O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2), a partir das 9h, o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de participar da chamada trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.
O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte e representa um dos julgamentos mais relevantes da história política recente do país. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os denunciados compõem o núcleo central de um plano cujo objetivo seria deslegitimar o resultado eleitoral e fragilizar as instituições democráticas.
Como será o julgamento
O rito está previsto no Regimento Interno do STF e na Lei 8.038 de 1990, que regulamenta as regras processuais do tribunal. A sessão será conduzida pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma.
Ele abrirá os trabalhos e chamará o processo para julgamento. Em seguida, o relator, ministro Alexandre de Moraes, fará a leitura do relatório, trazendo o histórico do caso: das investigações às alegações finais.
Após a leitura do relatório, a palavra será dada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável pela acusação. Ele terá até duas horas para defender a condenação dos réus. Na sequência, os advogados de defesa de cada acusado apresentarão suas sustentações orais, com prazo de até uma hora cada.
Sessões programadas
O julgamento terá continuidade em diferentes datas, com sessões previstas nos seguintes horários:
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2 de setembro – 9h e 14h
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3 de setembro – 9h
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9 de setembro – 9h e 14h
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10 de setembro – 9h
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12 de setembro – 9h e 14h
A expectativa é de que o julgamento se estenda por vários dias, dada a complexidade do processo e o número de acusados.
O que está em jogo
A denúncia da PGR sustenta que Bolsonaro e aliados integraram um plano articulado para desacreditar o sistema eleitoral, incitar atos contra a democracia e incentivar a tomada de medidas que poderiam resultar em ruptura institucional.
Se condenados, os réus podem enfrentar penas que incluem inelegibilidade, prisão e multas. Além disso, o julgamento deve reforçar a posição do STF como protagonista no enfrentamento de ameaças ao processo democrático.
Repercussão política
O caso é acompanhado de perto por lideranças políticas, movimentos sociais e pela comunidade internacional. Para setores da oposição, o julgamento simboliza um marco no combate a tentativas de golpe no Brasil. Já apoiadores de Bolsonaro consideram o processo uma perseguição política.
Independentemente da decisão, o julgamento deverá entrar para a história como um dos mais importantes desde a redemocratização, pelo peso dos réus envolvidos e pelas consequências institucionais que pode gerar.






