Após a alta no custo da conta de luz em outubro, devido à ativação da bandeira tarifária vermelha patamar 2, o cenário energético do Brasil recebe uma notícia positiva: a bandeira amarela entrou em vigor nesta sexta-feira (1º), proporcionando uma redução nas tarifas para os consumidores. Com essa mudança, a cobrança adicional na conta de energia será de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, substituindo o valor anterior de R$ 7,877, em vigor no mês passado.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atribui essa redução a um aumento no volume de chuvas, que trouxe alívio para a geração de energia no país. Ainda assim, a situação hídrica nas regiões das hidrelétricas permanece sob monitoramento, já que a previsão de chuvas e vazões segue abaixo da média histórica. Com isso, o uso das termelétricas – que possuem custos mais elevados – ainda é necessário para suprir a demanda de energia.
As bandeiras tarifárias, implementadas pela Aneel em 2015, são um mecanismo que reflete diretamente os custos de geração de energia elétrica. Existem três níveis de bandeiras: verde, amarela e vermelha (com dois patamares), cada uma representando um cenário específico de custo e, consequentemente, de impacto na conta de luz. Na bandeira verde, não há cobrança adicional, enquanto as bandeiras amarela e vermelha implicam acréscimos de R$ 1,885, R$ 4,463 (vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (vermelha patamar 2) por cada 100 kWh consumidos.
Entre abril de 2022 e julho de 2023, vigorou uma sequência de bandeiras verdes, sem cobrança extra. Porém, em julho deste ano, a bandeira amarela voltou a ser acionada, seguida pela verde em agosto e pela vermelha em setembro. No último mês, o aumento das temperaturas e a seca intensa levaram ao acionamento da bandeira vermelha patamar 2, resultando no maior acréscimo tarifário desde agosto de 2021.
O Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece a maior parte do país, é organizado em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Apenas algumas regiões isoladas no Norte e partes do estado de Mato Grosso, além de Roraima, não estão conectadas ao SIN e dependem principalmente de usinas térmicas movidas a óleo diesel. Para a Aneel, a utilização das bandeiras tarifárias é uma forma de envolver os consumidores na gestão do consumo energético, possibilitando que cada pessoa adote hábitos conscientes e sustentáveis, especialmente em períodos de escassez hídrica.
Com a bandeira amarela em vigor, a Aneel orienta a população a manter práticas de consumo consciente, como o uso racional de eletrodomésticos e evitar o desperdício de energia. A adoção de medidas simples, como desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso, pode ajudar na economia e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.






