A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Arremate, segunda fase da Operação Exúvia, que foi iniciada em abril deste ano. A ação tem como foco desarticular a liderança e o núcleo financeiro de uma organização criminosa especializada em furtar, desmanchar e adulterar sinais identificadores de motocicletas com atuação em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
Conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia Civil de Sabará, vinculada ao 3° Departamento de Polícia Civil, a operação é resultado de meses de investigação e acompanhamento detalhado das movimentações do grupo criminoso. As apurações apontam que o líder da quadrilha é um dos principais articuladores de furtos e desmanches de motocicletas na capital mineira e em cidades vizinhas desde, pelo menos, 2023, sendo responsável pela logística dos crimes e pela distribuição das peças obtidas de forma ilícita.
De acordo com os investigadores, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com funções bem definidas. As peças irrastreáveis, como carenagens e painéis sem numeração, eram revendidas no mercado paralelo, enquanto os motores e chassis, que poderiam identificar a origem dos veículos, eram descartados em áreas de mata para dificultar o rastreamento.
Além dos crimes de furto e receptação, a Operação Arremate também tem como alvo o enfrentamento à lavagem de capitais. Segundo a PCMG, os integrantes do grupo utilizavam empresas em nome de laranjas para movimentar valores e ocultar o patrimônio obtido de forma criminosa. As investigações indicam ainda que parte do dinheiro era reinvestida em atividades comerciais aparentemente legítimas, usadas para mascarar a origem dos recursos.
A operação contou com o apoio da Receita Estadual de Minas Gerais e da Polícia Civil da Bahia, ampliando o alcance das ações contra o crime organizado e reforçando o intercâmbio de informações entre os órgãos. Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram executados mandados de prisão, busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos suspeitos.
Segundo a corporação, novas informações sobre os resultados da operação — incluindo prisões e apreensões — serão divulgadas ao longo do dia. A PCMG reforçou que o objetivo é enfraquecer financeiramente as organizações criminosas, atacando suas bases econômicas e impedindo que o lucro ilícito continue financiando novas atividades criminosas.






