O Festival Gastronômico Rural de Itapecerica, que começou nesta quinta-feira (04), voltou a transformar o Centro Histórico da cidade em uma grande vitrine da culinária mineira, da cultura caipira, do turismo regional e da força econômica da agricultura familiar. O embrião do evento nasceu pelas mãos da empresária Bete Pimenta, da Água de Cheiro, em sua fazenda, já com a participação do então jovem Wirley Reis, o Teko, amigo próximo de Bete. Logo depois, o ex-prefeito Antônio Dianese enxergou o potencial da iniciativa e pediu autorização para levá-la à cidade, ampliando seu alcance. Com o passar dos anos, Teko chegou à Prefeitura, deu nova roupagem ao festival e o catapultou para o patamar que ocupa atualmente, como uma das principais referências gastronômicas de Minas Gerais. Agora, a tradição segue sob a gestão do prefeito Gleytinho do Valério.
A edição deste ano prossegue sob a atual administração municipal, do prefeito Gleytinho do Valério, que dá continuidade a uma tradição já incorporada ao calendário cultural de Itapecerica. No entanto, a história do festival mostra que sua força não surgiu por acaso. Primeiro, Dianese abriu o caminho. Depois, Teko ampliou o alcance, estruturou a marca, fortaleceu a identidade rural e ajudou a transformar o evento em orgulho regional.
Durante o feriado de Corpus Christi, de 4 a 7 de junho, Itapecerica recebe moradores, visitantes e turistas em uma programação que reúne comida de raiz, fogão a lenha, música, artesanato, produtos da roça, atrações culturais, transporte gratuito e valorização das tradições que mantêm viva a memória do interior mineiro.
Teko deu projeção ao festival e colocou Itapecerica no mapa gastronômico
O Festival Gastronômico Rural começou como uma proposta de valorização da cozinha típica, da cultura local e da vocação turística de Itapecerica. Antônio Dianese teve papel importante na criação e no início dessa caminhada, ao abrir espaço para que a cidade passasse a explorar seu patrimônio histórico e sua tradição culinária como motores de desenvolvimento.
Entretanto, foi na gestão de Wirley Reis, o Teko, que o evento ganhou outra dimensão. A festa deixou de ser apenas uma iniciativa local e passou a se projetar em Minas Gerais, atraindo visitantes de várias cidades e despertando interesse também fora do estado.
Teko entendeu que Itapecerica tinha nas mãos algo maior do que uma festa de comida típica. A cidade possuía um produto turístico completo: história, arquitetura, religiosidade, música, fogão a lenha, hospitalidade, artesanato, agricultura familiar e identidade cultural. Ao reunir esses elementos em torno do festival, a gestão ajudou a transformar a festa em marca da cidade.
Essa projeção permanece até hoje. O atual prefeito dá prosseguimento ao evento, mas recebe uma tradição já consolidada por administrações anteriores, especialmente pela fase em que Teko ampliou o festival e o fez conhecido em todo o país.
Uma festa que nasceu da roça e ganhou o Centro Histórico
O charme do Festival Gastronômico Rural está na mistura entre simplicidade e grandeza. A proposta valoriza aquilo que Minas tem de mais autêntico: comida feita com tempo, memória, afeto e tradição.
Panelas de ferro, fogão a lenha, quitandas, caldos, carnes, doces, queijos, cafés, cachaças e receitas familiares tomam conta do Centro Histórico. As ruas antigas, os casarões e a atmosfera acolhedora de Itapecerica completam a experiência.
O visitante não encontra apenas pratos típicos. Encontra uma narrativa. Cada receita carrega lembranças da roça, dos quintais, das festas de família e das comunidades rurais que ajudam a formar a identidade do município.
Por isso, o festival não se limita à gastronomia. Ele também representa memória, turismo, cultura e pertencimento.
