Caso Orelha: polícia desmente deportação e confirma que suspeitos voltam dos EUA para depor

Investigação sobre a morte do cão comunitário em Florianópolis avança; familiares de adolescentes respondem por coação de testemunha

Publicado por: Cassia Misael

A Polícia Civil de Santa Catarina desmentiu informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta deportação dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a corporação, dois dos quatro suspeitos estão nos Estados Unidos em uma viagem previamente programada e devem retornar ao Brasil nos próximos dias para prestar depoimento.

Desde o início, o caso gerou forte comoção nacional. Por isso, qualquer nova informação passou a se espalhar rapidamente, muitas vezes sem confirmação oficial. Diante disso, a polícia decidiu esclarecer os fatos para evitar desinformação.

Continua depois da publicidade
O que aconteceu com o cão Orelha

O cão Orelha vivia há anos na Praia Brava e fazia parte da rotina de moradores e comerciantes da região. No entanto, no início de janeiro, ele apareceu com graves ferimentos na cabeça, o que mobilizou protetores e autoridades.

Apesar dos esforços veterinários, o quadro clínico se agravou. Assim, para evitar sofrimento extremo, os responsáveis optaram pela eutanásia. A partir desse momento, a Polícia Civil passou a tratar o caso como maus-tratos a animal com resultado morte.

Investigação identificou quatro adolescentes

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram quatro adolescentes suspeitos de envolvimento direto nas agressões. A polícia chegou até eles por meio de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e análise do trajeto do animal antes de ser encontrado ferido.

Além disso, a investigação também apura se o grupo tentou agredir outro cachorro comunitário na mesma região dias antes, o que pode reforçar a gravidade dos fatos.

Viagem aos EUA não tem relação com o caso

Nos últimos dias, começaram a circular boatos afirmando que dois dos suspeitos estariam sendo deportados dos Estados Unidos. No entanto, a Polícia Civil nega essa versão.

De acordo com a corporação, os adolescentes viajaram para os EUA antes da repercussão do caso, em um deslocamento já planejado pelas famílias. Portanto, não existe qualquer medida de deportação, expulsão ou intervenção de autoridades americanas relacionada à investigação.

Continua depois da publicidade

Ainda assim, assim que retornarem ao Brasil, os dois jovens serão ouvidos formalmente, assim como os demais envolvidos.

Apreensões e novo indiciamento

Paralelamente, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Durante a operação, os agentes recolheram celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, que agora passam por perícia.

Além disso, em um desdobramento relevante, a polícia indiciou três adultos — pais e um tio de adolescentes investigados  por coação de testemunha. Segundo a apuração, eles teriam pressionado um vigilante que possuía imagens importantes para o inquérito, numa tentativa de interferir no andamento das investigações.

O que pode acontecer com os suspeitos

Como os envolvidos são menores de idade, a legislação não permite prisão nos moldes aplicados a adultos. No entanto, caso a Justiça confirme a autoria do ato infracional, os adolescentes poderão cumprir medidas socioeducativas, que vão desde advertência até internação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas, cruzando informações e aguardando os próximos depoimentos para concluir o inquérito.

Caso segue sob forte atenção pública

Por fim, a morte do cão Orelha reacendeu o debate nacional sobre violência contra animais, responsabilidade familiar e o papel das autoridades na prevenção desse tipo de crime. Protetores e moradores continuam cobrando justiça, enquanto o caso segue como prioridade para a polícia catarinense.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados