O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve a primeira reação nesta segunda-feira (26) contra artigos publicados em jornais internacionais questionando a soberania brasileira na Amazônia. Vários jornais, principalmente americanos, disseram em editoriais e notícias na semana passada, que a Amazônia é da humanidade e não do Brasil. Alguns insinuaram que o governo brasileiro não tem competência para administrar a Amazônia. Até o candidato a presidente dos Estados Unidos, senador Barack Obama, sugeriu que é preciso criar um conselho mundial para administrar a floresta
Nesta segunda-feira, o presidente Lula afirmou que a Amazônia brasileira tem dono, e pertence ao povo brasileiro. “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono e que o dono da Amazônia é o povo brasileiro, são os índios, os seringueiros, os pescadores, somos nós, que somos brasileiros, e que temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento, é preciso diminuir as queimadas”, afirmou Lula no 20º Fórum do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro.
Segundo Lula, os países responsáveis por 70% da poluição do planeta ficam de olho na Amazônia como se o Brasil não tivesse condições de cuidar bem da floresta.
“Temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia, afinal de contas, lá moram quase 25 milhões de habitantes que querem ter acesso aos bens que nós temos no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em qualquer outro lugar. Por que essas pessoas têm que ficar segregadas? Eu penso que esse será o debate das próximas duas décadas”, afirmou o presidente brasileiro.
Lula disse que o Protocolo de Quioto faliu, e aqueles que tinham que tomar as medidas para cumprir o protocolo não chegaram a referendar o documento. “Fomos nós que referendamos, e somos nós, com a utilização de 100% de etanol, que reduzimos ou tiramos do ar 800 milhões de toneladas de CO2. Somos nós, com o etanol e com o biodiesel, que estamos oferecendo ao mundo a certeza de que é possível construir um combustível não-poluente, e que poderemos avançar na construção de um etanol de segunda, de terceira geração”, disse Luís Inácio. O protocolo foi assinado em fevereiro de 2005 para combater a emissão de gases poluentes na atmosfera.
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