A Polícia Federal, com reforço da Polícia Militar de Minas Gerais, cumpriu nesta terça-feira (5), um mandado de busca e apreensão na região metropolitana de Belo Horizonte. A ação integra uma investigação que combate o abuso sexual infantojuvenil com ramificações internacionais.
Tudo começou quando o FBI repassou às autoridades brasileiras informações sobre a atuação de um cidadão brasileiro em um grupo ativo na dark web. Segundo os dados, esse fórum virtual abrigava participantes de várias nacionalidades e funcionava como espaço para o compartilhamento de conteúdos de pornografia infantil.
A PF mineira entrou em ação assim que recebeu as informações da agência americana. Após investigações detalhadas, os agentes conseguiram identificar o suspeito, residente na Grande BH. Com base nas evidências coletadas, a corporação solicitou à Justiça Federal um mandado de busca e apreensão, prontamente autorizado.
Rede criminosa
Na manhã desta terça, as forças policiais se dirigiram ao endereço do investigado. No local, apreenderam diversos equipamentos eletrônicos. Segundo a PF, todo o material passará por perícia técnica, que deverá confirmar a extensão da participação do suspeito na rede criminosa.
Durante a operação, não houve resistência. Os policiais executaram o mandado com apoio logístico da Polícia Militar de Minas Gerais, garantindo a segurança da diligência e o recolhimento adequado dos dispositivos.
Os próximos passos da investigação envolvem a análise profunda dos arquivos apreendidos. Os peritos buscarão rastrear o conteúdo compartilhado, identificar outros envolvidos e aprofundar a cooperação com autoridades internacionais, inclusive no âmbito do FBI.
Além disso, a Polícia Federal reforça que crimes de abuso sexual infantojuvenil, especialmente os praticados em ambiente digital, são prioridade nas ações de combate à exploração infantil. A corporação orienta que qualquer denúncia pode ser feita de forma anônima por meio do canal Disque 100 ou diretamente nos canais oficiais da PF.
Portanto, o caso segue em segredo de Justiça para preservar as investigações e evitar prejuízo à identificação de outros possíveis envolvidos.






