O quadro Mulheres Abrigo trouxe mais uma edição voltada para a saúde mental, desta vez conduzida pelas terapeutas Cláudia e Alessandra Borges, que discutiram um tema essencial para o equilíbrio emocional: a autoimagem. A live destacou como a forma de se enxergar impacta diretamente a autoestima, a autoconfiança e até o adoecimento psicológico .
Autoimagem como pilar de saúde mental
Durante a conversa, Cláudia explicou que a autoimagem é moldada tanto pelas experiências positivas quanto pelas dores e sofrimentos. Segundo ela, quando a percepção de si mesmo é distorcida, a mente pode levar a posicionamentos equivocados e a resultados frustrantes na vida pessoal e profissional. Alessandra completou lembrando que a autoimagem não pode ser dissociada da autoestima e da autoconfiança: “Se eu não tenho uma autoimagem bem direcionada, minha autoestima oscila e, consequentemente, corro risco de perder a autoconfiança” .
O peso da autocrítica
As terapeutas também alertaram para o perigo da autocrítica excessiva. Muitas pessoas deixam de agir porque se julgam severamente antes mesmo de tentar. Essa postura, apontaram, pode levar ao adoecimento emocional. O caminho, segundo elas, passa por transformar o diálogo interno: “A autoconversa positiva é o que direciona a confiança e constrói escolhas mais saudáveis”, frisou Cláudia.
Ferramentas práticas para fortalecer a mente
Ao longo da live, foram compartilhados exemplos de atendimentos clínicos, nos quais pequenas mudanças de percepção ajudaram pacientes a reconhecer padrões de depressão, ansiedade ou crises emocionais. Técnicas simples, como anotar datas ou eventos que despertam gatilhos emocionais, foram destacadas como ferramentas eficazes. Alessandra lembrou que até situações de celebração podem gerar crises emocionais, revelando a importância de compreender as próprias crenças e limites .
Quatro pilares da autoimagem
As terapeutas apresentaram ainda os quatro pilares da autoimagem:
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Autocompaixão, através do diálogo interno positivo;
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Reconhecimento de conquistas e qualidades, mesmo as menores;
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Autenticidade, alinhada aos valores pessoais;
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Estabelecimento de limites saudáveis, essenciais para preservar relacionamentos e o equilíbrio emocional .
Cuidar da mente é ato de amor
Encerrando, Cláudia e Alessandra reforçaram que cuidar da mente é um gesto de amor próprio e também uma forma de dignificar a vida. “Amar a nós mesmos, valorizar nossa imagem e reconhecer o valor do outro diante de nós e de Deus”, afirmaram. O quadro Mulheres Abrigo seguirá promovendo encontros terapêuticos para ampliar a conscientização sobre saúde mental .






