Após meses pagando a bandeira vermelha patamar 2, os consumidores terão alívio em outubro. A Aneel anunciou que o valor adicional será de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Antes, em agosto e setembro, a tarifa era de R$ 7,87.
O novo patamar reduz o impacto no orçamento das famílias e também das empresas. Ainda assim, o custo da energia segue acima do ideal.
A redução é necessária porque os níveis dos reservatórios das hidrelétricas permanecem abaixo da média. Por isso, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras, justificando a bandeira vermelha patamar 1.
Impactos no ano
Em 2025, a tarifa de energia acumula alta de 5,64%, segundo o IPCA. O aumento reflete reajustes tarifários e não inclui ainda os efeitos de setembro.
Para o economista Lázaro Ribeiro, a mudança para o patamar 1 é um alívio, embora parcial.
O aumento das tarifas nos últimos meses pressionou despesas domésticas e custos empresariais, explica.
Reduzir o valor da energia permite direcionar recursos a outras prioridades.
Ajustes residenciais
Consumidores já estão adaptando hábitos. A dona de casa Ana Paula Silva evita deixar luzes acesas e regula o ar-condicionado.
O estudante Pedro Henrique aproveita a luz natural para estudar.
A aposentada Helena Duarte monitora o consumo todo mês e ajusta hábitos da família.
Ribeiro reforça a importância de planejamento e uso consciente da energia.
Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar economia significativa, afirma.
Desafios empresariais
O setor empresarial também sente o peso da tarifa elevada. No comércio, Sérgio Antônio de Oliveira destaca os custos de câmaras frias, expositores refrigerados e ar-condicionado.
No setor de alimentação, Rolando Meneses explica que não é possível abrir mão do conforto térmico e dos equipamentos essenciais.
Na indústria têxtil, João Ferreira alerta que o custo da energia reduz a competitividade frente a produtos importados.
Ribeiro lembra que, mesmo com a redução para o patamar 1, o desafio financeiro persiste.
Empresas e famílias devem adotar estratégias de economia e planejamento, conclui.






