O projeto Mulheres Abrigo, no contexto do Setembro Amarelo, que é um mês dedicado a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, as terapeutas Cláudia e Alessandra Borges nesta última segunda-feira (02), falaram sobre a saúde mental e o autocuidado – O encontro abriu espaço para reflexões profundas sobre a importância do acolhimento, da empatia e da quebra do silêncio diante das dores emocionais que afetam cada vez mais pessoas.
O espaço criado pelo Mulheres Abrigo
Na abertura do quadro, as terapeutas destacaram que o Mulheres Abrigo nasceu como resposta à necessidade de oferecer um ambiente de diálogo e apoio, especialmente voltado às mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade emocional. “Queremos que cada mulher saiba que não está sozinha. O Mulheres Abrigo é esse espaço seguro, onde falar se torna a chave para encontrar novos caminhos”, afirmou Cláudia Borges.
Romper o silêncio
Cláudia ressaltou que muitas pessoas carregam dores profundas em silêncio, seja por medo de julgamento ou pela falta de apoio adequado. Para ela, romper esse silêncio é o primeiro passo para o cuidado emocional: “O silêncio, muitas vezes, é um fardo. Ele isola, pesa e faz com que a dor se multiplique. Quando compartilhamos, descobrimos que existe acolhimento, existe empatia e existe saída. Esse é o sentido da nossa proposta aqui”, disse.
Ela também destacou o papel da escuta ativa, lembrando que não se trata apenas de oferecer conselhos, mas de ouvir sem julgamento:
“Escutar é mais importante do que falar. Às vezes, quem sofre só precisa ser ouvido com atenção e respeito.”
Saúde mental como prioridade
Alessandra Borges foi enfática ao afirmar que, embora o Setembro Amarelo seja um marco importante, o tema da saúde mental precisa ser tratado o ano inteiro.
“Não podemos lembrar da vida apenas em setembro. A saúde mental deve ser prioridade diária. As pessoas precisam entender que buscar ajuda é um ato de coragem e não de fraqueza”, pontuou.
Ela destacou ainda o desafio de lidar com preconceitos e tabus que ainda cercam o tema:
“Infelizmente, ainda existe muito julgamento em torno da ansiedade, da depressão e de outros transtornos. É comum ouvir frases como ‘isso é frescura’ ou ‘vai passar’. Mas não é assim. Precisamos falar de forma séria e responsável, porque a dor é real e precisa ser cuidada.”
Impacto da rotina e o autocuidado
Durante a live, ambas refletiram sobre como a vida moderna, marcada por pressões profissionais, sobrecarga de tarefas e isolamento emocional, contribui para o adoecimento psicológico. Cláudia destacou a importância do autocuidado como prática contínua: “Autocuidar-se não é egoísmo, é sobrevivência. É tirar um tempo para si, é dizer não quando necessário, é respeitar seus limites”, enfatizou.
Alessandra completou lembrando que o autocuidado também passa pela busca de apoio especializado:
“Não é vergonha procurar um psicólogo, um psiquiatra ou até conversar com amigos e familiares. O cuidado precisa ser integral, não apenas físico, mas também emocional.”
O papel do Divinews
A parceria com o Divinews deu amplitude à transmissão, levando o debate a centenas de pessoas conectadas. Para as terapeutas, contar com a visibilidade de um veículo de comunicação fortalece a missão do projeto: “Quando a imprensa se une a causas sociais, o resultado é transformador. Nosso objetivo é alcançar o máximo de pessoas e lembrar a cada uma delas que a vida importa”, disse Alessandra.
O quadro terminou com uma mensagem de esperança e de incentivo para que as pessoas não deixem o peso das emoções em silêncio. Cláudia e Alessandra reforçaram que a vida é o bem mais precioso e que sempre existe saída, desde que o diálogo e o acolhimento sejam colocados em prática.






