No último dia 18, em seu pronunciamento, o vereador disse ter sido procurado por uma sitiante do bairro Santa Lúcia, Maria Luiza, questionando a obra da Gerdau naquele local, já que é uma área com inúmeras nascentes.
O local, além de ser área de nascentes, segundo Maria Luiza, havia 18 pés de pequis que a Gerdau cortou e vendeu para a universidade de Viçosa. O vereador criticou a facilidade com que a empresa fez isto, e disse “será que a Gerdau por ser uma empresa grande conseguiu autorização para realizar esse desmatamento? – Eles tiraram mata nativa, de serrado e plantaram um cinturão de eucalipto”
Adair explicou que o tanque foi construído a alguns metros acima do açude. A água do açude passa no fundo das chácaras e cai em um córrego que leva para o açude de baixo, depois vai para outro córrego que leva as águas até a lagoa.
O vereador, continuou sua explicação “São três lagoas abastecidas pelas águas dessas minas e que estão prestes a serem contaminadas pela poluição da Gerdau, uma massa formada por resíduos poluentes e água que será desaguada no açude, pois já foram colocadas até mesmo as manilhas que ligam o tanque ao açude”
Já hoje, quinta-feira (30), Adair foi à tribuna para dizer que o órgão que emitiu a licença para a Gerdau construir sua obra naquela área, foi a FEAM/COPAM, isto depois que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ter se julgado incompetente (previsto em Lei) para analisar o caso, devido ao potencial/degradador do empreendimento.
Segundo pronunciamento do vereador, na peça, o principal é o parecer técnico 88/09 emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Divinópolis e o ofício 361/09 da mesma secretaria informando “o referido empreendimento não obteve o parecer da CMUOS e esta operando SEM O DEVIDO ZONEAMENTO”, conforme prevê a lei 2418/08, além de estar localizado “EM ÁREA DE EXPANSÃO URBANA”
O texto segue dizendo que o parecer emitido pelo Gerente de Meio Ambiente e Políticas Urbanas, o engenheiro químico José Luiz Tavares Cortes, escalona vários motivos que torna óbvio o atentado que esse empreendimento se torna contra o meio ambiente e ainda afirma que a disposição de rejeito industrial em aterro industrial é a última opção no Gerenciamento de Resíduos Sólidos e que caso seja ele o escolhido, deverá acontecer em local apropriado, projetado e monitorado de forma a não contaminar o meio ambiente no futuro e não esteja em área de expansão urbana ou bairro residencial.
Adair finaliza afirmando que voltou ao assunto porque tinha ficado de trazer novas informações de quem teria emitido a licença. Descobriu que foi a COPAM, mas que a Secretaria do Meio Ambiente não encontrou nenhum documento do COPAM sobre este assunto em seus arquivos. Isto porque na época do início do processo era outra administração e outro secretário. “A questão está na justiça e haverá uma nova audiência no dia 02 de dezembro, é preciso que a população se manifeste, lute contra, proteste!”






