Após Barroso, ministra Cármen Lúcia também avalia deixar STF antes do previsto, diz jornalista político

Fontes afirmam que Cármen Lúcia estaria refletindo sobre a possibilidade de se aposentar antecipadamente, abrindo mais uma vaga na Corte

Publicado por: Geraldo Passos

De acordo com reportagem publicada pelo jornalista Cláudio Dantas, em seu blog, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia estaria considerando antecipar sua aposentadoria da Corte, pouco tempo depois do anúncio da saída do ministro Luís Roberto Barroso. 

A reportagem afirma que, assim como Barroso, Cármen Lúcia cogita deixar temporariamente seu lugar no tribunal, embora não haja confirmação oficial até o momento. Entre os indícios citados está uma postura reflexiva da ministra nas sessões mais recentes do STF, além de declarações de cunho pessoal que têm chamado atenção nos bastidores.

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Segundo interlocutores, o desgaste emocional também seria o motivo por trás da decisão. Assim como Barroso, a ministra tem buscado amparo em práticas espirituais alternativas. Cármen pratica o Reiki, método integrativo caracterizado pela imposição das mãos para canalizar a energia vital universal, na busca pelo equilíbrio do corpo e da mente.

Assim como Barroso, Cármen teve seu visto americano revogado pela Casa Branca e estaria com medo de virar alvo da Lei Magnitsky, como Alexandre de Moraes e sua esposa. Como a ministra não pretende se mudar para o exterior, eventuais restrições à sua vida financeira no Brasil teriam um impacto maior.

A ministra, diz o jornalista que, ela tentou dissuadir Barroso, tem apoiado o lobby pela indicação de uma mulher para a vaga, mas considera ainda baixa a representatividade feminina na Corte, desde a saída de Rosa Weber. Sua própria aposentadoria precoce poderia, com apoio de Janja, garantir um ‘reequilíbrio’.

No julgamento do primeiro núcleo da trama golpista, Cármen foi quem deu o voto decisivo, formando maioria para a condenação de Jair Bolsonaro e de seus ex-ministros. Após o longo voto divergente de Luiz Fux, a ministra resolveu acelerar o placar final, anunciando apenas um resumo do que havia preparado.

Endossando a tese de Alexandre de Moraes, ela ressaltou o caráter inédito da ação, dizendo que seria “quase o encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro”. “Nossa República tem um melancólico histórico de termos poucos republicanos e, por isso, a importância de cuidar do presente processo.”

Para Cármen, o 8 de janeiro “não foi um acontecimento banal depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”

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Na cobertura, é lembrado que quando Barroso anunciou sua aposentadoria, abriu-se um espaço de especulações sobre novas vacâncias no STF. O possível afastamento de Cármen Lúcia poderia intensificar disputas políticas por nomeações e redirecionar o equilíbrio interno da Corte.

Apesar do teor especulativo da reportagem, não há até agora qualquer nota ou manifestação oficial do gabinete da ministra confirmando ou negando que planejaria um desligamento antecipado. O procedimento de aposentadoria de ministros costuma envolver comunicação formal e publicação no Diário Oficial da União.

Perfil
Cármen Lúcia Antunes Rocha, nascida em Montes Claros (MG), é ministra do STF desde 2006 e possui longa trajetória jurídica. Ela já presidiu tanto o STF quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se decidir antecipar sua aposentadoria, a ministra abriria uma nova vaga no STF ainda durante o mandato do presidente Lula, o que poderia provocar intensas negociações políticas e influenciar a composição futura da Corte.

 

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  1. Marco T Santos disse:

    Político pra mim é tudo ladrão corrupto

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