Centro Histórico vira palco de sabores e tradição
De quinta-feira (04) a domingo (07), o Centro Histórico de Itapecerica concentra a programação do XVIII Festival de Gastronomia Rural. A cidade prepara espaços para alimentação, apresentações musicais, feira de artesanato, produtos da agricultura familiar, cozinhas temáticas e atividades culturais.
A escolha do Centro Histórico fortalece o impacto visual e simbólico do evento. A culinária rural ganha cenário em meio ao patrimônio da cidade, criando uma experiência que aproxima passado e presente.
A festa também movimenta a economia local. Hotéis, pousadas, restaurantes, bares, produtores, comerciantes, artesãos, trabalhadores do turismo e prestadores de serviço sentem diretamente o impacto do aumento de visitantes.
Esse efeito econômico ajuda a explicar por que o festival se tornou uma política pública relevante. Além de preservar cultura, ele gera renda, divulga a cidade e fortalece a imagem de Itapecerica como destino turístico.
Agricultura familiar e artesanato seguem como pilares
Um dos pontos mais importantes da festa está na valorização de quem produz. Agricultores familiares, artesãos, cozinheiras e pequenos empreendedores ganham protagonismo durante o festival.
A feira de produtos da roça aproxima o visitante da origem dos ingredientes. Ao comprar um queijo, um doce, uma quitanda, uma cachaça ou uma peça artesanal, o público fortalece diretamente cadeias produtivas locais.
Esse vínculo entre campo e cidade explica a alma do evento. O festival não usa a cultura rural apenas como decoração. Ele coloca a roça no centro da programação e reconhece o valor econômico e simbólico das comunidades que sustentam essa tradição.
Atual gestão dá continuidade à tradição
A atual administração municipal conduz a edição deste ano com a responsabilidade de manter viva uma festa que já se tornou patrimônio afetivo de Itapecerica. O desafio agora é preservar a essência rural, garantir boa estrutura, organizar o fluxo de visitantes e manter o evento em crescimento.
A continuidade é importante. Eventos consolidados não pertencem a um único governo. Eles atravessam gestões, ganham novas camadas e se tornam parte da identidade da cidade.
Ainda assim, reconhecer a trajetória é fundamental. Dianese iniciou o caminho. Teko deu escala, visibilidade e projeção. O atual prefeito segue com a missão de manter a chama acesa, sem perder a autenticidade que tornou o festival conhecido.
Itapecerica reafirma vocação turística
O Festival Gastronômico Rural ajuda Itapecerica a reafirmar sua vocação turística. A cidade reúne patrimônio histórico, cultura religiosa, tradição musical, produção rural e gastronomia típica.
Quando esses elementos se encontram em um mesmo evento, o resultado ultrapassa a lógica de uma festa comum. O festival se torna cartão de visita, vitrine econômica e instrumento de valorização da identidade local.
Durante 4 dias, Itapecerica se transforma em ponto de encontro para quem busca comida boa, passeio familiar, música, cultura e tradição mineira.
O evento também fortalece o Centro-Oeste de Minas como região turística. Ao atrair visitantes de várias cidades, a festa amplia o fluxo regional e mostra que o interior possui força própria para criar grandes eventos culturais.
Uma tradição que segue viva
O Festival Gastronômico Rural chega a mais uma edição com a força de quem soube crescer sem abandonar as raízes. A festa começou pelas mãos de Antônio Dianese, ganhou dimensão estadual e nacional com Teko e agora segue sob continuidade da atual gestão.
Essa linha histórica ajuda a explicar por que o evento se tornou tão importante. Ele não nasceu apenas de uma programação. Nasceu de uma visão de cidade. Uma visão que enxerga na cozinha rural, na cultura popular e no patrimônio histórico caminhos para desenvolvimento.
Nesta quinta-feira (04), Itapecerica volta a receber o público com o sabor da tradição e a memória de quem ajudou a construir essa história.
O festival segue como uma das maiores expressões da identidade itapecericana. E, ao reunir passado, presente e futuro no mesmo prato, mostra que a gastronomia rural continua sendo uma das formas mais fortes de contar a história de uma cidade.






