Polícia Civil fecha laboratório clandestino de remédios para emagrecer

Imóvel operava como fábrica e ponto de venda de medicamentos sem registro na Região Leste da capital mineira.

Publicado por: Cassia Misael

Um laboratório clandestino que produzia e vendia ilegalmente medicamentos para emagrecer foi fechado nesta terça-feira (15), em Belo Horizonte. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, que prendeu três suspeitos em flagrante e apreendeu diversas substâncias contendo tirzepatida, além de equipamentos de produção e comercialização.

A Polícia Civil de Minas Gerais desarticulou, nesta terça-feira (15/07), um laboratório clandestino de medicamentos para emagrecimento na Região Leste de Belo Horizonte. A operação, motivada por denúncia anônima, resultou na prisão em flagrante de três homens, com idades entre 25 e 58 anos.

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O imóvel funcionava de forma irregular como laboratório e ponto de venda de canetas injetáveis contendo tirzepatida substância de uso controlado para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Os produtos eram fabricados e armazenados no local sem qualquer tipo de autorização sanitária ou nota fiscal.

Durante as buscas, os policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) apreenderam frascos, seringas, ampolas, caixas térmicas, rótulos e outros materiais utilizados na falsificação e preparação dos medicamentos.

A comercialização era feita de forma direta, e os produtos já estavam prontos para serem enviados a consumidores. Os suspeitos não apresentaram licenciamento, registro na Anvisa ou qualquer respaldo técnico para a manipulação das substâncias.

De acordo com a Polícia Civil, os detidos responderão por crime previsto no artigo 273 do Código Penal Brasileiro, que trata da falsificação e adulteração de produtos medicinais  crime considerado hediondo, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos na organização criminosa e rastrear a origem dos insumos utilizados na produção ilegal. A polícia também irá averiguar se há vítimas que sofreram efeitos colaterais com o uso dos medicamentos.

A operação reforça o alerta das autoridades sobre os riscos do consumo de substâncias sem prescrição médica e da compra de produtos farmacêuticos fora de estabelecimentos regulares.

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