreu na noite desta quinta-feira (16) com a presença de várias personalidades históricas do município e com a ausência da maioria dos vereadores que em um desrespeito à história do município não compareceram a um evento que deveria estar acima das ideologias e diferenças partidárias.
A vereadora Heloisa Cerri, justificou a ausência, Os demais nada comentaram. Procederam como na maioria das vezes procedem em Audiências Públicas e reuniões especiais. Não comparecem e ponto.
Estiveram presentes Milton Donizete (PRTB), Antônio Paduano (DEM), Rodyson do Zé Milton (PSDB) e Beto Machado (PSDB), além do vereador Presidente, Paulo César (PRB), que presidiu a solenidade.
Fizeram parte da mesa, além do Prefeito, Vladimir Azevedo, o diretor de Comunicação da Câmara, Flávio Ramos, o Presidente da Fundação Funedi/Uemg, Gilson Soares, Mayrink Pinto de Aguiar, do Sistema MPA, Gisele Aparecida, diretora do Legislativo da Câmara, Batistina Maria de Sousa Gorgozinho, coordenadora do Centro de Memória da Funedi.
A abertura do evento foi feita pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Paulo César (PRB), que em seu discursos disse que “é com erros e acertos dos nossos antepassados que aprendemos”, o professor Gilson Soares da Funedi, afirmou: “Este momento é histórico pela importância do resgate da nossa história política que é rica e importante”, já Batistina falou: “Esta oportunidade é extremamente significativa por estar envolvendo a Instituição que trabalho e a Câmara de Divinópolis que é o centro das decisões do município”, todos membros componentes da mesa fizeram seus discursos enaltecendo a iniciativa da Câmara e sua importância histórica.
Flávio Ramos, diretor de Comunicação da Câmara, depois de agradecer as parcerias, falou de outros projetos da Câmara em comemoração ao Centenário da cidade, citando como exemplos, um Concurso de Fotografia e a “Corrida da Solidariedade”.
A “Divina História” de ontem foi contada por Hilário Azevedo, ex-prefeito do município e pai do atual prefeito, Vladimir Faria de Azevedo. Entre outros testemunhos históricos do município, Lalinho, como é conhecido, contou um causo, que valeu pela noite, o do farmacêutico “Chico Doido”.
O causo é mais ou menos assim:
Naquela época, segundo Lalinho, não tinha este negócio de médico e de Pronto Socorro, a autoridade médica na maioria das vezes era o farmacêutico. Os homens eram mais rude e tinha que “sarar” sozinho, no máximo com o auxilio de um farmacêutico.
Existia uma moça, continua Lalinho, que de vez quando pirava e queria morrer. Ela morava lá pras bandas da zona boemia, que naquele tempo existia. Ela pedia remédio para morrer pra todo mundo. E, procurando um dono de armazém, implorou que ele indicasse alguém que desse “cabo de sua vida”, o sujeito então falou: “procura o Chico Doido da farmácia que resolve este problema para você”.
Chegando lá, a moça disse: “Ô Chico o home falou que ôce pode resolver o meu problema. Eu quero morrer”. Chico olhou para ela, e disse: “mas agora você vai ter que esperar um pouquinho porque eu preciso fazer uns remédios pras pessoas que estão esperando, senta aí e espera”.
E, Chico foi atender as pessoas que lá estavam esperando para serem “medicadas”. Mas todas ficaram espantadas com o inusitado pedido da moça, e ao mesmo tempo com uma certa desconfiança. Como o Chico Doido, ao mesmo tempo em que poderia dar cabo da vida da moça e estava preparando um remédio para eles sararem, explicou Lalinho.
Como Chico Doido, estava demorando muito. A moça reclamou da demora dele em dar cabo de sua vida.
Finalmente Chico chega com uma vasilha com um cor avermelhada e diz: “Toma logo isto tudo, pra mode você morrer, que tenho muita coisa para fazer”. Ela, então olho pro Chico, e disse: “Ô senhor Chico, eu não quero morrer não, me ajude a viver”. Chico então tomou a bacia com o liquido avermelhado da mão da moça doida e sem cerimônia alguma bebeu tudinho.
Hilário Azevedo, então finalizou seu caso: “Eta grosselha gostosa”
![]() |
![]() |








