O fechamento repentino da franquia “Cresci e Perdi” em Divinópolis deixou clientes revoltados e no prejuízo. Segundo informações de clientes, a loja, localizada na Avenida 1º de Junho, 826, no Centro, era especializada em roupas usadas para recém-nascidos, bebês e crianças de até 16 anos. O modelo de negócio incentivava o desapego, mas agora virou motivo de frustração e ironia, já que consumidores dizem que “cresceram e perderam” de forma literal – Os clientes se manifestam negativamente nas redes sociais.
O funcionamento era simples: o cliente levava peças em bom estado e recebia uma avaliação de valor. Ao optar por vender, recebia menos do que o avaliado, por exemplo, R$ 10 no lugar de R$ 15. Já para quem escolhia trocar, o crédito era integral, podendo ser usado em novas peças.
Muitos consumidores deixaram roupas e acumularam créditos confiando na proposta. Porém, sem aviso prévio, a loja fechou as portas e a proprietária sumiu. Quem tinha valores acumulados ou peças deixadas ficou sem produto, sem dinheiro e sem qualquer resposta.
A franquia nacional “Cresci e Perdi” afirma ter cerca de 660 lojas vendidas no Brasil. O site oficial mantém a unidade de Divinópolis listada, com registro de atividade em 18 de dezembro de 2023, mas não há comunicado sobre o encerramento local. No Instagram, a página da loja ainda está no ar com endereço, horários e vídeos promocionais, o que reforça a confusão dos consumidores.
Dados consultados mostram que a unidade de Divinópolis está vinculada à franqueadora “Cresci e Perdi Franchising Ltda.” está sediada em São José do Rio Pardo/SP, sob o CNPJ 27.767.670/0001-94. Consumidores já relatam casos semelhantes em outras cidades no Reclame Aqui, incluindo encerramentos de unidades e não devolução de créditos.
Até o momento, não houve posicionamento público nem da unidade de Divinópolis nem da franqueadora sobre o que será feito para ressarcir os clientes. Alguns já se mobilizam para acionar o Procon e a Polícia Civil, e cogitam uma ação coletiva para recuperar valores e peças deixadas.
O caso expõe a vulnerabilidade de consumidores em negócios de consignação e franquias que operam com crédito próprio. Especialistas recomendam que clientes sempre exijam contratos formais e comprovantes de entrega das peças, para evitar ficar na mão no momento em que a loja “cresce” e o cliente “perde”.
O espaço segue aberto para que a franqueadora se manifeste oficialmente sobre os fatos relatados por terceiros e aqui reproduzidos. O jurídico da empresa ao questionar esta matéria informou que a maioria dos clientes tiveram solução para seus problemas e que a empresa espera resolver os que ainda estão pendentes.










